Cinema #39 - O Labirinto do Fauno!



Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★


Reza a lenda que há muito, muito tempo, no reino subterrâneo onde não existe a mentira nem a dor, vivia uma princesa que sonhava com o mundo dos humanos. Sonhava com o céu azul, a brisa suave e o sol brilhante. Um dia, burlando toda a vigilância, a princesa escapou. Uma vez no exterior, a luz do sol a cegou e apagou de sua memória qualquer indício de seu passado. A princesa esqueceu quem era e de onde veio. Seu corpo sofreu com frio, doenças e dor, e com o passar dos anos, morreu. Entretanto, seu pai, o rei, sabia que a alma da princesa regressaria, talvez em outro corpo, ou outro tempo e lugar, e ele a esperaria até seu último suspiro, até que o mundo deixasse de girar…



Este é o inicio da fantástica história de Ophélia, a suposta reencarnação da princesa do reino subterrâneo que se perdeu ao visitar a superfície. A história se passa em 1944, na Espanha, durante uma guerra civil contra um regime fascista já derrubado. Após ter seu pai morto, a jovem é obrigada a se refugiar junto com sua mãe (que está prestes a dar a luz) na casa do Capitão Vidal, homem egoísta, tirano e controlador que é temido por todos os que o cercam.

Em seu novo lar, se depara com as ruinas de um misterioso labirinto que esconde em seu interior um grande poço, que guardaria em suas profundezas a entrada para o reino subterrâneo. Mais tarde em seu quarto, recebe a visita de uma criatura fantástica que se transforma em uma fada diante de seus olhos e a conduz de volta ao labirinto, guiando-a pelos caminhos para que a garota não se perca. Já diante do poço, ela desce até chegar ao fundo, onde se depara com o Fauno que lhe conta sua verdadeira origem. A criatura lhe conta também, que para poder voltar ao seu mundo, a jovem Ophélia deverá mostrar que não perdeu sua essência, passando por três provas antes da lua cheia.


Um filme encantador, mágico e brutal, O Labirinto do Fauno não é apenas uma história de uma garotinha tentando mostrar seu valor, ele está cheio de cenas fortes ocasionadas pela violência da realidade da guerra. Os difíceis e angustiantes desafios pelos quais a jovem tem de passar prendem sua atenção e te fazem torcer por ela. Pessoalmente, todos me dão nos nervos, mas o segundo principalmente, quando até algumas fadas são deixadas para trás ao tentar ajudar a menina a escapar do homem pálido.

O final, mais do que emocionante pode te levar as lágrimas se você faz parte do público mais sensível. Este filme com certeza entrou para os meus favoritos, vale muito a pena conferir. Esta é uma das primeiras obras de Guillermo del Toro, diretor e roteirista. Uma curiosidade sobre este, é que, boa parte dos seus personagens são criações de sua mente enquanto ainda criança, inclusive o Fauno, personagem que ele via atrás do armário da casa de sua avó.



 

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