Resenha #118 - O Jogo de Ripper!



Ficha Técnica
Título: O Jogo De Ripper
Autor: Isabel Allende
Tradução: Luis Carlos Cabral
Editora: Bertrand Brasil
Edição: 1
Ano: 2014
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 490 páginas
ISBN: 978-85-2861-757-3
Peso: 640g
Dimensões: 230mm x 160mm
 


 Sinopse
Ripper é um inocente jogo de RPG que envolve cinco participantes de diferentes países, reunidos via Skype, para desvendar enigmas criminais. Amanda, filha de um policial de divisão de Homicídios de São Francisco, é viciada em crimes sinistros e neste jogo de mistério Online. Quando o vigia de uma escola é assassinado e uma série de mortes misteriosas começa a acontecer em São Francisco, os cinco jogadores de Ripper se envolvem com os casos e logo se dão conta de que os crimes parecem ter sido cometidos por um mesmo assassino. Mas o que deveria ser apenas um entretenimento vira questão de vida ou morte quando Amanda percebe que o cerco de Serial Kiler se fecha em torno de alguém que ela Ama. Um plano perverso, premeditado até o último detalhe, está prestes a se tornar realidade. A escritora Chilena Isabel Allende faz sua estreia no Gênero Policial em um livro repleto de Intrigas, Humor e Ironia.
Livro Cedido pela Editora Bertrand Brasil


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Um meticuloso serial killer está à solta em uma pacata cidade, e o que antes parecia apenas um inofensivo jogo de RPG acaba se tornando uma corrida contra o tempo para salvar uma das pessoas mais importantes para um de seus jogadores: a mãe de Amanda Martín, principal jogadora do Jogo de Ripper, game onde um grupo de adolescentes se une via skype para desvendar misteriosas mortes.

O Jogo de Ripper pode enganar a primeira vista, passando-se por um tedioso misto de longas introduções de diversos personagens com alguns poucos assassinatos brutais em um momento ou outro, mas não se deixe enganar, o labirinto de personagens que a autora tece nada mais é que uma forma de confundi-lo e camuflar este terrível assassino. Então tente manter o foco. Eu o desafio a adentrar dessa história como um dos jovens que jogam o Ripper e a desmascarar este assassino antes que seja tarde demais, ou deixe-se levar pelos cômicos e tristes momentos secundários da trama, como o da simpática velhinha que compareceu ao próprio enterro. Dou-lhes uma dica, todos os personagens sãos suspeitos até que se prove o contrário.

Devo admitir que falhei nessa missão, mas que minha falha foi recompensada com a surpresa, quando o cerco finalmente se fechou e as luzes acenderam-se iluminando assim o rosto do vilão (ou seria vilã?).

Um livro que tenho certeza ficará na minha memória por muito tempo, e fará com que outros do mesmo gênero não pareçam tão bons assim. Essa foi a impressão que me ficou do primeiro livro do gênero, da consagrada autora Isabel Allende, a qual eu já conhecia de outros livros. Seu começo é aparentemente promissor, dadas às circunstâncias do primeiro assassinato que nos é apresentado. Entretanto, esse “aparentemente promissor” parece se perder diante do surgimento de diversos personagens secundários na trama, mas para aqueles que têm paciência uma verdadeira aventura irá se desdobrar diante dos seus olhos, e a partir desse momento você não terá forças para largar o livro até chegar ao seu clímax.

Por várias vezes quase me rendi a acabar com a minha aflição buscando em suas últimas páginas as respostas para este quebra-cabeça. Aflição é, aliás, um sentimento que não se pode deixar de experimentar ao ler O Jogo de Ripper. Que como todos os livros da Bertrand que li até agora, vai para a minha lista de favoritos (amor platônico pela editora, não correspondido, rsrs).


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