Resenha #231 - O Sol é para Todos!





Título: O Sol é Para Todos
Autor: Harper Lee
Editora: Jose Olympio
Ano: 2015
Especificações: Brochura |364 páginas
ISBN: 9788503009492
 Sinopse
A nova edição de um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna.
Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.
O sol é para todos, com seu texto forte, melodramático, sutil, cômico (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.
Com nova tradução e projeto gráfico, este clássico moderno volta à cena, justamente quando a autora lança uma continuação dele, causando euforia no mercado. Desde o anúncio de sua sequência, O sol é para todos é um dos livros mais buscados e acessados no site do Grupo Editorial Record. Já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos Estados Unidos e, no último ano, ganhou a recomendação do presidente Barack Obama, que proferiu o seguinte elogio: "Este é o melhor livro contra todas as formas de racismo."
Cortesia Editora José Olympio (Grupo Editorial Record)


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Não sou uma pessoa que lê sinopses, acredito que às vezes uma sinopse pode tirar toda a magia que um livro pode oferecer ao dar muitas pistas sobre seu conteúdo. Sugiro que se você gosta de ler essa introdução a sua leitura, experimente pelo menos uma vez na vida se lançar ao desconhecido sem prévia, poderá ser mais interessante do que imagina. Foi o que fiz ao começar a ler O Sol é Para Todos, sem expectativas, percorri as primeiras páginas da obra e me deparei com a pequena Jean Louise Finch, ou como era chamada por parentes e amigos, Scout; realmente pequena, no auge de seus oito anos, ela me guiou por sua cidade natal, Maycomb, por volta do ano de 1930, uma cidade pequena repleta de pessoas de bem. Através de sua narrativa, conheci sua família, seu irmão Jem e seu pai Atticus (um respeitável advogado). Pude sorrir das suas travessuras de infância e compartilhar do seu aprendizado. Através dos seus olhos espertos e curiosos de criança pude compreender a bondade e a maldade que existe dentro de cada homem. Revisitar um tema a tanto tempo abordado, porém que permanece sempre atual: o racismo, e como pessoas tranquilas de uma cidade pequena podem ser corrompidas pela sociedade que as rodeia. Pude também me surpreender com o discernimento de uma criança sobre os fatos que a rodeiam, a inocência e a sensibilidade que dispõem para lidar com as situações que a vida lhe apresenta.

A intenção de sua autora, Harper Lee, não é demonstrar apenas os lindos dias ensolarados de Scout junto aos seus amigos, pelo contrário, ela descreve o feio da mesma maneira que descreve o belo e sabe ser impactante quando necessário, prova maior disso é sua maestria ao descrever o julgamento onde o maior crime do acusado era o de ser negro. Não há apenas uma lição por trás da história narrada por Scout, existem várias, e cada uma delas se torna ainda mais preciosa, pois são aprendidas pelo exemplo e palavras de um pai para seus filhos.

Atticus traz em si a figura de um homem que aprendeu com a idade que carrega sobre ombros; que sabe ser severo para educar os filhos, mas não seria capaz de matar um rouxinol. Pretendo revisitar Maycomb ainda muitas vezes, e me emocionar a cada uma delas, com a história de seus habitantes, e ter mais uma vez como guia a pequena Scout

Contar quaisquer outros detalhes sobre o enredo desse livro, seria privar seus leitores de uma experiência pela qual todos devem passar, por isso encerro aqui meu comentário e aguardo em expectativa para ler a sequência.



Harper Lee é uma escritora estadunidense, filha de uma dona de casa e de um advogado. Seu único livro, O Sol é Para todos (em inglês: To Kill A Mockingbird) publicado em 1960, foi um sucesso instantâneo, se tornando um dos maiores clássicos da literatura norte-americana moderna. A obra ganhou o prêmio Pulitzer e deu origem a um filme homônimo, vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado em 1962.
O romance é baseado livremente nas memórias familiares da autora, assim como em um evento ocorrido próximo a sua cidade natal em 1936, quando ela tinha 10 anos de idade. A obra foi eleita pelo Librarian Journal como o melhor romance do século XX e está na lista de 100 melhores livros feita pela BBC.


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