Resenha #24 - Os Diários do Semideus!



Todo jovem semideus precisa se preparar para um árduo futuro: destruir monstros, aventurar-se pelo mundo e lidar com os temperamentais deuses gregos e romanos. Nesse volume recheado de relatos inéditos, retratos e entrevistas com personalidades do Olimpo, diagramas e brincadeiras criados pelo Escriba Sênior do Acampamento Meio-Sangue, Rick Riordan, Percy Jackson e seus amigos vão encarar inimigos perigosos e tarefas mortais. As lições aprendidas com essas histórias poderão salvar a vida de qualquer semideus!








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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★


Uma obra com informações preciosas para os fãs do universo Percy Jackson, tendo um ritmo tão eletrizante e sedutor quanto qualquer outro livro da saga. 

O conhecimento é uma arma.” (Os Diários dos Semideus – Rick Riordan – pag: 12)

Nesse novo livro extra, o leitor será presenteado com aventuras inéditas dos seus semideuses favoritos. Começamos a primeira sessão com o Diário de Luke Castellan, onde o vilão irá contar sobre sua missão com Thalia antes de encontrar Annabeth. Logo em seguida, temos um bônus a lá Heróis do Olimpo, quando Rick Riordan nos trás uma história de Percy e Annabeth, poucos dias antes do livro O Herói Perdido ter começado. O livro também trás um conto do semideus filho de Hefesto, Leo, mostrando como foi a construção do Argo II, antes mesmo de A Marca de Atena. A obra não só trás contos, como também diversas caricaturas dos personagens, passatempos e muitas curiosidades do mundo Percy Jackson, como já havíamos (pelo menos muitos fãs virão), em Os Arquivos do Semideus (outro livro extra, referente a primeira série Percy Jackson e os Olimpianos). 

O mais interessante para mim foi conhecer Haley Riordan, o filho do autor, que inspirou a série. O garoto não só despertou a criatividade do pai, como também descobriu sua própria vocação. O conto escrito por Haley (e um dos grandes ápices do livro) ficou realmente muito bom. Diferente do pai, Haley puxou a coisa mitológica para o lado mais esquecido da Grécia, dando origem a Alabaster, um filho da deusa da magia Hécate, que lutou ao lado de Cronos na guerra contra os olimpianos. O menino não só explorou o universo que seu pai criou, atribuindo novas visões ao mundo Percy Jackson (tipo, explicando como acontece o lance da Névoa ocultar tudo aos mortais; ou como os monstros sentem o cheiro dos semideuses) como também incrementou seu conto com suas próprias e notáveis idéias. Sua escrita é bem culta para idade dele (apenas 16), e o desenrolar de sua história é tão sedutor quanto o de Rick Riordan, eu diria até melhor. O conto “Filho da Magia” trás uma tonalidade mais obscura do mundo olímpico. O herói Alabaster não é o cara a quem você vá chamar de bom, mas também não é o vilão que você vai chamar de mal. Ele meio que se reparte entre essas duas definições, ficando no meio termo. Percebe-se também (pelo menos para leitores, tipo eu, viciado), que Haley possui uma influencia bem grande por suspense e terror, como ele próprio cita no texto, através da fala de seu personagem. Seu conto começa com o um ar bem enigmático e sombrio, e lembrou-me muito o começo dos livros do Stephen King

Se quiser uma boa sugestão, eu aconselho que leia o livro. Além de ficar inteirado dos fatos que procederam cada livro da série Heróis do Olimpo, você ainda vai poder conhecer a escrita de Haley Riordan, um jovem promissor no meu ponto de vista.



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