Resenha #89 - Círculo (Trilogia Engelsfors Vol 1)!



Título: Círculo
Subtítulo: Trilogia Engelsfors (Vol. 1)
Autor: Mats Strandberg, Sara Bergmark Elfgren
Tradução: Érico Assis
Editora: Intrínseca
Edição: 1
Ano: 2013
Especificações: Brochura | 416 páginas
ISBN: 978-85-8057-429-6
Peso: 560g
Dimensões: 230mm x 160mm
Minoo, Vanessa, Linnéa, Rebecka, Anna-Karin e Ida frequentam o mesmo colégio na cidadezinha sueca de Engelsfors. Elas não são amigas, mas, quando uma lua vermelho-sangue surge no céu, as seis são atraídas por uma força misteriosa até um parque de diversões abandonado. Lá descobrem que são as Escolhidas, um grupo de bruxas ligadas por uma profecia, e que uma força terrível foi libertada. Quando a pequena cidade se torna palco de uma série de suicídios de alunos, elas precisam se unir e aprender a usar suas habilidades mágicas recém-adquiridas — e ao mesmo tempo lidar com os problemas da adolescência, como pais ausentes, distúrbios alimentares, abuso de drogas e a descoberta de quem realmente são.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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★★★☆




O fantástico é possível"

Círculo é um livro altamente depressivo, com um toque bem sutil de sobrenatural, mas que no geral aborda temas fortes e bem marcantes, fazendo seu leitor sentir na pele diversos acontecimentos que ocorrem na história entre seus personagens.

Engelsfors é apenas mais uma cidade recheada dos adolescentes mais problemáticos e das vidas mais comuns que você pode imaginar. Ou pelo menos assim todos julgavam ser, até que certa noite, durante um estranho luar vermelho-sangue, seis garotas encontram-se envolvidas no centro de uma batalha épica entre o bem e o mal. O juízo final se aproxima e primeiro passo do inimigo pode ter relação com a morte avassaladora de um simples estudante, Elias Malmgren. Agora, Minoo, Vanessa, Linnéa, Rebecka, Anna-Karin e Ida precisam aprender a superar suas diferenças para descobrir quem é que ameaça a sua segurança, e por que.

Há dores que nunca vão embora." (Pág: 38)

As vezes é difícil perceber a diferença entre fantasia e realidade. É muito fácil sua mente dar volume a coisas minímas, quase imperceptíveis." (Pág: 80)

O livro tinha tudo para conquistas suas cinco estrelas garantidas, mas decepcionou em grande parte. O enredo envolvente e chamativo não foi suficiente para tampar tantos momentos de desespero e depressão. Primeiro aviso que deixo: se você é uma pessoa de auto-estima baixa, não leia! (brincadeira kkkkkkkk). Mas sério este livro influencia de certa forma na vida das pessoas que estão lendo-o. Você pode acabar se identificando com o drama de alguma das personagens (pessoalmente me identifiquei). Claro, na medida certa. A obra aborda muito o tema suicídio e bullying. Na realidade o enredo envolve um drama pessoal para cada personagem citada acima. Todas são ao mesmo tempo boas e ruins, e gostei bastante disso. Não temos aqui nenhuma protagonista certinha, que devemos ter como exemplo de pureza, cidadania ou justiça. São todas adolescentes, errando e acertando na medida em que aprendem com suas próprias burradas. O chato na realidade foi ficar revivendo esses dramas páginas após página. Acredito que não no começo do livro, mas da metade em diante, o sobrenatural poderia ter prevalecido mais e dominado mais as descrições, que na maior parte tempo envolvia os agarramentos entre as protagonistas com seus supostos “namorados” (que tenho que salientar, são um bando de nojentos drogados).

Outro fato ruim é que as principais passam tanto tempo agindo errado que você dificilmente vai se apegar a alguém. Eu por exemplo, finalizei a leitura e não consegui carinho por nenhuma, a não ser, uma pequena diferença com a personagem Minoo (a central mesmo que me lembra a protagonista de um anime que assisti), que na maior parte do tempo foi o mais perto que consegui encontrar como exemplo, dentro dos limites dessa obra.

O livro vem dividido em 5 partes. De todas, as melhores partes acontecem da metade da parte 3 até o final. Daí em diante a história realmente abandona o pessoal dos personagens e se centra no enredo real. Em minha opinião os autores passaram muito tempo centrando na vida dos personagens e esqueceram-se um pouco da história, o que deixa a leitura meio tediosa e cansativa. Lado bom disto: você vai conhecer as personagens melhor que elas mesmas, e vai ficar furioso com a maioria das atitudes que elas tomam (eu fiquei).

O perdão está sempre disponível, se você tiver coragem de aceitá-lo." (Pág: 340)

Outro ponto bem chatinho que já falei em outras resenhas, é o uso de palavrões. ABOMINO TOTALMENTE! The House Of Night sempre perde pontos comigo por causa do uso dessas gírias. Apesar de tornar a leitura bem mais real, acho muito desnecessário utilizar-se de palavras de tão baixo escalão para retratar seus personagens. Isso acaba deixando as garotas da história com ar altamente vulgar, principalmente porque estão sempre xingando ou se nomeando por essas palavras. No fim, mesmo depois de tudo que as garotas passam, elas não amadurecerem o tanto que o leitor espera, e isso definitivamente me chateou.

No mais, Círculo me fez lembrar bastante de um anime que assisti (sobre influencia da nossa amiga colunista daqui), chamado, Madoka Mágica, que tem um enredo com algumas semelhanças, como por exemplo, o lance de bruxos ou os dramas pessoais que todo personagem que surge tem que ter. Pessoalmente teve outro fato bem forte que me levou a assemelhá-lo ao anime, mas não posso comentar agora, pois seria spoler. Só posso dizer: Fiquem de olho no comportamento da Rebecka. Uma das personagens do anime tem um ideal semelhante, e termina da mesma forma que ela.

E mesmo com tantos pontos negativos, Mats Strandberg e Sara Bergmark Elfgren conseguiram me convencer a continuar a leitura nos próximos volumes. Já que este é o primeiro volume de uma trilogia, vamos esperar que os próximos sejam melhores.

Pra finalizar, não podendo esquecer, não vou deixar de falar do tratamento em especial que a Intrínseca deu a este livro. Não só pela linda capa que arrasa (Livros nas capas de livros detonam!), mas também pelas ilustrações, diagramação e design gráfico do livro em si! As folhas se assemelham a aqueles papiros antigos e a ilustração da suposta cidade onde as personagens vivem, na contracapa, é ainda mais linda! 




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