Especial Semana do Terror: Cinema - Não Tenha Medo do Escuro!



Gênero: Terror
Direção: Troy Nixey

Roteiro: Guillermo del Toro, Matthew Robbins
Elenco: Abbe Holmes, Alan Dale, Angus Smallwood, Bailee Madison, Bruce Gleeson, Carolyn Shakespeare-Allen, David Tocci, Dylan Young, Edwina Ritchard, Emelia Burns, Garry McDonald, Grant Piro, Guillermo del Toro, Guy Pearce, Jack Thompson, James Mackay, Julia Blake, Katie Holmes, Lance Drisdale, Libby Gott, Lisa N Edwards, Nicholas Bell, Terry Kenwrick, Todd MacDonald, Trudy Hellier
Produção: Guillermo del Toro, Mark Johnson 
Sally Hurst, uma criança solitária e introvertida, acaba de chegar a Rhode Island para morar com o pai e a nova namorada dele, na mansão do século 19 que eles estão reformando. Enquanto explora a ampla propriedade, a menina descobre um porão oculto, intocado desde o estranho desaparecimento do construtor da mansão um século antes. Quando Sally, inadvertidamente, liberta uma raça antiga e obscura de criaturas que conspiram para dragá-la para as profundezas infinitas da misteriosa casa, ela precisa convencer seu pai que não se trata de uma fantasia – antes que o mal que espreita na escuridão os consuma.

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★



Mais um filme muito bem elaborado que traz Guillermo Del Toro como co-roteirista. Del Toro tem uma esplêndida capacidade para explorar o universo infantil sem perder a característica tenebrosa do gênero terror: o susto. O filme Não Tenha Medo do Escuro (no inglês, algo como Don’t Be Afraid Of The Dark), foi lançado no ano de 2011 e conquistou um ótimo publico e bilheteria.

O enredo nos traz a história de uma antiga casa mal-assombrada, que possui uma estranha passagem em seu subterrâneo que é habitada por criaturas horrendas que tem como maior prazer devorar os dentes de crianças. Apesar de apresentar seus monstros no começo do filme o clima de suspense continua inalterado, graças a uma trama muito bem elaborada e que surpreende em diversos momentos, mesmo contendo uma contextura repleta de clichês. Na verdade um dos poucos filmes da atualidade que ainda conseguem provocar a sensação de medo em seus espectadores.



Após acompanharmos uma terrível tragédia ocorrida com a primeira família que habitou a casa no passado, somos convidados a conhecer os mais novos moradores desse sinistro lar. Um pai arquiteto que aparentemente se divorciara há pouco tempo, sua jovem e linda namorada e a garotinha, filha do antigo casamento do arquiteto cujo o nome é Sally, e que passa  a morar com o pai após ter aparentemente sido rejeitada por sua mãe.

Temos ainda um personagem que aparentemente sabe de tudo, mas permanece em silêncio, o ajudante de obra Harris, que visivelmente ajudou na antiga reforma da mansão apos a primeira tragédia, anos atrás. Harris apenas dá algumas dicas durante o decorrer do filme, para que os expectadores mais lentos ou até mesmo mais distraídos consigam entender a trama em sua plenitude. O filme marca a estréia do diretor Troy Nixey perante os holofotes e impressiona pelo controle impecável da história. Ele se utiliza de artifícios como câmeras polaróides, não só para dar um efeito antiquado extra, todavia também como parte fundamental da trama. Outra escolha certeira foi fazer de sua protagonista a pequena Sally, que por ser uma criança inocente consegue cativar melhor o público.




Eu, como já sou fã dos trabalhos de Guillermo Del Toro não pude deixar de amar esta adaptação de um antigo filme para TV exibido nos anos 70. Não sei até que ponto Del Toro influenciou o remake, mas até mesmo a apropriação dos monstros do filme que atormentam apenas a pequena Sally ficaram interessantes. A forma clara e limpa, intercaladas com cenas mais sombrias do desenvolver da trama chama e prende a atenção da platéia do começo ao fim.



 

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