Resenha #146 - Papillon!



Ficha Técnica
Título: Papillon
Autor: Henri Charriere
Editora: Bertrand Brasil
Edição: 1
Ano: 2014
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 728 páginas
ISBN: 978-85-2861-873-0
 Sinopse
Publicado originalmente em 1969, e no Brasil em 1975, pela Editora Difel, o polêmico Papillon, a história do homem que fugiu do inferno, de Henri Charrière, chega às livrarias pela Bertrand Brasil em edição revisada e atualizada. Charriere, condenado à prisão perpétua por um assassinato que não cometeu, foi um dos poucos que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, presídio localizado na floresta impenetrável da Guiana Francesa, onde os presos pagavam por seus crimes sofrendo degradações e brutalidades. No livro, ele relata como foi acusado, fala de seu martírio ao longo dos anos de confinamento, além da corrupção entre os guardas e como planejou sua fuga cinematográfica. Quando publicado na França, Papillon foi alvo de grande controvérsia. Nunca se soube ao certo se os acontecimentos narrados de fato ocorreram com o autor, como ele alega – o que faria do livro um romance autobiográfico –, ou se a trama é fruto de sua fértil imaginação. Papillon é um dos relatos mais impressionantes e realistas de toda a literatura, um feito incrível de engenhosidade humana, força de vontade e perseverança. A história de um homem que não se deixou vencer. Ao lê-lo, o leitor estará certo de ter um thriller nas mãos.
Livro Cedido como Cortesia pela Editora Bertrand Brasil


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Mais do que a simples narrativa biográfica de uma vida, a magnífica obra Papillon relata a busca pela liberdade do corpo e da alma de um ser humano que foi condenado injustamente por um assassinato que não havia cometido. Aos vinte e cinco anos de idade recebe a pena de prisão perpétua que deverá cumprir na Guiana Francesa a mando do governo.

Henri Charrière é chamado de Papillon devido à tatuagem de borboleta que carrega no peito, mas do que uma simbologia banal vemos ao desenrolar da história da vida deste homem que tal criatura representa o próprio personagem, um inseto tido como insignificante, mas que não se permite aprisionar, indo para longe com a força de suas próprias asas. E é isto que acontece com o corajoso Papillon. Sempre que se encontra aprisionado pelo sistema judiciário, bola incansavelmente uma fuga, e logo a põe em prática, e se novamente é apanhado por este sistema, volta novamente à estaca zero e se coloca novamente a elaborar uma forma de sair das grades que o cercam, sem nunca desanimar ou se deixar vencer nem mesmo quando posto na pior prisão da Guiana, a devoradora de homens. Suas diversas fugas o levam para lugares inimagináveis e a situações inusitadas onde acaba recebendo ajuda das pessoas que menos espera.

Dentre um dos capítulos mais tocantes com certeza se encontra sua passagem pela Ilha dos Pombos, local destinado aos prisioneiros leprosos, e é no meio destes temidos doentes e assassinos que ele é bem recebido. E é através de sua narrativa épica que conhecemos sua história. Por trás de sua escrita reconhecemos um homem que foi endurecido pela quantidade de violência que presenciou, exceto pelos ocorridos com alguns de seus amigos, muitas das mortes acontecidas durante sua trajetória nos são expostas banalmente, como se tivesse menor significância, enquanto ocorridos menores são descritos de maneira magistral e detalhada.

Mais do que apenas uma história, Henri Charrière utiliza suas palavras como arma contra o sistema penal corrupto e desumano da civilização mecânica, que é egoísta demais para dar atenção a um homem que se desviou do seu caminho e prioriza eliminá-lo a reinstitui-lo a sociedade como membro saudável e produtivo. Ele mais do que uma única voz no vazio... Representa as milhões de vozes obrigadas a se calar na escuridão de suas celas.




Henri Charrière foi um escritor francês, autor do famoso livro Papillon, posteriormente transformado em filmeFoi um ex-militar da Marinha Francesa, transformou-se em vagabundo e aplicava pequenos golpes em Paris, por volta dos anos 1930. Foi condenado injustamente à pena de prisão perpétua pelo assassinato de um rufião e mandado para o exílio na Guiana Francesa, mais especificamente a Ilha do Diabo, onde conheceu outros personagens os quais participaram de seu livro lançado nos anos 1960Charrière gastou praticamente todo o dinheiro ganho com o livro e o filme Papillon na produção de outro filme que foi um fracasso total, morrendo pobre e destruído pela bebida, em 1973.





6 comentários

  1. Não conhecia, mas o título, a capa e a sua resenha chamaram demais minha atenção!
    Adorei
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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  2. Ola Lena eu assisti o filme há algum tempo e não lembro detalhes lembro que foi muito bom e o livro pelo visto está melhor ainda , essa parte dos leprosos teve ser tocante . Um homem que consegue fugir em busca de sua liberdade . E com o livro uma grande mensagem para a Justiça que muitas vezes falha. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com


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  3. Eu já vi o Filme... Nossa.. muitos anos atrás.
    Linda resenha e o livro parece ( sempre) ser mais intenso e emocionante do que o filme, que já é estupendo.
    Parabéns.
    Clã dos Livros

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  4. Olá,
    Nunca li o livro, mas em compensação eu vi o filme, há muitos anos. e naquela época eu já fiquei enojado com a degradação do ser humano, tratado daquela forma por outro ser humano. acredito que o livro seja mais cru ainda sobre Papillon.
    um abraço

    www.navioerrante.blogspot.com.br

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  5. Oi Lena,

    Assisti o filme várias vezes, inclusive a semana passada, ele é um Cult. Não li o livro, mas se for tão bom quanto o filme vale a pena o investimento.
    Adorei a sua resenha e os momentos interessantes que abordou.

    Bjs
    Tânia Bueno
    www.facesdaleiturataniabueno.blogspot.com.br

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  6. Olá Lena!
    Achei a história muito interessante e triste ao mesmo tempo. Esse homem deve ter sofrido horrores e fique muito curiosa pra saber se ele venceu em sua busca.
    Adorei a sua resenha.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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