Resenha #57 - A Cadeira de Prata (As Crônicas de Nárnia Vol 6)!



Coleção: As Crônicas de Nárnia
Título: A Cadeira de Prata
Autor: C.S. Lewis
Editora: WMF Martins Fontes
Edição: 1
Ano: 2003
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 208 páginas
ISBN: 85-3361-619-8
Peso: 270g
Dimensões: 220mm x 140mm
Este livro narra as divertidas e assustadoras aventuras vividas pelas crianças no mundo de Nárnia.
"Como se chega até lá?", perguntou Jill, tentando encontrar um jeito qualquer de fugir daquela escola horrível. "Do único modo possível", sussurrou Eustáquio, "por magia". Então deram-se as mãos e, concentrando toda a sua força de vontade para que algo acontecesse, viram-se de repente à beira de um alto precipício, muito acima das nuvens, na terra encantada de Nárnia. Assustada e confusa, Jill fica horrorizada ao ver Eustáquio perder o equilíbrio e cair. Imediatamente, porém, ela sente ao seu lado uma presença calorosa. Era o Leão.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★☆


Pensei que ia ser mais uma decepção, mas ai aparece uma luz no fim do túnel e o livro conquista seu espaço nos últimos instantes!

As coisas inventadas parecem um bocado mais importante do que as coisas reais.” - (A Cadeira de Prata – pag: 598) 

Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedos que dá de dez a zero no seu mundo real.” – (A Cadeira de Prata – pag: 599)

Os tempos dos grandes reis de Narnia se passaram, mas Eustaquio está prestes a voltar lá, desta vez com uma nova companheira, Jill, uma menina problemática como ele, que anseia viver uma grande aventura, só não sabe se está pronta. E a hora não poderia ser mais oportuna. Caspian X, atual rei de Narnia, está à beira da morte e deseja ver seu filho pelo menos uma última vez antes de partir. Rillian, o príncipe perdido, sumiu a dez anos atrás, dos bosques de Narnia e nunca mais foi visto. Mas Aslan a de indicar novos e corajosos guerreiros para encontrá-lo, e nessa jornada, Eustaquio e Jill vão descobrir muito mais do que o príncipe perdido. Uma perigosa feiticeira chegou às domínios de Narnia e anseia por vingança. Serão as crianças capazes de detê-la?

A vida é uma lição.” – (A Cadeira de Prata – pag: 530)

Foi um volume que comecei detestando. Até o décimo capítulo a coisa parecia se fechar no mesmo erro do livro anterior (A Viagem do Pelegrino da Alvorada), submetendo o leitor à outra leitura cansativa e cheia de detalhes inusitados. Mas ai, do décimo segundo capítulo em diante, a história toma novos rumos e começa a prender você, de forma que as retas finais passam sem que você chegue nem a pestanejar. Além disso, Lewis faz uma crítica bem sutil à sociedade quando representa a escola em que seus personagens estudam, antes de partirem para Narnia e isto não só chama atenção, como também dá aquele ar cômico que necessitávamos.


Nesse inquérito surgiram cobras e lagartos a respeito do Colégio Experimental; dez pessoas acabaram expulsas. Depois disso, os amigos da diretora perceberam que ela não prestava para diretora, e nomearam-na inspetora-geral. Quando viram que ela não era também grande coisa como inspetora-geral, conseguiram elegê-la para a Câmara dos Deputados, onde ela viveu para sempre feliz.” – (A Cadeira de Prata – pag: 625)


No quesito personagem, este livro deixa a desejar. Pessoalmente não me cativei por nenhum deles. Eustaquio na verdade nunca foi meu personagem favorito. Desde o livro anterior, que para mim, ele sempre foi meio abusado. Porém, temos a apresentação à nova integrante da família: Jill. Ela é legal, meio estática em alguns momentos, mas é legal. Se tiver uma característica que possa elogiar dela, é sua natureza humana. Diferentemente de todos os outros personagens, Jill não é uma guerreira, que aprende a ter coragem do dia para noite. Ela é uma garota comum, que começa a viver momentos alucinantes, onde o medo é algo normal de se ter. Ela não sabe lutar e muito menos se mostra determinada a isto. Ela é apenas humana: frágil e inclinada a erros. E isto foi realmente bacana, porque trouxe novidade para a o enredo em si. Então admito, C.S Lewis, depois de tantos volumes cansativos e tediosos, finalmente me impressionou, amadurecendo nos seus personagens que parecem tão pouco desenvolvidos, e atribuindo a eles características bem mais realistas. E mesmo A Cadeira de Prata sendo um livro meio chatinho no começo, promete sim muitas surpresas e boa leitura a quem quiser se arriscar.


 

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