Resenha #32 - O Sobrinho do Mago (As Crônicas de Nárnia Vol 1)!


A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Ludibriada por ele, Polly toca o anel mágico e desaparece. Digory, aterrorizado, decide partir imediatamente em busca da amiga no Outro Mundo. Lá ele encontra Polly e, juntos, ouvem Aslam cantar sua canção ao criar o mundo encantado de Nárnia, repleto de sol, árvores, flores, relva e animais.












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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★


Todos conquistam o que desejam, mas nem sempre se satisfazem com isso.” (O Sobrinho do Mago, pag: 92)

Um livro que possua uma frase tão forte como esta entre as mais fantasiosas aventuras, não pode ser tratado como algo normal. Deve ser visto diferenciado, já sendo marcante apenas pela mensagem implícita que ele quer nos passar. O Sobrinho do Mago (Primeiro volume da aclamada série clássica infanto-juvenil, As Crônicas de Narnia) não é apenas forte e esplendoroso, como trás também uma nova forma e realidade de enxergar a fantasia e nós faz não apenas querer, mas desejar, implorar, partir imediatamente para o seio de Aslam e todos os narnianos.

Chegou à hora de descobrir como tudo começou. Como Narnia surgiu, ou como Pedro, Luce, Edmundo e Suzanna chegaram até lá. Em clima de explicar como tudo começou, C.S Lewis nos apresenta O Sobrinho do Mago, que contará a história de Digory e Polly, os primeiros visitantes estrangeiros a colocarem os pés em Narnia. E não num momento qualquer, mas bem a tempo de presenciar sua criação, e a origem de todas as outras histórias que virão após esse magnífico conto de fadas, dotado de magia e esperança.  

A aventura começa quando Digory e Polly vão parar no gabinete secreto do excêntrico tio André. Enganada pelo velho feiticeiro, cujo interesse era apenas descobrir outros mundos, Polly toca em um anel mágico, criado pelo próprio Tio André. Instantaneamente a garota desaparece. Digory, aterrorizado é forçado a fazer a única escolha que lhe resta, seguir Polly pegando o outro anel e enfrentando os perigos que o desconhecido pode oferecer. Em um turbilhão de confusão os dois são enviados para o Bosque Entre os Dois Mundos, um local que separa as diferentes dimensões do universo, e lá irão se deparar com Narnia, em sua plena criação, onde se juntaram a Aslam e aos primeiros animais, para proteger o local da primeira grande ameaça que vem a surgir: A feiticeira Jadis. Entre a decisão de fazer o que é certo, ou obedecer a seu coração Digory enfrentar a difícil batalha de escolher entre salvar Narnia e a si, ou curar sua mãe, que não irá dura muito mais, agora que sua doença entrou em estado terminal. Depende desses dois viajantes corrigirem o mal e o desequilíbrio que ambos geraram ao espaço temporal.

O negócio é esse: quando a gente quer se fazer de tolo, quase sempre a gente consegue.” (O Sobrinho do Mago, pag: 69)

Quando as coisas vão mal, parece que vão de mal a pior durante certo tempo; mas quando começam a ir bem, parecem cada vez melhores.” (O Sobrinho do Mago, pag: 96)

Narnia é aquele típico livro que você, pega, abraça e adora! Não apenas pela história ou pelos personagens, mas sim pela mensagem escondida que ele vem nos trazer. A história de O Sobrinho do Mago nada mais é do que os primórdios da Bíblia (onde se fala da Criação, ou da tentação de Adam e Eva). Acho que esse tipo de entendimento é basicamente óbvio para todo leitor que venha se agraciar com esta obra. C.S Lewis trás essa visão genial do universo místico, implantando numa ficção, que aos poucos vai se condensando com nossa realidade. O livro não só é motivador, como prende você. Logo que se começa, você não quer mais soltar. Além disso, O Sobrinho do Mago é a preparação para a história que todos conhecemos (O Leão, a Feiticeira e O Guarda-Roupa), onde tudo é explicado bem direitinho, nos mínimos detalhes, atribuindo assim uma nova visão do mundo narniano.

Lewis possui uma escrita maravilhosamente perfeita. Não é cansativa e muito menos amadora. O livro, dotado de ilustrações, ajuda ainda mais na hora de imaginar as situações, e claro, os capítulos são sucintos e diretos. Em outras palavras, diria que C.S Lewis conseguiu separar com perfeição o conteúdo que seria adicionado e o que seria retirado, nem detalhando demais, e nem de menos. Deixando assim, Narnia impecável, para degustação de nós, leitores, ávidos a penetrar nessa leitura. Apesar de o livro ser direcionado ao meio “infanto-juvenil”, o significado por trás de tanta magia e fantasia é bem mais profundo que isto, fazendo do leitor um conhecedor maior sobre o misticismo. A menção a eventos bíblicos também é surpreendente. As palavras parecem tão verdadeiras, que mais parecia realidade o que estávamos lendo.

Narnia deve ser indicado não apenas para criança, mas para qualquer um que tem o mínimo de fé no que é invisível aos olhos... Ou seja, como diria nosso inestimável Antoine de Saint-Exupéry (O Pequeno Príncipe): O essencial!



 

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