Resenha #63 - A Última Batalha (As Crônicas de Nárnia)!



Coleção: As Crônicas de Nárnia
Título: A Última Batalha
Autor: C.S. Lewis
Editora: WMF Martins Fontes
Edição: 2
Ano: 2003
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 214 páginas
ISBN: 85-3361-620-1
Peso: 280g
Dimensões: 210mm x 140mm
À luz de uma enorme fogueira crepitante, a última batalha de Nárnia está prestes a acontecer. O rei Tirian, ajudado corajosamente por Jill e Eustáquio, terá de enfrentar os cruéis calormanos, num combate que decidirá, finalmente, a luta entre as forças do bem e do mal. Mas, com tantas dúvidas e confusão ao redor, conseguirá o rei Tirian manter-se firme na hora mais negra de Nárnia?


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★☆☆



Fim! E só o que posso dizer é que estou aliviado. É um final que não só foi mais que previsível desde os primeiros passos da história, como também, o próprio nome sugere. A Última Batalha de C. S Lewis deixou muito a desejar, pelo menos, para mim.

Tudo tem seu começo e seu fim. Narnia não muito diferente chega a seu desfecho e A Última Batalha promete muitas revelações.

Tirian, o último rei de Narnia, junto a seu fiel amigo unicórnio, Precioso, estão prestes a enfrentar os tempos mais difíceis que poderiam imaginar. Depois de tanta tranquilidade, uma nova batalha se aproxima. Os Calomanos retornam a Narnia, almejando escravizar todos e tudo. Enquanto isto, um falso profeta espalha pelas florestas que Aslam está zangado, gerando assim a maior confusão entre os animais. Agora, novamente os reios e rainhas do passado estão prestes a retornar, e desta vez, pode ser para sempre.

Primeira coisa que posso dizer: As Crômicas de Narnia é um livro inteiramente infantil. Você pode dizer “claro que é infantil seu idiota, foi feita para crianças”. Mas entenda meu ponto de vista. Harry Potter também é um livro infantil, mas J.K se tocou a partir de seu 2º livro que a série estava abarcando um público maior do que o esperado, e por isto, renovou sua linguagem para que todos tivessem acesso a ela, e para que a história não ficasse tão bobinha. Lewis tem este problema. Mesmo percebendo que seu público alvo tinha mudado (ele tem que ter percebido ne? Porque tipo, Narnia é sucesso não só com as crianças), sua forma de escrita não oscilou por nenhum segundo, e o enredo acaba ficando desinteressante para pessoas com uma mentalidade maior. Então, sim, A Última Batalha não atingiu minhas expectativas e muito menos resultou numa leitura que eu vá querer refazer depois, mesmo tendo sido de meu agrado alguns dos livros da série.

Neste 7º e último volume, C. S Lewis trás muito mais relações bíblicas para passar ao leitor, insinuando que A Última Batalha seria uma espécie de Apocalipse bíblico. Pessoalmente achei essa jogada um tanto forçada. Às vezes me pareceu que Lewis estava forçando a criança a se agarrar ao cristianismo e como sabemos, a religião é algo pessoal, então, a momentos bem apelativos, que talvez induza uma criança a crer naquilo, dependendo da sua idade, e por este motivo, não aconselharia a leitura. Temos também seu “pequeno” problema em saber separar opiniões do narrador a dos personagens, o que acaba estragando tudo. Pessoalmente achei esta à parte mais chata. O autor implanta detalhes que poderiam ser citados depois, ou antes, e pior, acrescentando isto nos momentos mais inoportunos possíveis. As longas descrições psicológicas e sentimentais dos personagens entravam sem mais nem menos no meio das descrições de batalha. Acredite, isto quebra qualquer clima. Às vezes, ficava empolgado pela ação que se procedia e quando menos esperava vinha uma barreira, despedaçando totalmente este clímax. Perdi as contas de quantas vezes perdi o foco da leitura, tendo que retornar para o começo do parágrafo ou da folha para entender o que estava acontecendo ali. Veja bem, o livro conta com partes fortes e bem legais, que só não tiveram espaço para se desenvolver ou se mostrar.

Dentre a categoria personagem, reforço minha paixão por Jill e o novo rei, Tirian, que possuem uma característica humana muito forte. Atrevo-me a dizer que ambos os personagens são os mais sensacionais que Lewis criou. É uma pena que eles tenham ficado tão pouco tempo. Gostaria que a história tivesse tido oportunidade de me mostrar mais sobre Jill.

A dica que dou é: leia o primeiro livro e veja o que acha, com sinceridade, da forma de narrar. Caso ela lhe agrade, prossiga, mas se acabar se decepcionando ou ficando em dúvida, não arrisque os outros volumes. O primeiro livro é o melhor de todos. Se ele não transportar ou te fizer gostar, os outros não farão. 


 

Um comentário

  1. Oi David! Gostei da resenha, comprei o volume único em uma promoção, por curiosidade e porque minha mãe adora fantasias. Só não tive muito animo para ler porque parecia realmente bem infantil, vou dar uma chance ao primeiro capítulo e ver no que vai dar =)
    um abraço!
    Pan
    http://pansmind.blogspot.com.br

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