Cinema #89 - Se Eu Ficar!



Gênero: Drama
Direção: R.J Cutler
Roteiro: Shauna Cross
Produção: Alison Greenspam e Denise di Novi
Trilha Sonora: Heitor Pereira
Ano: 2014
País: Brasil 
 Sinopse
Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) é uma adolescente apaixonada por seu violoncelo que se envolve com Adam (Jamie Blackley) até o acidente de carro que levou à sua morte, aos 17 anos de idade. Em coma, ela terá que decidir se volta ou não para o mundo dos vivos.





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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Não tão emocionante quanto o livro, o filme de Se Eu Ficar deixa a desejar quando grande partes das cenas que emocionaram durante a leitura da obra torna-se muito mais cômica do que triste, ao mesmo tempo em que o longa vai ganhando uma tonalidade dramática e teen bastante indesejada.

Mia se sentia não sendo parte de sua própria família. Enquanto os pais e o irmão adoravam rock punk, ela é apaixonada pelos clássicos; enquanto o namorado prefere a guitarra, ela não larga seu violoncelo. Mas até que ponto as diferenças podem deixar de divergir? Quando sua vida é interrompida abruptamente por um acidente inesperado, Mia se vê órfão, vendo seu irmãozinho perecer gravemente na UTI, enquanto ela própria batalha dentro de si mesmo sobre a decisão se deve ou não continuar a viver. Mas como seguir vivendo quando todos que ela mais ama se foram? Deve ficar e permanecer ao lado de Adam, a quem prometeu jamais deixar? Ou deve aproveitar a oportunidade, partir e evitar a despedida que mais cedo ou mais tarde vai acontecer entre eles?

Chloë Grace Moretz matou a pau na interpretação, formulando uma Mia bem vívida e imaginável, como a que visualizamos quando lemos a obra. Sua demonstração sentimental, tanto nas cenas triste quanto nas cenas emocionantes devem ser considerados o ápice do filme, principalmente avaliando que as falas de sua personagem possuem uma estranha medida de mergulhar no telespectador de forma que ele sinta na pele a dor da decisão que ela precisa tomar, e Moretz soube explorar excelentemente bem todo esse lado racional e humano dos que se aventuraram a ir aos cinemas curtir esta linda história de amor. Porém, devido ao grande número de drama, muito maior do que o esperado (bla bla bla adolescente), o filme chega a ficar meio cansativo e tedioso devido ao tempo para término. Acredito que uma abordagem mais sintética teria sido bem mais eficaz, levando em conta que o livro em si também não tem lá tantas páginas, principalmente se vimos que tem mais falas do que narração. O longa acabou ficando longo demais e muito parado, o que ocasionou momentos em que desejei profundamente que chegasse ao fim.

Sinceramente é difícil explicar os sentimentos que me passaram enquanto via o filme. Achei super longo em vista que em metade do filme já queria ir embora, e mesmo com a tonalidade cômica, o longa não teve nenhuma cena contagiante onde eu desejasse ficar parado para apreciar, pelo contrário, a cada cena, queria que o filme acabasse. Não sei exatamente se meu psicológico falhou comigo, ou se é algo que outras pessoas compartilharam, mas em momento algum sentir vontade ou ânsia de chorar. As essas alturas já devia estar morrendo de tédio. O enredo foi muito bem separado, ressaltando os detalhes mais relevantes da obra, contudo, não houve um só momento para que o telespectador ficasse exatamente extasiado pelo que assistia. Eu, pessoalmente, aguardava mais, tendo em vista o incrível destaque que o filme ganhou. Fora toda a parte linda da história, em centralizar o amor familiar e as questões filosóficas de vida/morte, o resto me deixou a desejar, principalmente no quesito drama adolescente, que é altamente exagerado e absurdamente longo (não tava no clima pra isso). Então se você não estiver buscando toda o lengalenga bobinho do primeiro amor, acho melhor nem se arriscar.



 


Sobre o desfecho, sou curto e grosso a acrescentar quando fica evidente que a produtora terá que trabalhar numa continuação. Quem assistiu sabe o quão aberto ficou aquele fim. Eu pessoalmente imaginei que fosse ser diferente e não da maneira que terminou. Acredito que a crítica tenha perseverado sobre o fato de que a cena que encerra a longa foi pouco exploda e muito incerta, assumindo que não aja uma continuação, como no livro há. Contudo, a fé prossegue de que ainda veremos novamente o desfecho dessa história, e se possível, alguma cena mais chamativa, porque, sinceramente, não dormir na sessão foi algo complicado de não fazer.


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