Resenha - A Casa de Hades (Os Heróis do Olimpo Vol 4)!



Coleção: Heróis Do Olimpo
Título: A Casa De Hades
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Edição: 1
Ano: 2013
Idioma: Portugues
Especificações: Brochura | 496 páginas
ISBN: 978-85-8057-421-0
Peso: 540g
Dimensões: 230mm x 160mm

Hazel está diante de uma encruzilhada. As forças de Gaia estão decididas a impedi-los de avançar e alcançar seu objetivo: chegar à Casa de Hades, nas terras antigas, para resgatar Percy e Annabeth e fechar definitivamente as Portas da Morte, impedindo os monstros de retornarem ao mundo mortal. Ela e o que restou da tripulação do Argo II sabem o que precisa ser feito, mas todos os caminhos parecem levar ao fracasso de sua missão. Entretanto, eles precisam se decidir e agir rápido. O tempo está passando. A sanguinária Mãe Terra escolheu o dia primeiro de agosto para o seu despertar. No Tártaro, Annabeth e Percy passam por grandes dificuldades. Famintos, com sede e feridos, mal conseguem andar pelo território sombrio e venenoso repleto de inimigos que espreitam na escuridão. Não há como descobrir onde ficam as Portas da Morte. E mesmo que soubessem sua localização, uma legião formada pelos monstros mais poderosos e fiéis a Gaia estará lá para guardá-las. Nesse momento, Annabeth e Percy não estão em condições de enfrentá-los em um combate. Apesar da enorme desvantagem, Hazel, Annabeth, Percy e os outros semideuses da profecia sabem que sua única opção é tentar o impossível. Quando os riscos são maiores do que nunca, é somente a amizade entre os semideuses gregos e romanos, aprendendo a trabalhar juntos, que poderá salvar não só os acampamentos, mas também o mundo. Primeiro livro do autor a ser lançado no Brasil na mesma data do lançamento norte-americano.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★


 CONTÉM SPOLERS

Sublime, com aquele toque mágico e viciante que só posso encontrar nos livros do nosso querido Rick Riordan, que está sempre matando-nos com suas escritas magníficas e sua genialidade assustadoramente perfeita em mesclar mitologia com realidade.

Depois dos eventos catastróficos que fecharam A Marca de Atena, A Casa de Hades já começa com um diferencial, onde nossos sete heróis terão que enfrentar perigos ainda mais mortais e complicados que os anteriores

Percy e Annabeth caíram no Tártaro, e sua esperança de sobrevivência é quase nula. No lugar cercado de novos e antigos inimigos, os dois amantes se vêem em uma busca que provavelmente terminará em morte, guiando-se pelas profundezas do deus mais antigo de todos, o pai de todos os monstros. E mesmo querendo desistir, Percy precisa ser forte, para que realize a missão que lhe levou ali: fechar as portas da morte.

Por lado, temos a tripulação do Argo II seguindo rumo a Atena, onde se encontra A Casa de Hades, o lado mortal onde as portas da mortes sugiram. Leo, Piper, Jason, Nico, Hazel e Frank precisam ser rápidos e fecharem o seu lado também, para impedir que o exército de gigantes de Gaia ultrapasse o mundo inferior outra vez. Mas vários obstáculos os aguardam por sua jornada e a guerra entre os dois acampamentos está mais próxima do que nunca. Agora, nas retas finais, a profecia dos sete começa a mostrar seus lados mais tenebrosos e a vida de dos semideuses e do mundo mortal corre um risco jamais imaginado.

Tem como definir esse livro em palavras? Porque sinceramente eu não acredito que exista essa opção. A Casa de Hades chegou, tipo, “divando na passarela” e passou deixando o leitor de boca aberta. Quando você imagina que Rick Riordan não pode melhorar, ele te surpreende e escreve algo ainda mais instigante e magnânimo. Tipo, eu já tinha me apaixonado e me emocionado com A Marca de Atena (momento Percabeth ficou marcado para posteridade), mas A Casa de Hades trás mais agonia, emoção e aventura e o leitor se vê envolvido pelo ambiente, pelo sofrimento e pelos desafios que Percy e Annabeth têm que enfrentar, enquanto ainda presos no Tártaro. Pessoalmente, Tio Rick transmitiu tanta dor e sofrimento, que metade das cenas dos dois você fica se imaginando estar naquele cenário, sofrendo menos da metade do que eles sofrem, e se choca com o ar realístico que o livro começa a ganhar (fãs do Nico, chorem, porque tipo, o Tártaro é um lugar, muito, mas muito ruim).

O amor não é uma brincadeira! Não é a suavidade das flores! É trabalho pesado, uma busca que nunca termina. Exige tudo de você, especialmente a verdade.” - (A Casa Hades – pag: 237)

O amor era o mais selvagem de todos os monstros.” - (A Casa de Hades – pag: 239)

Riordan não só amadureceu sua escrita como também melhorou em outros aspectos, como por exemplos, descrições. As cenas de batalhas falavam bastante coisa nos livros anteriores, mas faltava o essencial: a luta! O autor sempre se fixava ao sentimento dos personagens. Neste livro não. Ele deu foco aos golpes, ou a precisão da defesa, e cara, fiquei surpreso com o número de ferimentos que foram citados; ferimentos estes que aparentavam ser bem feios, e que Riordan não se importou em mostrar. Pelo visto, ele notou que o seu público leitor não se fecha apenas as crianças e isto é maravilhoso. Podemos esperar um desfecho digno no próximo livro, apesar de alguns detalhes já ficarem bem aparentes. Claro, eu, aguardo que mais detalhes dos outros livros sejam relembrados, e que velhos inimigos retornem. Adorei esse jogo que o autor fez neste volume, colocando o passado em confronto com o presente.

Entre os pontos altos do livro, posso citar como meus favoritos todos os capítulos que envolviam Percy, Annabeth e Leo. Jason e Piper continuam sendo dois personagens inúteis para mim. Entretanto quem eu destaco neste volume com toda certeza é Nico Di Angel, o filho de Hades, que não só ganhou maior aparência, como também encantou todos com seus dramas românticos. Admito que ainda acho que o lance do homossexualismo é sim um marketing, no entanto, não devemos tirar os créditos do autor. Foi algo muito bem bolado e tornou o personagem ainda mais humano. O confronto contra o Cupido foi sem sombra de dúvidas a parte mais tensa. Você senti muita pena do Nico enquanto ler (eu senti), vendo-se na posição que ele estava. Quer dizer, ser filho de Hades já é motivo para preconceito entre os outros campistas, mas imagine ser filho de Hades e gay? Cara, duplamente atormentado.

Acredito que o universo é basicamente como uma máquina. Não sei quem fez isso, se foram as Parcas, os deuses, ou o Deus com D maiúsculo, ou qualquer outro ente. Mas funciona como deve a maior parte do tempo. Claro, algumas peças quebram e as coisas dão errado de vez em quando, mas, na maioria das vezes... Tudo acontece por um motivo.” - (A Casa de Hades – pag: 437)


Então, se você ainda não conhece a série do Riordan, cara, para de perder tempo e vai ler A CASA DE HADES JÁ!


 

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