Resenha #81 - A Esperança!



Coleção: Jogos Vorazes
Título: A Esperança (Vol. 3)
Autor: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Edição: 1
Ano: 2011
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 424 páginas
ISBN: 978-85-7980-086-3 
Peso: 450g
Dimensões: 210mm x 140mm
O volume final da trilogia Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, é exatamente o livro pelo qual os fãs esperavam: complexo, imaginativo e, ao mesmo tempo, brutal e humano. Depois de sobreviver aos jogos por duas vezes, Katniss Everdeen tentará se encontrar no papel de símbolo de uma revolução, enquanto luta para proteger sua mãe e sua irmã no meio de uma guerra. Pioneira de uma tendência que ganhou força no mercado de bestsellers juvenis, a dos romances ambientados num futuro sombrio pós-apocalíptico, a série vem atraindo leitores de diversas faixas etárias e ganhará as telas de cinema em 2012.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★☆☆


Panem et Circenses



Depois de todas as reviravoltas ocorridas em Em Chamas, Katniss foi levada ao misterioso Distrito 13, que até pouco tempo era conhecido por não existir mais. Seu lar, o 12, foi totalmente incinerado e não resta mais perdão para a Capital. Agora é guerra, e ela é a líder/símbolo que todos estavam procurando. Mas estaria ela pronta para a realidade de uma batalha com essas proporções. Mesmo depois de ir à arena dos Jogos Vorazes duas vezes, nada se compara ao futuro cheio de sangue que seu mundo está prestes a ter. Teria Katniss estômago para enfrentar cara a cara a Capital? Qual o custo desse enfrentamento? Será ela capaz de cumprir sua única e última promessa: manter Peeta vivo?



A Esperança, não muito diferente dos livros anteriores, vem dividida em 3 partes. A primeira parte intitulada “As Cinzas” foi à parte mais chata que li! Acreditem, não tem nada muito empolgante aqui, a não ser Katniss resmungando de tudo que passou. Como já falei em resenhas anteriores, mesmo se tratando de um enredo esplendido e inovador, Jogos Vorazes não apresenta a melhor narradora do mundo, e tudo fechado ao ponto de vista dela, soma uma chatice bem mais aguda. Esse primeiro momento em questão não tem nada de interessante, a não ser que você julgue ver Katniss sofrer algo “interessante”. Eu não. A leitura fluiu, mas tive que fazer um certo esforçozinho, principalmente no capítulo final, pra fechar essa parte. Esse ai se tornou insuportável, só ela narrando sem parar, sem quase diálogos. A certo ponto comecei a sentir a angustia dela. Se tem alguma parte que eu salvaria aqui é quando ela se vê diante do primeiro confronto, no Distrito 8. Essa parte sim fez jus à forma como Em Chamas acabou. Não que eu esteja dizendo que o livro não era pra ter partes reflexivas ou dramáticas, só acho que poderia ter começa já com aquele Q de “A GUERRA COMEÇOU, VENHAM PRA BRIGA”, o que não acontece. E mesmo com a chegada da segunda parte, as coisas não melhoram e continuam sempre no mesmo ritmo, onde Katniss só leva tempo em reclamar da vida, deixando o livro uma chatice só e enrolando para que a história ganhe cada vez mais páginas. Só a partir do capítulo 15 ou 16 é que as coisas começam a melhorar e o ritmo retorna aos dois últimos volumes da trilogia, onde nossa heroína não é aquela mocinha chorona, mas uma guerreira forte e destemida.

Eu me arrasto dos pesadelos todas as manhãs e descubro que não há nenhum alívio em estar acordado. (Pag: 172)

Não é um erro continuar vivendo. É melhor que qualquer remédio. (Pag: 259)






Se tenho uma coisa para deixar claro desse livro, é que você fica indignado com várias atitudes que toma a autora durante a narração. Quero dizer, Suzanne Collins é muito troll e altamente inclinada a causar mortes que para mim são desnecessárias. Outro aviso vai para as pessoas de estômago frágil. Se vocês acreditaram que Em Chamas teve mortes horripilantes, espere até ler esse livro. Essa mulher tem uma criatividade muito cruel, em vista das diferentes formas que ela elabora para matar personagens. Mas não vou citar quem morre ou deixa de morrer. Vou deixar minhas indignações para a área dos Spolers, no final da resenha.

A escrita de Collins me pareceu mais culta nesse livro também. Ela utilizou-se de palavras que antes não tinha visto Katniss usar, e o desfecho do livro pode ser considerado A MELHOR PARTE. Então se você for um fã como eu, e estive super ansioso para A Esperança Parte 1, não se anime. Com certeza o filme não vai passar de um bocado de enrrolação. Não tanto quanto no livro, já que provavelmente teremos uma perspectiva em 3º pessoa, o que abrirá vários leques para se explorar, focando bem mais a guerra. Mas as principais cenas de ação do livro só vão chegar, com grandes possibilidades, na última parte do longa, em 2015.

Pontos positivos: Peeta não é mais um retardado, pelo menos na minha visão. Sempre o achei meio robótico, mas depois de tantos acontecimentos inusitados, acho que ele finalmente adquiriu personalidade, e finalmente deu vontade de torcer por ele, apesar de tudo.

Se fosse definir A Esperança, julgaria o livro bom, que com um pouco mais de pensamento da própria autora (porque a essa altura, quando ela escreveu esse livro provavelmente, já estava sendo cobrada pelas editoras para finalizar a trilogia e aplacar a sede voraz dos leitores) poderia ter ficado tão grandioso e sedutor quanto os outros 2 volumes. No fim, o livro não teve aquela cara de vitória, mas pelo contrário, foi muito mais triste do que o esperado. E isto pode ser considerado um diferencial, já que esse negocio de tudo terminar bem já é bem clássico. Mas pessoalmente, preferia ter tido mais informação de como as coisas ficaram... Ter pelo menos a certeza de que Katniss ia ficar bem.

E se tem uma personagem a quem não devemos esquecer é Johanna, aquela linda que seduz com sua bravura! TEAM JOHANNA.


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