Cinema #58 - Se Enlouquecer Não se Apaixone!



Gênero: Comédia Dramática
Direção: Anna Boden, Ryan Fleck
Roteiro: Anna Boden, Ned Vizzini, Ryan Fleck 
Elenco: Emma Roberts, Jim Gaffigan, Keir Gilchrist, Lauren Graham, Viola Davis, Zach Galifianakis, Zoë Kravitz
Produção: Ben Browning, Kevin Misher 
Fotografia: Andrij Parekh 
Trilha Sonora: Broken Social Scene 
Ano: 2010
Craig é um adolescente de 16 anos de idade que vai para uma clínica de saúde mental atrás de uma cura para seus problemas psicológicos. Chegando lá, ele descobre que a ala juvenil do hospital está fechada e que ele terá de conviver com os demais pacientes adultos. Bobby, um destes pacientes, resolve se tornar o mentor do garoto no local e uma grande amizade surge entre os dois.




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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★




Tão filosófico quanto A Arte da Conquista, o filme não vai ganhar apenas sua atenção, mas também seu coração.

Craig é um adolescente como qualquer outro, e o menos indicado para ter uma depressão, já que possui uma boa família, amigos verdadeiros e uma vida aceitável. Mas conviver com as pressões de crescer e se tornar adulto é complicado, principalmente quando se está apaixonado pela namorada do seu melhor amigo.

Em vista disto, ele irá se internar em uma ala psiquiátrica, onde os valores de sua existência vão começar a mudar e Craig aprenderá os pequenos fatos que fazem nossa vivência valer a pena.

Magnífico e rico nos conceitos de sentimentos mais profundos que você pode imaginar, Se Enlouquecer Não se Apaixone é um filme como qualquer outro e talvez você venha vê-lo de uma maneira totalmente oposta a minha, porém, temos nele um grande chamativo: os personagens não possuem sanidade e mesmo assim suas falas contém o peso de realidade e filosofias, talvez clichês, mas que fazem a gente pensar: “eu estou fazendo a coisa certa? É justo reclamar de tudo que tenho, mesmo sabendo que, por exemplo, uma pessoa com uma doença terminal daria tudo para ter o que eu tenho?
Fica evidente que Craig não é o centro de tudo, todavia, pelo contrário, ele é apenas uma pequena parte do enredo aqui. E não vamos esquecer-nos de falar de Emma Roberts (personagem Noelle, e diva sedução :3), que mais uma vez detona na interpretação e mesmo aparecendo poucas vezes, deixa com clareza transparecer o realismo guardado nas fragrâncias mais íntimas que a história tem.




A trilha sonora também me encantou e não tenho brechas do que reclamar. Posso simplesmente indicar profundamente este filme.



 

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