Resenha #158 - O Artefato do Equilíbrio (Grendon Vol 2)!



Ficha Técnica
Coleção: Grendon
Título: O Artefato do Equilíbrio
Autor: Augusto Terto Leandro
Editora: Biblioteca 24 Horas
Edição: 1
Ano: 2014
Idioma: Português
Especificações: Brochura | 300 páginas
ISBN: 9788541607599
 Sinopse
Depois da Guerra das Duas Luas, David, Philipe e Elizângela partem para Beledei em busca do apoio dos Rebeldes para que possam, dessa forma, desafiar os Guardiões que já têm em suas mãos todas as chaves para abrir as prisões dos espíritos malignos, faltando apenas as maçanetas pertencentes aos Rebeldes. A situação em Grendon, porém, fica mais crítica quando o Artefato do Equilíbrio é roubado pelos androides, o fazendo com que todas as criaturas mágicas entrem em desequilíbrio e invadam territórios de outros animais deixando, assim, a natureza em caos. Enquanto isso, Naty é levada para o Templo Sagrado por Marcos e lá conhece todos os outros Guardiões e o Oráculo de Grendon, Reitor. Dividida entre o seu amor por Marcos e o amor por suas próprias convicções, a Guerreira Naty não sabe o que fazer. Ao encontrar um jovem e misterioso Especial ela toma uma decisão e acaba descobrindo fatos estarrecedores. Será Naty capaz de sacrificar o amor em prol de uma causa? Os Rebeldes se aliarão à sacerdotisa Elizângela? A única coisa certa é que, se o Artefato do Equilíbrio não voltar para seu local de origem, a natureza ficará cada vez mais debilitada e as criaturas mágicas e perigosas conseguirão sair de Grendon e invadir o Continente Morto, ou seja, nosso mundo.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Cada facada que você leva te deixa mais forte. As facada que te atingirem hoje não atingirão amanhã.”


A batalha nas duas luas acabou. Naty foi sequestrada por seu amado Marcos, enquanto David, Phillipe e Elizângela ficam a mercê do destino. Os dias tornam-se mais longos e as noites mais curtas e uma nova e perigosa empreitada aguarda nossos amigos.

Motivado pela rebelião dos poderosos Guardiões, David e Phillipe tentam cruzar as fronteiras e chegar a tão poderosa cidade de Beledei, onde os inestimáveis Rebeldes aguardam a chegada da verdadeira sacerdotisa, Elizângela. Porém, ameaças novas se formam no caminho. O Artefato do Equilíbrio, poderoso objeto que mantinha as divisões sobrenaturais em vigor, foi roubado, e agora, criaturas sombrias ameaçam invadir um o território da outra.

Enquanto isso, Naty convive dias diferentes ao lado de Marcos, sem saber qual lado do seu coração deve ouvir. Deve retornar aos seus amigos e ajudá-los em sua busca pela salvação de Grendon, seu mundo; ou virar as costas e seus princípios a fim de ficar ao lado daquele que ama, que aparentemente não parece ser o certo? Dividida em dois desejos, a jovem garota começa a fazer novas descobertas sobre seus dons enquanto prepare-se para a perigosa batalha que está por vir.

Nesse segundo volume da série Grendon, escrita pelo autor nacional Augusto Terto, temos uma visualização da perigosa empreitada que nossos heróis estão prestes a enfrentar. Separados pelos destinos e corações, cada um parece enfrentar seu próprio obstáculo pessoal, seja os sentimentos ou o passado. Em O Artefato do Equilíbrio, a trama está bem mais focada no psicológico desses personagens, do que em suas verdadeiras missões. Seus personagens, antes, poucos descritos, ganham destaque e agora apresentam uma face mais madura e firme. O enredo antes um tanto previsível, torna-se misterioso e cheio de segredos.

