Resenha #77 - Deixe a Neve Cair!



Título: Deixe A Neve Cair
Autor: John Green, Lauren Myracle, Maureen Johnson
Editora: Rocco 
Edição: 1
Ano: 2013 
Especificações: Brochura | 336 páginas 
ISBN: 978-85-7980-175-4 
Peso: 380g 
Dimensões: 230mm x 160m
Na noite de Natal, uma tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para encontros românticos. Em “Deixe a Neve Cair”, bem sucedida parceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Lauren Myracle e Maureen Johnson escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do destino e beijos de tirar o fôlego. E provam que o amor verdadeiro pode acontecer quando e onde menos se espera.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★




Eba! Nossa primeira resenha do ano! E este é um livro totalmente apaixonante, a editora Rocco reuni três contos super fofos e natalinos para tornar a noite de natal ainda mais gostosa.


Eu tentei classificar o livro num geral, mas também vou dar a nota dos contos separadamente, até porque, o peso de um não soma ao outro. O livro em si é ótimo, apesar de algumas partes chatinhas. Contudo, a leitura flui e aos poucos você vai se apegando aos personagens e as histórias, que se interligam lentamente.
Waffle House é lugar para se ter milagres de natal!


O Expresso Jubileu
★★☆☆


Quando é real, quando é a sua vida... Aquela pessoa pode parecer ainda mais distante e intangível do que uma celebridade verdadeira” – (Pág 11)

O primeiro conto do livro é contado pela autora Maureen Johnson. Não a conhecia e gostei da escrita dela, apesar do conto em si não ter me agradado muito. Se não fosse pelo finalzinho mais ou menos aceitável, eu provavelmente teria dado apenas uma estrela, mas acabei gostando dos personagens em si, e não da história. Aqui, na realidade, tudo acontece rápido demais, então se você não gosta de romances que ocorrem assim, sem mais nem menos, não se arrisque nessa leitura.

Ao total, a autora rendeu 12 capítulos, que em minha opinião foram mal desenvolvidos. A protagonista, Jubileu (e sim, é um nome bizarro) passou muito tempo falando de coisas que o leitor fica meio que boiando, sem saber do que se trata, e apesar de explicar, as coisas não facilitam, e você continua sem entender. Até o momento a única coisa que consigo lembrar-me desse conto é que os pais dela a batizaram de Jubileu por causa de uma coleção de casas natalinas. Ela reforça muito, e repete a mesma coisa diversas vezes, o que deixa aquele clima caótico e enjoado. Poderia ter ficado muito melhor se as piadinhas feitas por Jubileu fossem realmente engraçadas e se ela em si não fosse tão robótica e estranha. Quero dizer, os pais dela acabam presos na véspera de natal e ela age da forma mais natural do mundo, tipo “seus pais tão preso” “sério! Que legal, vou pegar minhas malas e ir pra Flórida”. Perai ai ne! Tudo tem limite. Essa característica em questão me fez meio que detestar o início do conto, e as coisas não melhoram muito da metade em diante.

Ninguém é perfeito. Por trás de toda fachada perfeita há uma confusão distorcida de subterfúgios e arrependimentos secretos.” – (Pág: 15)

Fora o desenvolvimento do outro protagonista, Stuart, achei que a Jubileu foi muito mal descrita e poderia ter melhorado se narrativa não se fechasse apenas no trauma dela ter um nome tão estranho. Além disso, os elementos natalinos aqui ficam meio óbvios, e autora não soube fazer algo sutil. Preferiu atirar tudo na cara do leitor.

Em poucas palavras: foi ruim, mas teve seus momentos. Poderia ter sido melhor, talvez, se tivéssemos uma perspectiva mais ampla de tudo, e não somente do nome da personagem em questão.


O Milagre da Torcida de Natal
★★★★★


Disseram que esse conto do John Green era chato. Chato é quem leu, porque sinceramente, a história está recheada dos elementos mais fortes que o autor tem. Primeiramente já vemos um grupo de nerd, que estão assistindo a uma verdadeira maratona de filmes do 007. Daí, um amigo que trabalha na Waffle House liga para Tobin (o protagonista e narrador) dizendo que seu restaurante foi invadido por um bando de líderes de torcida, de saía curta em plena véspera de natal. O que Tobin faz? Corre pra chegar lá! Seus pais acabaram presos no aeroporto devido à nevasca e não retornam para casa, e Tobin, juntamente com sua amiga Duke e seu amigo JP se deslocam pelas estradas congeladas para chegar ao Waffle House.

Há sempre o risco: algo é bom e bom e bom e bom e, do nada, fica esquisito.... É um desastre tão grande sempre que, no curso dos relacionamento humanos, alguém começa a destruir a parede que separa amizade e beijo. Quebrar essa parede é o tipo de história que pode ter um meio feliz – ah, veja, quebramos essa parede, vou enxergar você como garota, e você vai me ver como garoto, e nós vamos brincar de um jogo legal chamado “posso colocar a mão ai e ai e ai”. E às vezes esse meio feliz parece tão incrível que você pode se convencer de que não é um meio, mas durará para sempre. Esse meio nunca é o fim.” – (Pag: 185)

Lembrete: LÍDERES DE TORCIDA NÃO SÃO PESSOAS LEGAIS!

O conto de Green é o mais engraçado de todos, e ele sempre arranca boas gargalhadas de você, porque como em todos os outros livros dele, temos aquelas piadinhas internas que fazem você sorrir, mesmo sem querer. A escrita, como sempre, impecável. E os personagens, bem, amei todos! Tobin e Duke entram para mais um super casal que conheci esse ano! Muito fofo os dois, e super romântico, bem ao estilo John Green.

Diferente do anterior os elementos natalinos estão mais sutis aqui, e o autor sempre reforça a neve, de forma a criar as cenas mais lindas que você pode imaginar, desde corrida no gelo, patinação, snowboard ou até mesmo anjos na neve. Cada descrição é mais encantadora que a outra, e tudo se tornar tão realista que você deseja está lá, com Tobin e seus amigos, partilhando daquele momento mágico, horas depois do natal. EU QUERIA UM NATAL ASSIM!


O Santo Padroeiro dos Porcos
★★★★☆



Este não é apenas o conto mais cativante, como também o mais dramático, e apesar de algumas pessoas acharem um tanto apelativo, eu pessoalmente adorei, não só a história, mas os personagens, o cenário e a escrita da autora. Lauren Myracle acaba de ganhar um novo fã. Não só foi devidamente sucinta em suas palavras, como soube completar seus 16 capítulos com conteúdo e enredo, não tornando nada repetitivo ou cansativo. Sem tem algo negativo aqui, eu não soube identificar. Para um conto em primeira pessoa, focado apenas na protagonista, Addie, ficou perfeito, sem brechas. Mas o que realmente me encantou foi à reviravolta que tudo teve e a interação que a autora gerou entre os personagens dos contos anteriores com seus próprios, de forma que em nenhum segundo ela aparentou mudar qualquer tipo de característica deles. Eles continuaram tão vívidos e semelhantes à antes que por pouco você pensa que os outros dois autores estão ali, juntamente a ela, escrevendo cada um, um parágrafo. 



 

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