Resenha #21 - A Marca de Atena (Os Heróis do Olimpo Vol 3)!



Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy - após seis meses afastados por culpa de Hera -, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.
Os problemas de Annabeth não param por aí - ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?
O maior medo de Annabeth, no entanto, é que Percy tenha mudado. E se ele já estiver habituado demais aos costumes romanos? Será que ainda precisará dos velhos amigos? Como filha da deusa da guerra e da sabedoria, Annabeth sabe que nasceu para liderar - no entanto, também sabe que nunca mais vai querer viver sem o Cabeça de Alga. 
Na aguardada sequência da série "Os Heróis do Olimpo", do best-seller Rick Riordan, Percy Jackson e seus amigos semideuses mais uma vez correm em direção ao perigo para tentar salvar seus acampamentos, os deuses e o mundo inteiro. Narrado por Percy, Annabeth, Piper e Jason, "A Marca de Atena" é uma jornada inesquecível até Roma, recheada de importantes descobertas, sacrifícios surpreendentes e terrores indescritíveis.



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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★


CONTÉM SPOILERS

Tão perfeito e encantador quanto qualquer mito verdadeiro, escrito pelos autores mais inesquecíveis da história. A Marca de Atena vai te guiar para um novo nível surpreendente do que se é capaz de conhecer, tanto da mitologia grega, quanto da romana, mergulhando nos assuntos mais obscuros e mitos mais assustadores, de uma forma simples, apaixonante e engraçada, que só Rick Riordan consegue fazer.

"As vezes os mortais eram ainda mais estranhos que os monstros" (A Marca de Atena, pag: 318)

No terceiro volume da série Heróis do Olimpo, o encontro entre os acampamentos Meio-Sangue e Júpiter tornou-se algo inevitável. Os semideuses romanos e gregos necessitam trabalhar juntos para trazer a salvação para toda a humanidade, antes que os gigantes consigam despertar a maligna deusa-mãe, Gaia. Mas isso não será nada fácil. Há décadas que ambos os acampamentos vivem com uma inimizade que é complicada de se apagar, e mesmo com Jason (pretor do Júpiter) representando o Acampamento Meio-Sangue, e Percy (que é uma espécie de líder do Meio-Sangue) como pretor do Jupiter, a colaboração desses dois universos vai ser algo instável. Para piorar, a profecia dos setes selecionou uma filha de Atena para participar da missão, o que não só irá aumentar a desconfiando dos romanos, como vai fazer uma nova inevitável confusão de instalar. Cercada de tantos sentimentos Annabeth está prestes a viver seus piores pesadelos e enfrentar seu maior desafio: reencontrar Percy. Juntamente com Piper, Leo, Frank e Hazel, Jason, Percy e Annabeth vão subir a bordo do barco flutuante Argo II para embarcar em uma missão perigosa em um território denominado proibido tanto para os semideuses romanos, quanto para os gregos: a Roma Antiga, a verdadeira. Um mar de aventuras aguarda nossos heróis e sacrifícios surpreendentes esperam o leitor que se aventurar por essa nova jornada.

Rick Riordan de forma maravilhosamente perfeita misturou não só mitologia como tanto fatos da realidade que se encaixam na vida adolescente para formular uma série instigante, lotada de muita ação, aventura e paixão! Se você é um leitor de Percy Jackson desde seus primórdios, como eu, vai entender o quanto as coisas evoluíram, e o quanto Os Heróis do Olimpo trouxeram uma visão muito mais ampla dos mitos mais inusitados, em atos tão cotidianos que parece até meio assustador. Os personagens amadureceram, estão mais velhos e mais preparados, contudo, os monstros estão mais fortes, mais reais, e muito, mas muito mais assustadores. A história começa a tomar uma tonalidade onde tudo fica imprevisível. Não se sabe qual será o próximo passo que o autor dará e como tudo isso vai se finalizar. Uma leitura viciante. Sou suspeita a falar dessa série, porque definitivamente eu a amo, todavia, é incrível, aprender tanto de uma forma tão divertida.

Os personagens mostraram mais personalidade nesse volume. Eles se abalavam com tudo que estava acontecendo, e temiam o futuro, e isso foi o melhor de tudo. Na minha visão, entre os deuses olimpianos, eu não consigo encontrar um só que não seja mesquinho ou ruim em tempo integral. No universo greco-romano, tudo tem um preço, seja apenas uma “mãozinha” numa missão, ou um grande pedido. A narrativa, muito bem seqüenciada, foi separada na visão de 4 personagens: Annabeth (Minha segunda favorita, pois os capítulos dela eram os que mais envolviam ação, e claro, seu encontro com Aracne, a tecelã transformada em aranha foi inesquecível). A narrativa desses capítulos, preciso ressaltar, é de uma genialidade inacreditável. Annabeth, diferente dos demais semideuses, vence os monstros usando seu cérebro e não o combate. Ela é tão boa em lábia quanto Jasão se mostra habilidoso em seus mitos. Durante seu plano para escapar de Aracne, eu fiquei espantado. A personagem herdou uma inteligência assustadora para se livrar das situações mais inusitadas, sem utilizar da violência. Leo (My Favorite. Aqui você vai ficar de abdômen doendo de tanto rir – acreditem, isso aconteceu comigo),  Piper (a mais chata no meu ponto de vista, e não pela narrativa em si, mas pela personagem, porque eu não a suporto) e Percy (Claro, o número um e o mais esperado).

"Leo sorriu, radiante. — É assim, gente boa, que fazemos as coisas no Mundo do Leo. Vamos em frente! — Eu odeio o Mundo do Leo — murmurou Frank." (A Marca de Atena, pg: 368)

"Senti saudade na verdade não era suficiente" (A Marca de Atena, pg: 136)

A Marca de Atena não só vai prender o leitor em todas as suas páginas, como vai fazê-lo pedir bis e ficar impacientemente esperando pela seqüência, A Casa de Hades, que já tem data de lançamento este ano, nos EUA. Aqui por outro lado, teremos que aguardar até o ano que vem.

Acho importante também falar sobre a diagramação da obra. Os livros da Intrínseca são meus favoritos. Quero dizer, minha estante está lotado de títulos da editora, como A Culpa é das Estrelas, a série Twlight, A Hospedeira, Extraordinário, a série tradicional Percy Jackson, ou a trilogia da família Kane (também do mesmo autor, Rick Riordan, mas falando da mitologia Egípcia) entre outros. Tanto as capas são muito bem arquitetadas, para maravilhar o leitor, como também a organização. O livro é muito bem dividido, com uma fonte de fácil leitura e uma folha suave, porém resistente. E claro, como leitores, como poderia esquecer-se do cheirinho! Perfeito.

Se você ainda não conhecer Percy Jackson, faço a pergunta: ta esperando o que? Corre e vem se juntar a nós, para descobrir um universo não só inspirador, repleto de lições importantes, como também um mundo de aventuras e conhecimentos.

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