Cinema #87 - Noé!



Gênero: Drama
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Ari Handel, Darren Aronofsky
Elenco: Anne Bergstedt Jordanova, Anthony Hopkins, Ariane Rinehart, Barry Sloane, Dakota Goyo, Douglas Booth, Emma Watson, Finn Wittrock, Frank Langella, Jennifer Connelly, Kevin Durand, Logan Lerman, Madison Davenport, Mark Margolis, Marton Csokas, Nick Nolte, Ray Winstone, Russell Crowe, Sami Gayle, Saoirse Ronan
Produção: Darren Aronofsky, Mary Parent, Scott Franklin
Fotografia: Matthew Libatique
 Sinopse
Noé vive com a esposa Naameh e os filhos Sem, Cam e Jafé em uma terra desolada, onde os homens perseguem e matam uns aos outros. Um dia, Noé recebe uma mensagem do Criador de que deve encontrar Matusalém. Durante o percurso ele acaba salvando a vida da jovem Ila, que tem um ferimento grave na barriga. Ao encontrar Matusalém, Noé descobre que ele tem a tarefa de construir uma imensa arca, que abrigará os animais durante um dilúvio que acabará com a vida na Terra, de forma a que a visão do Criador possa ser, enfim, resgatada.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Nóe é um filme visualmente bonito, com cenas eletrizantes e uma seleção de cenários estonteantes, belos de serem apreciados.

Desde a criação, o homem foi provido de um mundo magnífico no qual poderia se desfrutar. Mas ao provar do fruto proibido, sua alma foi corrompida. Gerações e mais gerações lutaram, todos querendo provar do poder e o planeta está cada vez mais degradado devido a sua louca ambição de se mostrar superior. Nóe, um crente fiel do Criador, foi escolhido para juntamente dos anjos caídos construírem uma arca onde abrigará uma espécie de cada animal que se salvará do dilúvio. Porém, em meio a salvar a Terra, Nóe precisará fazer uma escolha difícil: sacrificar sua família. Seria ele capaz de arriscar tudo em busca de proteger o futuro de um planeta aparentemente sem salvação?


Apesar de apresentar raras ligações com a história bíblica, Nóe ainda é uma ótima pedida para se divertir com toda a família. Como falei acima, seu ponto mais valoroso são os cenários, o trabalho gráfico e todos os efeitos especiais, altamente produzidos com intuito de não desagradar seu telespectador. Apesar de ter um enredo bem longo, que nem se mostra tão eficaz, é ainda bastante aceitável levando em conta a vasta produção do longa e os artistas premiados que carrega em seu elenco. Meio filosófico, o filme trás uma face diferenciada do conto que todos conhecemos. Desta vez não conhecemos o Nóe justo e servidor, mas sim um indeciso, frágil e altamente humano, que fraqueja como qualquer outro. A guerra apresentada ainda no trailer não passa de meros 30 minutos de filmes. Sua centralização está na batalha psicológica do protagonista em tomar a decisão, salvando o mundo e matando todos os homens (incluindo sua família) ou escapando do dilúvio e voltando a conviver como sempre viveu. Independentemente do que venham a falar deste filme, ninguém pode negar a incrível interpretação de Russell Crowe, que conquistou totalmente as cenas, apresentando suas transformações de personalidades conforme a tarefa de Nóe ficavam cada vez mais árdua.

Emma Watson também rouba a cena como Ila, sendo ela uma das principais peças chaves para o desenrolar dessa história. Infelizmente, o ator Logan Lerman não teve tanta sorte desta vez. As poucas vezes que seu personagem aparece são meio apagadas e vazias, e acredito que ele foi muito mal explorado. O final, a parte mais fraca que considerei do filme, poderia ter sido muito melhor se tal personagem tivesse sido mais bem descrito ou adicionado ao enredo. As reprises temporais que davam enormes saltos de uma cena para a outra acabaram deixando em diversos momentos o longa com buracos ou questões que o telespectador viria a ser perguntar. O investimento em explicar detalhadamente no começo do filme não foi suficiente para render um bom fim, e isto desagradou consideravelmente toda a magia que o longa trouxe antes da tela se apagar. Porém, ainda devemos salvar a trilha sonora e a parte instrumental de fundo, que com muito afinco superou estes meros buracos e diversificou cenas que em alguns instantes pareciam meio repetitivas.


Um comentário

  1. Apesar de não ter muito vínculo com a Biblia, o filme é sensacional, um vez que Ema Watson abrilhantou ainda mais. Ótima resenha!

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