Cinema #30 - Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet !




O barbeiro Sweeney Todd (Johnny Depp) é preso injustamente por determinação do juiz Turpin (Alan Rickman). Ao sair da cadeia, ele coloca em prática a sua vingança, reabrindo a barbearia e se tornando o Barbeiro Demoníaco de Fleet Street, porém seus clientes sempre desaparecem. Mrs. Lovett (Helena Bonham Carter) é uma famosa quituteira que se une ao barbeiro. Na verdade, ela é uma serial killer que usa os restos mortais de suas vítimas para assar tortas que viram a sensação de Londres. Com a nova parceria, os ingredientes são fornecidos por Sweeney Tood.







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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★


Sweeney Todd, filme do famoso diretor Tim Burton, nada mais é que uma adaptação do renomado musical da Broadway, para as telinhas. O musical, inspirado no livro de Hugh Wheeler vem impressionando os públicos desde 1979 (quando foi lançado) por seu roteiro original dotado de grande crítica a sociedade, e pelo grande suspense que paira sobre seu enredo.



O cenário é a grande e cinzenta Londres do século XIX. Ruas úmidas e escurecidas dão um toque sinistro ao roteiro. O filme se inicia demonstrando uma das grandes marcas de Tim Burton, uma introdução magistral e bem planejada, de que assim como a peça, trata-se de um musical. Conta à história do jovem barbeiro Benjamin Barker (Johnny Depp) e de suas belas esposas e filha, e de como por inveja, Turpin, o juiz da cidade, o privou do oficio da lâmina, e o deportou sob injustas acusações de crimes que ele jamais cometerá, abrindo o caminho para que pudesse cortejar a jovem esposa do suposto criminoso.

Quinze anos se passam até que o barbeiro retorne a Londres. Seu nome já não é Benjamin Barker e sim Sweeney Todd. De volta à cidade que ele aprendeu a odiar, parte em busca de seu antigo lar e lá encontra a loja da nefasta Senhora Lovett (Helena Bonham Carter), que prepara, segundo a própria, as piores tortas de carne de Londres, convidando inclusive o senhor Todd a comprovar este fato por si mesmo. Seu local de trabalho parece na verdade pertencer às moscas e baratas, que estão por toda a parte, inclusive nas tortas.

Senhora Lovett, uma velha amiga da amada esposa do barbeiro, conta-lhe o que acontecerá com a jovem após a partida forçada do mesmo. Que a jovem mulher teria se envenenado com arsênio após ter caído nas garras do juiz, que acabou tomando a filha do casal para si e que a criava trancada em sua casa como protegida. A revelação de tais fatos faz com que Sweeney Todd enlouqueça pelo ódio e jure vingança diante de suas lâminas. Ele, junto com a senhora Lovett, passam a ser comparsas neste plano macabro que envolve as lâminas do barbeiro e as tortas de carne da nefasta senhora, que da noite para o dia passam a ser as mais deliciosas tortas de Londres.




Este filme, não é exatamente o gênero de filme que me agrada. Musicais jamais fizeram minha cabeça, porém Sweeney Todd é uma grande exceção a essa regra. As intensidades dos desejos mortais e das aflições do barbeiro demoníaco da Rua Fleet tornam-se maiores e mais vividos quando acompanhados da trilha sonora. Talvez seja a força que a música exerce sobre quem a houve, mas algumas cenas realmente são arrepiantes.

Muito bem produzido, tanto maquiagem, quanto roupas e cenários agem em perfeita sincronia para criar um clima que se divide entre o mundo real e o fantástico, capaz de ser inventado apenas por um diretor da classe de Tim Burton. Sua mania de assinalar os defeitos dos personagens de forma tão sutil, os torna ainda mais reais. A carga da dor que carregam, as decepções, notamos que o personagem traz arrependimentos consigo assim que colocamos os olhos nele, ao contrário de outros de aparência mais limpa, como o do jovem marinheiro Anthony Hope, que traz Todd de volta a Inglaterra, com quem, segundo o barbeiro, a vida estaria sendo gentil, ou seja, ele ainda não teria as marcas das lições da vida assim como o barbeiro.

Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco da Rua Fleet é, sem sombra de dúvidas, um filme pra se ver antes de morrer, não só devido a um visual impecável, mas a um enredo cheio de reviravoltas que enquanto peça de teatro é digno de ser aplaudido de pé e que enquanto filme, fará você se inquietar na poltrona esperando a chegada do clímax.


 

Um comentário

  1. filme realmente muito bom, mas, esperando até hoje pra ver uma foto dessa colunista

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