Resenha #109 - Correr ou Morrer (Maze Runner Vol 1)



Coleção: Maze Runner
Título: Correr Ou Morrer (Vol. 1) 
Autor: Henrique Monteiro, James Dashner
Editora: V&R
Edição: 1
Ano: 2010
Especificações: Brochura | 426 páginas
ISBN: 978-85-7683-247-8
Peso: 560g
Dimensões: 145mm x 210mm
Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam A Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr... correr muito.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Maze Runner é um livro com uma interface forte, abrangente para alguns leitores, e meio fraco para outros. Estou no grupo dos que o vêem como fraco. Apesar de toda a propaganda recente em referencia ao filme que chega em setembro aos cinemas, o primeiro volume, “Corre ou Morrer” deixa a desejar e embarga o leitor em partes bem tediosas que desestimulam a leitura, mesmo possuindo um enredo atrativo e um batalhão de personagens engraçados e sedentos por justiça!

Thomas acordou dentro de um escuro elevador, sem lembrar-se de nada que tenha ocorrido antes de seus despertar ali, a não ser que seu nome seja Thomas. Ao sair de lá, depara-se com uma sociedade formada por crianças e adolescentes, idealizadores da Clareira, sua “cidade” cercada pelos misteriosos muros do labirinto.

E por enquanto, quase era bom o bastante.” – (Pág, 423)

Apesar de toda a desconfiança dos outros meninos, é natural a chegada de mais um morador. A entrada do mês anuncia a vinda de um novo refém para essa cadeia perigosa e enigmática. Mas algo pode mudar tudo isto. Os monstros que habitam o labirinto e que antes ficavam por lá no período da noite, estão mudando sua rotina. As paredes que se fechavam todas as tardes param de se mover. E a chegada de uma menina, que Thomas acredita conhecer, supostamente dizendo que será a última enviada para lá, modificará tudo. O mundo que conhece está prestes a ruir, e a sua única maneira de sobrevivência e escapar e tentar enfrentar a realidade ainda mais sombria que lhes aguarda.

Achei que Maze Runner foi mais promissor, mas sinceramente deixou-me com uma carência enorme de fixação. O livro tem um enredo chamativo, todo um planejamento voltado para ação de tirar o fôlego, mas não é fácil para prender o leitor. Nesse ponto em questão fiquei na dúvida se foi à escrita do autor, ou o alongamento da história mais do que o necessário. Já mencionei em resenhas anteriores que tem autores que exageram nos detalhes. James Dashner é um autor brilhante, diga-se de passagem, perfeito perfeccionista em planejar cada elemento encontrado em sua narrativa. Porém, esse lance de “cuidar” demais acaba causando erros graves e marcantes da obra. Correr ou Morrer tem um título altamente chamativo, o que já seria mais do suficiente para instigar a leitura, mas devido ao autor se prender agressivamente a todos os detalhes que se passam na vida do protagonista à narrativa vai se alongando e o foco principal, para mim, se perdendo. É tanto que muito dos enigmas que você tanto anseia descobrir, só serão revelados da página 350 em diante. Pra mim, totalmente desnecessárias 426 páginas, com 62 capítulos para tratar de um livro em si que é só abertura de mais dois. Acho que o autor poderia ter fixado menos nas descrições banais e mais no enredo central, para que leitor se fixe e queira ler a continuação. E mesmo com um final digno, não foi suficiente para que me dê esperanças de ler a continuação. Provavelmente lerei, pois como disse, boa parte dos enigmas nem foi revelado, e estou curioso, mas não neste momento, e não agora, estando tão mais empenhado em cumprir minhas metas de leitura.

Não sei dizer quais são meus sentimentos em relação ao protagonista. Eu tenho uma variação de emoções para com ele. Minho e Chuck são os meus favoritos. Não só psicologicamente elaborados, como o papel que cada um empenha e de suma importância para o enredo.



Os melhores momentos do romance estão guardados no clímax da história, que está recheado de ação e violência. Para quem se agrada em ler livros com descrições fortes, bem esta é uma ótima pedida. E se você imagina que Maze Runner é historia de criança, bem, repensem seus conceitos. Não só porque a história é muito mais sangrenta, como também, numa análise mais aprofunda, o labirinto pode ser comparado ao inconsciente humano, a luta do homem contra seu lado selvagem interior, que está sempre tentando buscar uma brecha para escapar, mesmo tendo a plena certeza que não vai conseguir. Dashner não foi bonzinho em transmitir fortes críticas sociais em relação ou poderio administrativo e ao quesito político no geral, além disso, deixa bem claro que a lei que se aplica aqui é: “O fins justificam os meios”. Então não espere aquela coisinha fofa e melosa ou algo água com açúcar. Correr ou Morrer tem momentos tão fatais quanto Em Chamas, Jogos Vorazes ou qualquer outro livro que retrate a dura realidade de uma guerra.

Provavelmente vamos ver uma grande quantidade de apreciadores aparecem agora com a chegada do filme. Estou ansioso para debater se os conceitos e adaptação vão estar à altura do livro, que apesar de ter lá suas partes tediosas é uma ótima pedida para quem quer ler sem pressa um livro com enredo complexo e muito mais voltado para reflexão humana. 


Um comentário

  1. Embora o enredo me pareça interessante, eu nunca me empolguei de verdade em fazer essa leitura. Principalmente por ouvir muitos dos que leram expressar uma opinião negativa. Porém, eu realmente pretendo dar uma chance ao livro algum dia. Quem sabe assim, sem nenhuma expectativa, o livro me surpreenda?
    Abraço,
    Isabella
    http://agalileu.blogspot.com

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