Cinema #101 - O Sétimo Filho!


Título: O Sétimo Filho
Gênero: Aventura
Direção: Sergey Brodov
Roteiro: Charles Leavitt, Matt Greenberg
Elenco:  Alicia Vikander, Antje Traue, Ben Barnes, Djimon Hounsou, Faustino Di Bauda, Gerard Plunkett, Jason Scott Lee, Jeff Bridges, Julianne Moore, Kit Harington, Lilah Fitzgerald, Loyd Catlett, Luc Roderique, Olivia Williams, Zahf Paroo
Duração: 1 Hora e 42 Minutos 
Estúdio: Warner Bros
 Sinopse
Passado muito tempo, um mal está prestes a ser desencadeado e irá reacender, mais uma vez, a guerra entre as forças do sobrenatural e da humanidade. Master Gregory (Jeff Bridges) é um cavaleiro que havia aprisionado, séculos antes, uma poderosa e malévola bruxa, Mother Malkin (Julianne Moore). Mas agora ela escapou e quer vingança.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Ação desmedida não compensa a tonalidade lenta e meio monótona que o longa ganhou. O Sétimo Filho pode até ser um longa excelentemente bem figurado, seja nos efeitos ou na adrenalina, mais a explicação geral de sua trama deixa a desejar, e não apenas nela, mas em seus personagens em particular, que aparentemente não tiveram espaço para se desenvolver melhor.


Tom é o sétimo filho de um sétimo filho. Há um misticismo em tudo isto e aparentemente o destino do jovem promete grandes reviravoltas. Sua vida começa a mudar quando Gregory, um caça feitiço, entidades humanas que destroem e combatem as forças sombrias, lhe convoca para ser seu aprendiz. Agora, os dois, correndo contra o tempo, precisam aprender a lidar com seus passados e presentes, para livrar seus futuros da maligna Mãe Malkin, uma feiticeira poderosa que está ameaçando a sobrevivência dos homens. O que Tom não sabe é que seu destino tem muito mais escondido, do que ele poderia imaginar.

Não dá para analisar o filme como uma adaptação, até porque, não li o livro ainda, mas quem leu (Lena) não gostou. Então o primeiro ponto a se levantar é este: não está fiel. De certa forma, pessoalmente já esperava. O longa foi inspirado nos dois primeiros volume da série literária, As Aventuras do Caça-Feitiço, de Joseph Delaney. Já é difícil trabalhar uma adaptação de um livro, quem dirá de dois ao mesmo tempo. O filme trás um teor básico de medieval, e talvez este seja o ponto mais alto. A dificuldade do enredo está na produção no geral. Além da má estruturação dos personagens, o longa conta com dialogos super vagos, que não se auto explicam e só servem basicamente para avançar de uma cena de conversa para outra cena de ação desenfreada. O Sétimo Filho virou uma verdadeira luta interminável, sem explicações a parte. Claro que tudo isto é uma fachada, para seduzir o bom expectador que não dará a mínima para profundidade dos personagens, roteiro fraco e todo o lenga-lenga que se segue, durante os intermináveis minutos. Adoro filme de ação fictícia, mas este realmente me incomodou, e não apenas pelo excesso (que acreditem, foi muito), mas também pela questão da veracidade. Mesmo se tratando de uma ficção, o filme tem que se manter minimamente realísticas. A viagem no roteiro vai tão longe que chega ao ponto de o personagem despencar de uma cachoeira e de um penhasco, não fraturar osso algum ou sofrer um mínimo aranhão. Pelo contrário, são ironicamente seus momentos de maior lucidez. Esse ponto em particular meu deixou extremamente chateado, e não porque não esperasse clichê, mas pela falta de conteúdo que os próprios personagens aparentam passar. Veja pelo próprio Gregory, que basicamente não passa de um bêbado amargurado e altamente irritante, passando metade da adaptação reclamando ou xingando Tom de inútil, sem demonstrar um mínimo de afeição. Ao final, do nada, parece muito mais receptivo e carinhoso, o que contradiz o entendimento do telespectador e nos confunde.

 

Apesar disto, os efeitos especiais estão impecáveis, somatizando fotografia, maquiagem e ambientação. Falta realmente melhorar na exploração dos personagens, levando-se em consideração, que mesmo com este gigantesco deficit, Moore, ainda conseguiu se sobressair na atuação e mostrar todo seu glamour, não perdendo a pose um só instante.


Provavelmente você deve assistir para retirar suas conclusões. Como pessoal, infelizmente o filme deixou muito a desejar, e não pela sua aparente falha com a literatura, já que não julgo conceitos de fidelidade aqui. Estou avaliando o filme solo, e sou sincero a dizer que Sergei Bodrov não fez o mínimo de sentido ao roteiro. Cenas de batalhas que parecem épicas acabam sendo estupidamente fracas, e simplesmente substituídas por mais batalhas. A sensação ao fim, para mim foi de imensa falha, levando-se em consideração as ótimas ideias e criaturas que o curto longa nos apresentou e não explorou.



2 comentários

  1. Que droga :/ Eu estava até com vontade de assistir esse filme :(

    Mas vou ver se leio o livro, ou seria melhor assistir ao filme primeiro? O.o

    Abs!

    http://leiturasilenciosaoficial.blogspot.com.br

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  2. Oi David!
    Concordo com você: podemos estar assistindo/lendo fantasia, mas ainda assim os acontecimentos e o mundo retratado precisam fazer sentido.
    Além de não ter me interessado pela premissa em si, muitas das coisas que você apontou teriam me incomodado também, principalmente os diálogos que não servem para nada.
    Me parece que, no geral, foi um filme que valorizou mais o aspecto visual do que o conteúdo, o que acho imperdoável. Infelizmente, desde o 3D, é algo que muitos filmes têm feito.
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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