Resenha #30 - Divergente!



Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções - Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição - e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.



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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★


Promissor. Veronica Roth quebrou os tabus de que uma distopia está sempre em comparação à série mais famosa, Jogos Vorazes, superando-a, em grau, número e gênero.

Tris está perto de completar idade suficiente para que possa escolher a qual facção quer se integrar. O mundo é diferente. Fomos divididos em 5 facções, que dirigem novos tempos, cheio de paz e prosperidade... Mas até quando isso irá durar? A ganância é um defeito mortal da humanidade, então como pode o homem lutar contra algo propriamente seu? O mundo que Tris conhece está prestes a se transformar num verdadeiro campo de batalha, e as pessoas que ela mais ama estarão na mira de seus inimigos. Será ela forte o suficiente para enfrentar seus próprios medos? Provará que sua coragem é adequada para se aderir à facção do Destemor, sua escolhida? Conseguirá descobrir como salvar todos que ama desse desastre iminente? As rachaduras duraram tempo demais, e as 5 grande facções estão prestes a guerrilhar. Entre um elaborado plano feito pela Erudição, Tris descobrirá da pior maneira o quanto é ruim ser uma Divergente!
Não tenho certeza se posso viver essa vida de imposições por muito mais tempo.” (Divergente – Veronica Roth)

Com um ritmo perfeito, Divergente te leva a conhecer um futuro que não parece muito distante do que vivemos. Numa jogada genial, Roth deu vida a um cenário verdadeiro e repleto de fortes emoções. A escrita dela não só reforça a forma como leitor vai enxergar seu mundo, como também nos leva a crer e sentir os sentimentos mais inusitados, enquanto os capítulos se passam.

Tris é uma personagem feminina bem diferenciada das atuais. Ela não possui fragilidades (ou pelo menos não gosta de demonstrar). Está sempre preparada para superar a si mesma, e não teme facilmente. É corajosa e muito forte, e mesmo não sendo a pessoa mais sedutora do mundo, torna-se linda pelo que passa a ser. Não é de se espantar que nosso protagonista masculino, Quatro, tenha ficado caidinho por ela. Quero dizer, a garota é sedutoramente impressionante. Não só está sempre sendo mais forte do que realmente pode ser, como também é muito mais destemida que muitos outros personagens masculinos do livro. Eu diria que ela tem sim um Q de Katniss Everdeen. Mas só no termo bravura. Ambas não compartilham nenhuma igualdade a mais.

Fiquei bastante apreensivo quanto a este livro. Quero dizer, quando me deparava com distopias, me recordava de Jogos Vorazes, então minha vontade de lê-lo passava. Mas ai resolvi arriscar, (depois de ver críticas bem positivas) e não deu em outra. Apaixonei-me. Se você hesitou em conhecê-lo pela semelhança, descarte esse pensamento. Divergente possui um universo inteiramente novo, com outro ponto de visão, onde as coisas são até mais sombrias que o mundo criado por Suzanne Collins. Os personagens são mais reais. A realidade e a ficção parecem não existir entre ambos. Peguei-me lendo esse livro rapidamente durante as noites, e me sentia apreensivo, ou triste, ou feliz. Ele causa emoções bem variadas. A mensagem por trás de tudo isso é: que preço custa à verdadeira paz? Isso realmente existe? Seriamos capazes de viver todos de forma segura, sem mais disputas territoriais ou ganância?
Humanos não conseguem tolerar o vazio por muito tempo.” (Divergente – Veronica Roth)

O livro possui passagens românticas muito fofas, e outras um tanto picantes. Não tem muita comédia, porque os personagens estão vivendo eventos à flor da pele, mas vira e mexe você pode encontrar uma pequena irônica que lhe roube um sorriso. O melhor de tudo são os momentos de ação. Isso sim vai te fazer delirar! Roth guardou uma caixinha de surpresa para o leitor. Então, que tal arriscar? Para quem não leu, fica a pergunta, o que é um Divergente pra você?



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