Cinema #90 - O Doador de Memórias!



Gênero: Fantasia, Drama, Ficção Cientifica
Direção: Philip Noyce
Roteiro: Vadim Perelman
Produção: Jeff Bridges, Neil Koenigsberg, Nikki Silver
 Sinopse
Na trama, o jovem Jonas vive em uma sociedade futurista e distópica que apagou as memórias de seus cidadãos, transferindo a responsabilidade de manter a lembrança do passado a uma única pessoa, o Receptor. Jonas é selecionado para esse serviço, mas depara com o difícil treinamento dado pelo Doador do título.







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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Belamente arquitetado, com cenários de tirarem o fôlego e um apurado interminável de boas interpretações, O Doador de Memórias com certeza está na lista dos melhores filmes do ano e sai em disparada como uma das adaptações que quem assistiu, aguarda continuação.

Em uma sociedade futurística que presa pela repressão de seus moradores, onde obediência é sinônimo de boa convivência, deparamo-nos com Thomas, um garoto identicamente a outros, que não muito surpreende, seguindo nessa rotina aparentemente monótona e chata. Contudo, sua cerimônia de Atribuição está prestes a acontecer. Esta cerimônia em questão é quando os adolescentes são selecionados para contribuírem com a prosperidade da sociedade em funções designadas pelo governo, ou pelos líderes conhecidos como Anciões. Thomas, porém, será um pilar importante em toda essa trama, quando sua designação foi ser O Receptor de Memórias, o único habitante desse mundo capaz de conhecer o passado e os segredos mais maquiavélicos que se ocultam por trás de toda essa visibilidade perfeita. E em sua busca por respostas localizará a única e frágil obrigação que pode salvar as pessoas que ama de um fim apavorantemente arquitetado pelos seus superiores. Até que ponto os fins justificariam os meios?

O enredo de O Doador de Memórias se mostra semelhante a outros filmes desse gênero, porém ganha diferença quando centraliza uma realidade mais análoga a nossa, trazendo vislumbres de situações que ocorreram em nosso dia a dia. Situações estas, que seguindo a lógica da adaptação, alavancaram na criação dessa sociedade altamente hipócrita e perversa, presa pelo animalesco desejo de sucumbir todos ao seu redor. Elementos que tratem de violência gratuita, repressão sexual ou psicológica, ou até mesmo, utilização de drogas, são facilmente localizados. Em sua trama, basicamente arquitetada em cima de outras referencias, o filme deixa a desejar em originalidade, porém, dá uma repaginada quando todo o drama bobo adolescente é descartado e a centralização foca-se no fato de um evento que gerará toda uma repercussão mundial.

Brenton Thwaites arrebata os telespectadores quando somos levados a visualizar a dor e o sofrimento que senti diariamente tentando reprimir seus sentimentos, sua curiosidade ou seu desejo insano de afeto. E apesar de claro, possuir o velho clichê sentimental do par romântico, boa parte do longa está focada no desenvolver dessa rebelião. O governo instalado torna-se tão odioso quanto qualquer outro já criado. Seus personagens ganham cada vez mais vivacidade conforme a trama vai se desenrolando e o telespectador vai se apegando,  mesmo o filme tendo durado mais que o imaginado, foram horas que não me arrependi um só instante de gastar. Vale a pena conferir não só pela ótima desenvoltura dos atores, mas também pelo desenvolvimento do cenário. O trabalho gráfico ficou excelentemente produzido, e a Paris Filmes filmou sem sombra de dúvidas uma ótima indicação para continuação. Talvez não tão bem repercutida, avaliando que a divulgação do filme começou a pouco mais de um mês e meio. Mas sem sombra de dúvidas, uma baita trama. Para fãs do estereótipos Jogos Vorazes, O Doador de Memórias é uma ótima pedida. E não acredito que seja uma cópia, como alguns críticos chegaram a mencionar. Todo autor precisa partir de uma ideia, e acho belamente perfeita essa capacidade humana inata que temos de adaptar coisas ao nosso gosto. Percebem-se sim fortes ligações do filme com Jogos Vorazes e Divergente, contudo, nada que vá acarretar a uma espécie de forma pronto. A direção juntamente com a autora da obra (a adaptação foi feita em cima do livro de Lois Loewry, O Doador) caprichou na riqueza de cenários e explorou as críticas sociais muito mais que todo o clichê adolescente tão bem em alta atualmente. Phillip Noyce merece os aplausos por uma superprodução que chegou a deixar um gostinho de quero mais. E tirando o final aberto (por esse exato motivo precisamos de uma continuação) O Doador de Memórias é uma perfeita indicação para se curtir nas telonas.



2 comentários

  1. Olha eu ainda não li o livro e por conta das resenhas positivas já adquiri o meu exemplar. Espero ler muito em breve, até porque o livro é bem pequeno né? Quero ler antes de ver o filme. Porque eu acho que irei gostar também.

    Eu gostei bastante de tudo que você falou do filme, mas eu quero tirar minhas conclusões e espero que seja bastante positiva. Parabéns pelo seu blog e por todo seu conteúdo e me desculpa também por ter sumido um pouco do seu blog, pois andei entrando muito pouco para visitar. Mas agora estou retornando. Se cuida querido e tenha um bom final de semana. bjokas

    lovereadmybooks.blogspot.com.br

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  2. Já vi o filme e li o livro, se não fosse tão boa as divulgações da Paris Filmes eu não teria chegado a conhecer a "primeira distopia".
    O que eu não gostei foi da narração do Jonas ao fundo, pois no início ficou meio sem sentido.

    beijão
    http://deiumjeito.blogspot.com.br/

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