Resenha #65 - Rodrick é o Cara (Diário de um Banana Vol 2)!



Coleção: Diário de um Banana
Título: Diário de um Banana (Vol. 2)
Subtítulo: Rodrick é o Cara 
Autor: Jeff Kinney
Tradução: Antonio de Macedo 
Editora: V&R 
Edição: 1 
Ano: 2009 
Idioma: Português 
Especificações: Capa dura | 218 páginas 
ISBN: 978-85-7683-195-2 
Peso: 330g 
Dimensões: 210mm x 140mm
Nessa sequência do best-seller do NY Times, faça o que quiser, só não pergunte ao banana Greg Heffley como foram suas férias de verão, porque ele realmente não quer tocar no assunto.De volta às aulas, Greg está ansioso para enterrar de vez os últimos três meses... e um acontecimento em particular. Mas seu irmão mais velho, Rodrick, não vai deixar que as coisas caiam no esquecimento assim tão fácil. Ele é testemunha de um "pequeno" incidente que Greg quer manter em sigilo.Mas sabe como são os segredos, não é? Logo, logo estão na boca do povo, especialmente quando há um diário envolvido na confusão.



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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★☆


Com outra maneira encantadora e super engraçada, Jeff Kinney trás uma seqüência tão hilária quanto seu volume anterior, reforçando assuntos familiares em Rodrick é o Cara, segundo volume da série Diário de Banana.

O relacionamento de Greg com seu irmão nunca foi dos melhores. E ele também não ajuda, pois está sempre implicando com ele, ou fazendo-o passar vergonha. Mas as coisas vão ao extremo quando Rodrick consegue encurralar nosso protagonista, ameaçando-o com um segredo que pode evidentemente estragar toda a sua chance de ser popular algum dia.

Cara, este livro é cômico e acreditem, é muito, mas, muito gostoso de ler. Não só pelas piadinhas internas, mas também pelas situações que o protagonista passa. Se você já leu o primeiro volume e o achou hilário, precisa conhecer este. Não só temos uma narrativa mais evoluída, como também, abandonaram-se aqueles diálogos bobinhos que pouco chamam atenção. Há sim, pelo menos para mim, uma evolução na escrita do autor. Neste volume, o foco foi transmitir o engraçado, e o enredo acaba arrancando gargalhadas de você sem esforço algum.

Greg é um personagem muito cativante. Apesar de ser o protagonista, ele é tão humano que às vezes chega a assustar. Quero dizer, ele não é aqueles justiceiros que só fazem o bem toda hora, para passar a mensagem as crianças de que deve-se sempre fazer o certo. Não! Kinney achou uma abordagem muito mais interessante, demonstrando que todo ato tem uma conseqüência, seja ela boa ou ruim, e seu personagem é a prova do egoísmo pessoal, pois em diversas partes do livro, ele só se importa consigo ou com sua aparência para os outros. Além disso, temos todo aquele aparato de assuntos relacionados ao cotidiano de uma família de verdade, onde filhos mentem ou brigam, onde pais e mães discordam ou ainda, onde se sentam para saborear um jantar ou um feriado juntos. Isto transmite ao leitor aquela sensação de que você está ligado imediatamente aquele universo mesmo que seja apenas pelo livro. E se você não for mais criança, vai se pegar relembrando de diversas coisas que provavelmente aconteceram na sua infância. É uma jogada inacreditável do autor, e para o meu (e nosso prazer) uma fantástica aventura literária.



 

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