Resenha #85 - Todo Dia!




Título: Todo Dia

Autor: David Levithan

Editora: Record
Edição: 1
Ano: 2013
Especificações: Brochura | 280 páginas
ISBN: 978-85-0109-951-8
Peso: 380g
Dimensões: 23mm x 16mm 
Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor. • Melhor livro de 2012 segundo School Library Journal, Kirkus Review e Booklist • David Levithan é editor e autor premiado de livros jovem adulto. Seu último livro Will & Will – Um nome, um destino, escrito com John Green, foi o primeiro livro jovem adulto com personagens gays a entrar na lista dos mais vendidos do New York Times.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★★★





Se tem uma coisa que aprendi, é isso:todos nós queremos que tudo fique bem. Nem mesmo desejamos que as coisas sejam fantásticas, maravilhosas ou extraordinárias. Satisfeitos, aceitamos o bem, porque, na maior parte do tempo, bem é o suficiente.” (Pag: 55)



Com um livro que aborda diversos assuntos polêmicos e populares, Todo Dia, é basicamente um complemento de tudo que você pode pensar. Leviathan trás uma trama muito bem arquitetada como personagens fortes e citações marcantes.

Sinceramente, só estou tentando viver um dia depois do outro” (Pág: 16)

Não importa qual seja nossa religião, sexo, raça ou localização geográfica. Todos nós temos cerca de 98 por centro em comum com todos os outros. Sim, as diferenças entre homens e mulheres são biológicas, mas se você observar a biologia como uma mera questão de porcentagem, não há muita coisa diferente. A raça é diferente apenas como uma construção social, e não como uma diferença inerente.” (Pág: 70)

Já se imaginou tendo que acordar todo dia num corpo diferente? Viver uma vida diferente? Ser uma pessoa diferente? A vive esse drama desde o momento em que se entende como algo que existe. Por muito tempo tem agido como uma espécie de “espírito” ou hospede que seqüestra a vida de suas vítimas por um dia. Em vista disto, ele criou duas regras: nunca se apegar e jamais interferir. Mas isso não é algo a se levar em consideração quando acorda certa manhã, no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. Daí em diante, A passa a enxergar a oportunidade de querer um futuro ao lado dessa fantástica garota. Mas seria possível isso acontecer? Existiria alguma maneira de ser feliz quando não se tem nem mesmo uma vida correta a seguir?

Este livro tem uma narrativa muito prazerosa, e uma história altamente encantadora. Você não encontra falhas e se apaixona logo nos primeiros instantes pela forma de escrever que David Leviathan tem. Seus personagens são tão românticos e contraditórios quanto os de John Green e fiquei diversas vezes assemelhando-os. Não só nos conteúdos que costumam abordar, mas na forma de escrita também, apesar de Todo Dia ser narrado em 1º pessoa, e os livros de Green em 3º.

Apaixonar-se por alguém não significa que você saiba como a pessoa se sente. Significa apenas que você sabe como você se sente.” (Pág: 84)



Os temas abordados aqui são tantos que é difícil fechar o tema central do livro. Leviathan inovou com um modo bem peculiar de falar de vários problemas sociais, entre esses, dando ênfase ao: homossexualismo, obesidade, uso de drogas e suicídio. Claro que o lado romântico é o ponto mais forte e fixo da trama, mas A é obrigado a suportar as mais diversas problemáticas que seus corpos hospedeiros vivem.

Pessoalmente não é aquele livro que prende o leitor até o fim. Já li livros bem mais motivadores. O forte aqui são as citações. Leviathan tem uma seleção bem elevada de trechos que o leitor sai marcando desesperadamente. E apesar de alguns capítulos parecerem bem repetitivos e chatos (achei que o livro ficou mais longo do que o necessário. Alguns momentos parecem que o autor só quis encher com muita besteira sem necessidade), ele ainda garante boas gargalhadas, cenas emocionantes de fazer o leitor suspirar ou chorar, e uma trama bem mais complexa do que pode imaginar. E o desfecho, pode sinceramente levar uma pessoa emotiva as lágrimas (só pra ressaltar, eu não chorei ok).

A diagramação poderia ter ficado impecável, com a capa tendo os títulos em alto relevo e uma imagem que aborda bem o que o livro vem falar, mas contém bastantes erros ortográficos, faltas de letras ou até alguns erros de digitação. Isso me fez realmente detestar alguns momentos, porque as gafes cometidas davam um sentindo meio diferenciado do esperado.

Seria fácil demais dizer que me sinto invisível. Em vez disso, me sinto dolorosamente visível e totalmente ignorado.” (Pág: 107)


Os livros têm sido minha companhia durante todos esse anos, as constantes do dia a dia, as histórias às quais sempre posso retornar, mesmo quando a minha está sempre mudando.” (Pág: 193)


Será doença ou coração partido?
Não tem como saber
O termômetro diz que estou bem, mas evidentemente não estou.” (Pág 261)


5 comentários

  1. Já li resenhas muito positivas em relação a esse livro
    E a sua só reforça
    Já estou seguindo ;)

    Beijos
    @pocketlibro
    http://pocketlibro.blogspot.com

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  2. Oi David, tudo bom parceiro?

    A capa desse livro não me agrada nada e eu nem sei porquê haha Enfim, gostei da história. O nome dele é "A" mesmo? Que diferente :) Adoro livro com citações, por mais que ele seja realmente maior do que precisava (já tinha lido esse comentário antes, me desmotivou um pouco). Do mesmo modo fiquei curiosa! Novidade :P hahahaha Vou atrás dele qualquer dia.

    Beijocas
    http://www.estantedasfadas.com.br/

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    1. É "A" sim! E arrisque. É muito bom, apesar de ser como eu disse, mais longo do que o necessário. Mas é um ótimo livro pra se ler :D

      Abraços
      David Andrade
      http://olimpicoliterario.blogspot.com.br/

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  3. Já vi outras resenhas desse livro em blogs e me interesso bastante, mas não espero grande coisa dele...apenas uma diversão básica. kkk Mas gostei de saber que o final é emocionante.
    Beijos!
    Paloma Viricio-Monólogo de Julieta.

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  4. Ja vi varias resenhas, penso bastante em comprar, gostei da parte sobre o John Green, me deixou mais interessada bjs

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