Resenha #138 - Como Dizer Adeus em Robô!



Ficha Técnica
Título: Como Dizer Adeus em Robo
Autor: Natalie Standiford
Editora: Galera Record
Edição: 1
Ano: 2013
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 344 páginas
ISBN: 978-85-8057-422-7
 Sinopse
Com um toque melancólico, o livro conta a singular ligação entre Bea e Jonah. Eles ajudam um ao outro. E magoam um ao outro. Se rejeitam e se aproximam. Não é romance, exatamente - mas é definitivamente amor. E significa mais para eles do que qualquer um dos dois consegue compreender... Uma amizade que vem de conversas comprometidas com a verdade, segredos partilhados, jogadas ousadas e telefonemas furtivos para o mesmo programa noturno de rádio, fértil em teorias de conspiração. Para todos que algum dia entraram no maravilhoso, traiçoeiro, ardente e significativo mundo de uma amizade verdadeira, do amor visceral, Como dizer adeus em robô vai ressoar profunda e duradouramente.




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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Diante de mudanças constantes de moradia, Beatrice aprendera a não se apegar as coisas que a cercam, porém apenas durante aquela manhã que precedia mais uma mudança de casa que ela se deu conta através da acusação de sua mãe diante de um gerbil morto, que ela tinha se tornado um robô.

Em Baltimore, seu novo lar, Beatrice se vê novamente diante do temor do primeiro dia de aula, no ultimo ano do ginásio e completamente sozinha em uma escola particular onde todos os demais alunos se conhecem desde a maternidade, porém para sua surpresa, ela se depara com Jonah Tate, um garoto extremamente pálido, de cabelos igualmente claros e com olhos tão frios quanto um lago congelado, “o garoto fantasma”, como seus colegas gostam de chamá-lo devido a uma brincadeira de mal gosto ocorrida durante a sétima série.

Ao contrário das amizades artificiais oferecidas pelos demais colegas de classe, Beatrice encontra sinceridade em Jonah, e os dois passam a compartilhar sentimentos conspiratórios, mágoas e alegrias através de uma amizade nascida em um programa de rádio chamado Night Light, que vai ao ar todas as noites a meia-noite. Mas reviravoltas do passado trágico, mal resolvido e cheio de mentiras, de Jonah, virão à tona como uma provação ao sentimento que cresce entre eles.

A história é inquietante e apaixonante, assim como o mundo particular construído por Jonah e Bea para eles mesmos; a rádio, os codinomes, a possibilidade e o desejo de poderem viajar no tempo, os planos para irem juntos pra universidade em Nova York, refúgios secretos onde eles podem ser eles mesmos e longe de toda a superficialidade sugerida e oferecida pelos colegas à escola. A contagem regressiva para abandonarem os problemas relacionados à Baltimore, prestes a desmoronar como um castelo de areia atingido por uma onda do mar. Até mesmo em sua casa, as relações familiares parecem enfrentar problemas, se tornando cada vez maiores e esmagando-a ao ponto de que mesmo ela, sendo um robô, como diz sua mãe, é capaz de sofrer com essa sequência de acontecimentos.


A narrativa quase não abre espaço para comicidade, envolvendo até as mais sutis tentativas envoltas por um manto pesado. Como Dizer Adeus em Robô, é um livro tão relativamente depressivo e arrebatador que os sentimentos finais da narrativa ficam impressos em você. Logo, se você já estiver se sentindo um pouco deprimido, o aconselhável é adiar a leitura pra depois.



Natalie Standiford nasceu na cidade de Baltimore, em Maryland, nos Estados Unidos. Ela trabalhou no departamento de Livros Infanto-Juvenis da editora Random House por três anos, passando de assistente editorial a Editora Assistente. Foi uma aprendizado perfeito para alguém que, como ela, já alimentava o sonho de ser escritora.
Logo descobriu que não queria ser editora, e sim autora em tempo integral. Em um período de transição, deixou o emprego efetivo e tornou-se freelancer. Iniciou sua trajetória literária escrevendo e-readers, livros de imagens e obras infanto-juvenis. Atualmente está escrevendo para adolescentes. A autora também toca baixo em uma banda chamada Tiger Beat.






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