Especial Semana do Terror: Cinema - Rec!



Gênero: Terror
Direção: Jaume Balagueró, Paco Plaza

Roteiro: Jaume Balagueró, Luis Berdejo, Paco Plaza

Elenco: Javier Botet, Manuel Bronchud, Manuela Velasco, Martha Carbonell
Produção: Julio Fernández
Fotografia: Pablo Rosso
Trilha Sonora: Xavier Mas
Duração: 85 min. 
Uma repórter e um cinegrafista de TV vão documentar o dia-a-dia de um corpo de bombeiros. O objetivo é registrar todos os momentos dos profissionais, mesmo em situações arriscadas. Eles acompanham os bombeiros até a casa de uma senhora, que está trancada em seu apartamento por motivos desconhecidos. Mas algo muito sinistro está acontecendo naquele local e o que parecia ser uma simples tarefa torna-se um inferno. A câmera ficará ligada registrando tudo até o último segundo.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★


O filme foi ambientado em Barcelona, na Espanha, e conta como uma inocente matéria sobre o cotidiano em um corpo de bombeiros que se transformou em uma enorme tragédia, quando ao atender o primeiro chamado, a repórter responsável Angela Vida acaba presa dentro de um prédio que foi isolado por ter sido infectado por um estranho vírus. Assim como ela, todos os membros do corpo de bombeiros estão no prédio e é dai que começa o terror. Os moradores do edifício que foram infectados começam a se comportar de forma violenta e irracional, semelhantes a zumbis, só que bem mais ágeis e resistentes. Perseguem todos aqueles que ainda não foram infectados e lhes transmitem o vírus através de arranhões e mordidas, tal qual o gênero zumbi.

Muito bem planejado, o filme é narrado em primeira pessoa, mais especificamente da perspectiva da repórter Angela, que passa o tempo todo filmando em sua pequena câmera. Alias, tudo que assistimos foi feito para soar como se houvesse de fato ocorrido este incidente, e a câmera teria sido a única coisa que tivesse sobrevivido para contar a história (quem já assistiu ao primeiro filme de A Bruxa de Blair, sabe do que eu estou falando).

É angustiante. Graças a este artificio de gravação, temos a sensação de participar pessoalmente dos acontecimentos que ocorrem dentro do edifício. Por diversas vezes a câmera cai das mãos de Angela e tudo a que temos acesso, são ruídos de passos agitados e gritos. E tudo ficou tão bem planejado, que garantiu ao filme, não só uma enorme bilheteria como uma continuação de outros dois filmes e um jogo lançado em 2012.

O segundo filme, Rec 2 ocorre em uma perspectiva diferente, onde um grupo de soldados entra dentro do edifício para tentar conter a infestação. O curioso é que também temos a presença de um padre, o que faz com que mudemos a perspectiva inicial do filme, que deveria ser relacionada ao gênero zumbi. A partir daí temos a ideia de que se trata de um caso de possessão, o que já fica meio definido no final do primeiro filme, mas que eu não posso dar detalhes pra não contar spoilers. Desta vez, os soldados revezam a câmera entre si de forma que podemos ter outras perspectivas dos acontecimentos. Contamos também com alguns outros recursos de filmagem.

Pessoalmente, não creio que o segundo filme tenha conseguido alcançar a mesma reação do primeiro, que trouxe uma inovação para filmes de terror que abordam o gênero zumbi, mas foi apesar de tudo, muito bem planejado e de fato, é muito bom.

E quanto ao terceiro filme, Rec 3 Genesis, a continuação dos outros dois filmes, contamos com a infecção viral já fora do prédio. Alias, eu vi e achei muito legal,  a proposta da doença se propagando dentro de uma festa de casamento e as cenas em que a pobre noiva tem que se defender usando uma serra elétrica. O elemento da gravação em primeira pessoa, logicamente que não pode faltar, mas acho que a franquia já deu o que tinha que dar e espero que se houver uma continuação (como o final do terceiro filme sugere) seja para dar um fim definitivo a saga, pois explorar tanto o gênero sempre o torna cansativo. 



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