Cinema #76 - Academia de Vampiros!



 Ficha Técnica:
Gênero: Ação/Comédia
Direção: Mark Waters
Roteiro: Daniel Waters e Richelle Mead (romance)
Elenco: Zoey Deutch, Lucy Fry, Danila Kozlovsky, Gabriel Byrne, Dominic Sherwood, Olga Kurylenko, Sarah Hyland, Cameron Monaghan, Sami Gayle, Ashley Charles, Claire Foy, Joely Richardson, Dominique Tipper
Produção: Stuart Ford, Bob Weinstein, Harvey Weinstein, Susan Montford
Fotografia: Tony Pierce-Roberts
Trilha Sonora: Rolfe Kent
Montador: Chris Gill
Ano: 2013
País: Estados Unidos
Distribuição: Diamond Films
Estreia: 13/03/2014 (Brasil)
 Sinopse:
As aventuras de Rose Hathaway, uma dhampir (meio vampira, meio humana), em seu treinamento para ser a guardiã de sua melhor amiga, a princesa Lissa Dragomir, única herdeira das 12 familias da realeza Moroi, pacíficos vampiros mortais.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Peculiarmente aceitável, e com uma imagem fotográfica altamente amadora, Academia de Vampiros – O Beijo das Sombras marca a estréia de Richelle Mead as telonas, contando com pontos negativos e uma péssima aceitação em meio aos fãs.

A premissa do primeiro filme gira em torno da jovem Rose Hathway, uma Dhaphira em treinamento para guardiã, que tem como principal objetivo proteger sua amiga, Lissa Dragomir, uma Moroi, ou como é chamada mais especificamente, uma vampira de elite. Lissa descobriu há pouco tempo dons que ela nunca imaginou ter, e pode ser que dentro do único lugar seguro para gente da sua espécie, exista alguém que esteja de olho nesses seus novos dons. Agora, Rose terá que contornar a situação, de forma que Lissa consiga escapar, mas qual o preço para se tornar uma guardiã? Será que ela está pronta para isto?

O filme começou de uma maneira bem semelhante ao livro, de forma que existem diversos detalhes que fazem o leitor relembrar momentos memoráveis do livro. Entretanto, mesmo colocando tantos pontos semelhantes, o filme em si não foi capaz de suprir a péssima fotografia, os fracos efeitos especiais ou a narrativa meio “irritante” que possui. Sem falar, na péssima atuação de alguns atores. Para uma produtora tão famosa quanto a que se dispôs a adaptar a série magnífica de Mead, a Diamond Films Brasil deixou muito a desejar. A qualidade da fotografia principalmente, que parece em diversos momentos altamente amadora, como se você estivesse vendo um filme gravado por fãs e não por uma produtora de sucesso. E os efeitos especiais furrecas! Cara, eles ainda citam Crepúsculo no roteiro! Aff, sério, essas piadinhas com vampiros que brilham está ficando cada vez mais insuportável.

Em termos adaptativos, sim, o filme tem muitos pontos de referencia com o livro, apesar de serem totalmente diferenciados em certos pontos. A crítica maior aqui vai para o sistema globalizado que insistem em se estruturar dentro das adaptações, como se fosse para mostrar que estamos no século XXI. Senhor dê-me paciência para aturar isto!  Quando os roteiristas vão se tocar que esse lance de customizar as obras na visão “adolescentes” está começando a ficar insuportável? Rose é a única personagem que eu consegui salvar; que parece menos influenciada por toda essa besteirada “menininha”. Em especial, ela foi com certeza uma das personagens mais semelhantes as do livro. A atuação da atriz para mim foi totalmente aceitável, diferentemente de todos os outros. Não só me pareceu superficial, como também não conseguia acreditar no jeito como eles estavam destruindo meus personagens favoritos. Mas sem sombra de dúvidas, o ator que faz o namorado de Lissa, nosso amigo Ozera, precisa urgentemente de aulas de atuação. Ele foi o caso mais perdido de atuação que tirei da adaptação. E olha que os cortes de uma cena para a outra já foi péssimo o suficiente! Eles não poderiam ter arrumado uma maneira mais aceitável de puxar um ponto ao outro?




Em termo adaptativo achei que o filme teve seus méritos. Teve muito mais detalhes do livro que a maioria das adaptações por ai (codinome Instrumentos Mortais ou Percy Jackson). Contudo, relevando outros pontos, o longa deixa a desejar e com certeza não terá uma continuação, o que é uma pena. Quem sabe no próximo eles melhorassem. Eu nem sei ao menos se o filme é aceitável para quem não leu. Acredito que não. A adaptação ficou muito fechada e quem a assisti sem conhecer os livros vai acabar se decepcionando mais ainda. Mas eu ainda salvei momentos de comédia, apesar de o filme ser bem corrido. Então, de certa forma, gostei, e como mencionei, prefiro em termos adaptativos, Academia de Vampiros, do que Cidade dos Ossos.



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