Resenha #16 - O Teorema Katherine!



Após o mais recente e traumático pé na bunda, o Colin que só namora Katherines resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.Se o assunto é relacionamento, o tipo de garota de Colin Singleton tem nome: Katherine. E, em se tratando de Colin e Katherines, o desfecho é sempre o mesmo: ele leva o fora. Já aconteceu muito. Dezenove vezes, para ser exato.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★☆


Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

Há infinitas maneiras de se amar. Para Colin Singleton, e grande maioria da nação mundial o amor pode ser associado a um lado bom e a um lado ruim. Ambos são complicados, porque este sentimento em si é complicado. Amar nem sempre é fácil. Em O Teorema Katherine, John Green nos apresenta essas faces desse sentimento, que pode ser despertado da maneira mais inusitada e inimaginável.

Diferente de todas as suas obras anteriores, Green nos trás nessa emocionante nova aventura a vida de Colin Singleton, um garoto considerado prodígio que tinha tudo para ter a vida mais feliz se não fosse por um simples, pequeno acaso... Katherine. E não apenas uma, mas 19, até o momento! O cara já levou fora de 19 garotas, e todas se chamavam Katherines. Quando comecei a ler o livro achei o protagonista altamente obsessivo. O primeiro capítulo dele mostra o cara numa situação tão desesperadora que senti a dor de sua perda em mim mesmo. Achei que o livro não fosse ser promissor, principalmente porque Colin enxerga a vida com muita racionalidade (ele não crê em misticismo), mas nem por isso desanimei. Admito que os primeiros dias de leitura foram cansativos e pensei que o livro não ia superar minhas expectativas. Entendia pouca coisa do que os personagens falavam, porque Colin e seu amigo Hassan têm uma maneira bem “própria” de falar. Além disso, eles ficavam fazendo menção à matemática. Eu sou péssimo em matemática e sempre odiei a matéria. Não é a toa que por muito pouco eu não detestava o livro.

No entanto, tudo isto mudou quando eles partiram em uma viagem de carro, sem destino ou tempo estimado. No meio dessa nova busca, Colin se depara com Guntshot, Tennessee, onde sua vida não só vai mudar, como também ele passará entender os verdadeiros valores da vida.

“É possível amar muito alguém. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela."

“Ele gostava de todos os livros, porque adorava o simples ato de ler, a magia de transformar os rabiscos de uma página em palavras dentro da cabeça.”

Posso reorganização minha afirmação acima e dizer que John Green novamente me conquistou. Como sempre, seus quotes são os melhores! Eram tantos que seu eu fosse marcar, sairia riscando o livro por completo. Como já esperado, o desfecho é algo inesquecível, e me surpreendi com o desenrolar do enredo. O começo foi que achei um pouco chato demais, mas nada que não possa ser superado com um pouco de paciência.

“De repente, não havia só um pedaço faltando, mas milhares deles.”

Colin e Lindsey me conquistaram! Eu os adorei e vou sentir muita falta da bela história de amor deles. E não porque são aquelas histórias de amor impossível, que acontece apenas num dia. Lindsey e Colin descobrem lentamente a magia desse sentimento, que brota de uma forma e floresce de outra. De uma amizade construída com algum tempo, nasce à paixão que os guia para um futuro, segundo Colin, indeterminado! 

E porque não falar dos cenários! Sempre mágicos. Até uma fazenda se torna linda com a visão de Green. Um dos pontos mais fofo da história e também um dos mais românticos, foi quando Colin conheceu a caverna secreta de Lindsey pela primeira vez. Fiquei imaginando como seria estar lá... Longe de tudo de todos; livre para pensar com calma e silencio. 

O protagonista me simpatizou bastante quando seu lado obsessivo passou. Notei muitos traços dele em mim, mas o principal foi ter conhecido seu maior medo... Eu simplesmente meio que não acreditei quando vi. Parecia semelhança demais. Como sempre, John Green tem algo de muito importante para nós ensinar, e apesar de toda palhaçada e altos acontecimentos eróticos, O Teorema Katherine tem uma moral forte em seu desfecho. Como em “Quem é você, Alasca?”, com a pergunta: qual a saída do labirinto (quem leu sabe do que estou falando), este livro também nós trás uma questão semelhante e é um dos meus quotes favoritos.

“Como alguém para de ter pânico de ser deixado para trás e acabar sozinho para sempre e não significar nada para o mundo?”

Maravilhe-se com a leitura de O Teorema de Katherine. Ele vai te surpreender e te cativar!



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