Resenha #104 - Convergente!



Título: Convergente
Subtítulo: Uma Escolha Vai Te Definir
Autor: Veronica Roth
Editora: Rocco
Edição: 1
Ano: 2014
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 528 páginas
ISBN: 978-85-7980-186-0
Peso: 540g
Dimensões: 207mm x 134mm
A obra traz uma versão futurista da cidade estadunidense de Chicago, a sociedade se divide em cinco facções dedicadas ao cultivo de uma virtude - a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição. Aos dezesseis anos, em uma grande cerimônia de iniciação, os jovens são submetidos a um teste de aptidão e devem escolher a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas. Para Beatrice, a difícil decisão é entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é não -pode ter os dois. Então faz uma escolha que surpreende a todos, inclusive ela mesma.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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CONTÉM SPOLERS

Depois de todas as revelações. Depois de todas as atitudes tomadas, Tris e Quatro não podem mais voltar atrás. E mesmo com a derrota de Jeanine, as coisas não parecem melhorar. Evelyn subiu ao poder, e os sem-facções estão tomando tudo que um dia já foi da Audácia, da Franqueza, da Amizade, da Abnegação ou da Erudição, e a única salvação aparente para a paz, parece ser deixar a cidade e atravessar a cerca que os tranca ali. O vídeo de Edith dizia isto. Mas que mundo lhes aguarda lá? Estará Tris e seus amigos prontos para o choque da verdadeira realidade? E qual o preço da verdade?

Existem tantas maneiras de ser corajoso nesse mundo. Às vezes, coragem significa abrir mão da sua vida por algo maior do que você ou por outra pessoa. Às vezes, significa abrir mão de tudo o que você conhece, ou de todos os que você jamais amou, por algo maior.Mas, às vezes, não.Às vezes, significa apenas encarar a sua dor e o trabalho árduo do dia a dia e caminhar devagar em direção a uma vida melhor.Esse é o tipo de coragem que preciso ter agora.” (Pág: 502)



Convergente deveria ser conhecido como O Livro do Quatro, porque ne? Tipo, metade do livro, esqueçam Tris. Ela virou carta fora do baralho. Nossa centralização aqui é o mocinho hein meninas! Então para as fãsgirls, preparem-se para vê-lo muitas e muitas vezes! Sendo ele agora, um narrador, vai dividir espaço com a moça que conquistou milhares de fãs durante os outros dois volumes!

Este livro é um mistura de aspectos sentimentais das mais variadas e contraditórias situações. Advirto que você, como leitor, pode sentir raiva, tristeza, alegria e ao mesmo tempo odiar mortalmente a autora. Se vocês achavam que Roth tinha excedido totalmente suas taxas mortíferas, estão extremamente enganados. O final de Convergente, para mim, foi decepcionante ao mesmo tempo em que foi chocante. Fiquei dividido entre dizer se gostei ou se odiei. Em parte, acho que os dois. Dica: para quem leu os antigos rumores que foram lançados na net sobre a suposta morte de certo personagem, pois bem, os rumores são reais!

Convergente poderia ser dividido em três partes. A primeira, montamos logo após os acontecimentos de Insurgente, com todos a flor da pele pela destruição das facções na cidade, tendo como novo líder, a mãe de Quatro, Evelyn. Após revelar o vídeo de Edith Prior, Tris mal compreende que acabou gerando novos conflitos e que um novo levante, desta vez, muito mais perigoso, pode estar vindo. Algumas pessoas querem sair da cidade, enquanto a ordem é para se manterem fixo ali, vivendo numa sociedade sem facções. Em vista disto, surgem os Leais, um grupo revolucionário que tem como objetivo restabelecer as facções outra vez.

Alguns dias são mais difíceis do que outros, mas estou preparada para viver cada um deles” (Pág: 408)

A segunda parte do livro é a mais tediosa e chata. Aqui já temos Tris e Tobias fora da cidade, conhecendo a realidade por trás de seu pequeno mundo encapsulado. Essa parte especificamente é aquele momento briga de casal que eu detestei, e pessoalmente, acho que não seriam necessários mais 520 páginas para terminar a histórias. Veronica Roth fez um grande discurso épico, com cenas marcantes e inesquecíveis entre o casal para no fim fazer o que? Fazer o que? Quem leu sabe! E isso é o mais revoltante. Já estava frustrado com o final de A Esperança, mas ai me aparece essa mulher com esse final e eu fiquei tipo “OMG! O QUE? COMO ASSIM?”. A ação que Insurgente deixou no final do livro seriam mais do que suficiente para dar procedimento a uma seqüência com muito mais aventura e pancadas; daquele jeitinho que deixa o leitor vidrado em tudo que acontece. Mas isso não foi o caso, já que boa parte do livro ficamos de frente aos dois protagonistas tendo brigas e mais brigas. E para que? Para Roth dá um final trágico, épico e diferenciado, onde, até agora, não sei explicar se odeio, se amo ou se fico triste como já disse acima. É um relacionamento complicado.


Aos desavisados que irão se aventurar a ler, adianto: levem ao pé da letra quando lerem na contracapa “Uma escolha vai te definir”. Eu sou definido como do contra. Acho que o livro teria sido muito melhor se fosse mais direto, sem tanta enrrolação ou baboseiras desnecessárias. E mesmo enxergando por um lado o rumo que tudo tomou, ainda não consigo acreditar que aconteceu, e muito menos consigo aceitar. Prefiro encarar que a trilogia acabou no segundo volume, porque visualizar ela como trilogia é meio doloroso (ODEIO O QUATRO e TRIS <3, pronto falei!). 


2 comentários

  1. Li Divergente e Insurgente. Não terminei Convergente e nem pretendo. Criei um ódio mortal da autora depois do que eu descobri o que ela tinha feito no final do livro. Principalmente porque o primeiro livro é muito bom e merecia um final decente. Sem contar que o Quatro é um personagem difícil de entender, tudo o que se entende dele é que ele é estúpido e vai ser assim pra sempre.
    Abraço, Isabella
    http://agalileu.blogspot.com

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  2. Eu li, apesar de já saber o final. Eu tinha esperança que o spoiler fosse falso, mas não era. o termo para o que eu senti foi raiva, depois de toda a confusão termina assim? fiquei puta mesmo, mas entendi o conceito da autora pra terminar assim, mesmo não aceitando e achando uma merda. A série em si vale muito a pena.

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