Terto leva seu leitor até as últimas páginas do livro com uma narrativa dinâmica e leve, lotada das mais variadas temáticas que se pode imaginar, desde romance, a fantasia e sobrenatural. O universo criado pelo autor se expande e criaturas míticas e mitológicas adentram por todo lugar, de forma que personagem novo é algo que não vai faltar, e apesar de ser uma boa pedida, porque alguns são muito bem desenvolvidos e em diversos momentos roubam mais a cena que os próprios protagonistas, em outros casos isso fica meio abalado, devido a pouca centralização e aparição. Os Guardiões são um bom exemplo disto. Fora Marcos, a quem conhecemos um pouco mais, os outros permanecem com um passado um tanto ofuscado, coisa que necessariamente queremos que seja mais bem explorada. E talvez sejam, julgando que ainda restam mais três volumes para a série ganhar seu fim.

O final do livro deve ter sido chocante, ao mesmo tempo, que um tanto menos previsível que outros fatos ocorridos. Logo em seu primeiro capítulo, o enredo já se mostra mais evoluído, seguro, e autor que antes tinha uma escrita um tanto superficial, ganha novos olhares aos leitores. O primeiro capítulo, talvez, tenha sido, senão, o que melhor foi narrado e descrito. Eletrizante, tomado pelo suspense e cercado de magia, uma combinação perigosa que Terto soube excelentemente manusear. A principal chateação do livro talvez esteja nos incontáveis erros da revisão, que deixou um tanto a desejar. Não só em palavras erradas, como em alguns momentos, erros na pontuação. A Editora Biblioteca 24 Horas, porém, trás um material melhorado e mais consistente também para essa nova edição.



De todos os personagens, Bruno/Fábio deve ser o mais chamativo, ou pelo menos para mim foi. Bem construído, o personagem tem tudo para ter uma forte ligação com a história, se os pontos certos forem levantados. Aguardo vê-lo novamente em sua continuação. Naty por outro lado, não me convence e se torna a narradora mais chata. O livro, intercalado em terceira pessoa pela visão de David e Naty, fica um tanto cansativo quando a mocinha, antes guerreira e independente agora fica submissa e altamente ligada a um estranho, que em primeiro instante, apenas a maltrata sem motivo algum. A emoção, todavia, fica por conta do nascimento de Daniel, alavancando uma das cenas mais engraçados e também belas que a obra vem apresentar. Se houve um ponto negativo em questão ao enredo, e não necessariamente precisa ser, pode ser dito sobre a seleção de acontecimentos. Acredito que O Artefato do Equilíbrio somou um grande número de situações, o que pode gerar certa fadiga na leitura, em alguns capítulos, mas nada que o capítulo seguinte, tomado pela adrenalina não venha melhorar. Quem sabe um volume mais condensado, focado em um fato central, sem tantos paralelos não dê um melhor desenvolvimento ao enredo? O fato é que a Terto evoluiu em sua escrita, e provavelmente evoluirá mais, se mantiver os próximos volumes no mesmo nível do capítulo um, citado nesta resenha.

De bônus, para os fãs, o autor ainda trás um extra, contando um pouco mais sobre seu universo, o que não só ajuda no entendimento da trama, como facilita visualizar ainda melhor todo esse mundo místico.

Fornecido com uma linda jacket desenhada pelo próprio autor, é uma aventura boa e leve, sem qualquer compromisso com realismo, mas sim pressa a mais deliciosa dose de imaginação.


Augusto Terto Leandro começou a demonstrar interesse por histórias fantásticas desde que era criança. Suas primeiras narrativas foram gibis e mangás (quadrinhos japoneses) que sempre eram lidos euforicamente pelos familiares e amigos de colégio. A ideia de adentrar-se na literatura se deu no ensino médio depois que ele fora bem elogiado pelo conto que havia escrito e, desta forma, nasceu a franquia Grendon. Bacharel em Arte e Mídia pela Universidade Federal de Campina Grande, Augusto Terto Leandro adora outras expressões artísticas, como o cinema, fotografia e música.




2 comentários

  1. Oi David, tudo bom? A capa e a sinopse não me chamaram a atenção :/ eu nao leria o livro... Não agora, mas quem sabe daqui algum tempo. Sua resenha está boa, parabéns!

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  2. não conhecia nem a primeira desse autor, mas eu adorei a sua resenha. A capa não me chamaria atenção se eu visse em alguma livraria, mas a resenha do livro me despertou super curiosidade !! Vou procurar por aqui, achei legal.

    http://1001julietas.blogspot.com.br/

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