Resenha #43 - Cidade dos Anjos Caídos (Os Instrumentos Mortais Vol 4)!



A guerra acabou e Caçadores de Sombras e integrantes do submundo parecem estar em paz. Clary está de volta a Nova York, treinando para usar seus poderes. Tudo parece bem, mas alguém está assassinando Caçadores e reacendendo as tensões entre os dois grupos, o que pode gerar uma segunda guerra sangrenta. Quando Jace começa a se afastar sem nenhuma explicação, Clary começa a desvendar um mistério que se tornará seu pior pesadelo.








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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★☆☆


CONTÉM SPOLERS

Um pouco mais dramático e com um pingo e tanto de embromação, Cidade dos Anjos Caídos, 4º volume da série Os Instrumentos Mortais, mantém o leitor fixo em seu enredo devido à expectativa para um desfecho emocionante e cheio de ação, bem ao modelo Cidade dos Ossos, só que um pouco mais sombrio e nada clichê.

Após vencer Valentim, trazer Jace a vida outra vez e salvar o mundo doas Caçadores de Sombra, Clary só quer um tempo para aproveitar ao lado de seu grande amor. Mas na vida que escolheu esses tipos de mordomias não lhe são mais permitidos, mesmo que isso signifique perder eventos importantes, como o casamento de sua própria mãe.

Com a ida de Valentim, as coisas voltam a se aquietar, contudo, nas sombras, um poderoso demônio está orquestrando outros planos malignos, que envolvem trazer novamente um velho e poderoso inimigo. E isso pode representar o fim para Jace e Clary. Mas não apenas isto. Sendo Simon o único vampiro capaz de andar no sol, sua participação nesse verdadeiro jogo de armadilhas não será muito menor. E a hora não poderia ser pior. Caçadores de Sombra estão sendo assassinados misteriosamente, e bem no momento em que Jace começa a agir de forma... Estranha para o lado de Clary. Estaria ele abdicando de tudo que passaram juntos? Ou é apenas mais uma estratégia para tentar protegê-la da ameaça que se aproxima? Neste quarto volume, amor, ódio e poder se misturam em proporções assustadoras e a história de Os Instrumentos Mortais toma novos rumos.

Musica sempre havia sido sua forma de bloquear as coisas.” (Os Instrumentos Mortais Vol 4: Cidade dos Anjos Caídos, pag: 100)

Às vezes o amor não basta." (Os Instrumentos Mortais Vol 4: Cidade dos Anjos Caídos, pag: 125)

Este volume foi até o momento o que menos gostei. Na verdade, ele é bem devagar no começo. E não possui muita ação. Depois de basicamente ter um desfecho em Cidade de Vidro, até que esperava que o próximo livro da série fosse ser mais devagar, contudo, em vista de todos os eventos que vem acontecendo ao redor do universo de Clary, acredito que uma abordagem diferenciada poderia ter sido utilizada. Clare não só perde muito tempo na narrativa relembrando momentos dos livros anteriores (momentos esses que basicamente se resumem aos agarramentos entre os dois protagonistas), como também torna a coisa bem cansativa com aquelas descrições que duram três páginas inteira. Particularmente adoro a série, mas tem algo que sempre me incomoda nas leituras (algo pessoal mesmo), que é a questão do tamanho dos capítulos. Eu contei. Tem um capítulo que soma 40 paginas D: Perai ai ne! Pior de tudo. O livro tem 19 capítulos. A ação só começa no final do 17. Antes disso é basicamente muito lengalenga.

Sendo realista, eu ia dar 2 estrelas, porém, o final foi tão perfeito que resolvi ceder as três. Gosto muito da maneira como Clare escreve, entretanto, neste livro houve muito drama para uma história com personagens tão engraçados, verdadeiros e irônicos.

Mas talvez jamais fosse possível ter alguém... Talvez independentemente do quanto se amasse, ainda fosse possível que a pessoa escapasse por entre seus dedos como agora, sem que houvesse nada para fazer a respeito." (Os Instrumentos Mortais Vol 4: Cidade dos Anjos Caídos, pag: 133)


Um ponto muito positivo é a centralização do nosso querido amigo Simon, que passa de figurante para um dos mocinhos. Ele é necessariamente um ponto muito importante para que a história se desenrole, e acreditem, quando chegou o final, fiquei muito apreensivo com o rumo que as coisas estavam tomando. A autora tem essa péssima mania (brincadeira gente, eu adoro isso nela) de fazer o leitor começar a surtar antes das cenas se desenrolarem, e depois surpreender com uma reviravolta inesperada. Só posso adiantar que estou em ansiedade mil para ler Cidade das Almas Perdidas (5° volume) e crente de que todos aqueles dramas deste volume ficaram para trás e que novas surpresas nos aguardam!


 

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