Cinema #113 - As Tartarugas Ninjas!


Título: As Tartarugas Ninjas 
Gênero: Ação, Aventura
Direção: Jonathan Liebesman
Roteiro: André Nemec, Evan Daugherty, Josh Appelbaum, Kevin Eastman, Peter Laird
Elenco: Abby Elliott, Alan Ritchson, Alexandra Jordyn, Alison Fernandez, Ami Sheth, Braeson Herold, Casey Roberts, Chris J. Cullen, Danny Woodburn, David Hill, Dennis Lauricella, Dolores Winn, Jeremy Howard, John Stepanian, Joseph Paul Kennedy, K. Todd Freeman, Keith Mackler, Malina Weissman, Matthew Gooley, Megan Fox, Minae Noji, Noel Fisher, Paul A Nielsen, Paul Thornton, Pete Ploszek, Philip Odango, Raquel Merediz, Reginald L. Barnes, Rich Petrillo, Richard R. Corapi, Stephen Sapienza, Steven Weisz, Toshiko Onizawa, Venida Evans, Whoopi Goldberg, Will Arnett, William Fichtner
Duração: 101 min.
EstúdioParamount Pictures
 Sinopse
Vítimas de experimentos genéticos, quatro tartarugas crescem anormalmente, ganham força e inteligência. Vivendo nos esgotos de Manhattan, elas são treinadas na arte do ninjutsu. Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatello, junto com seu sensei, Mestre Splinter, tem que enfrentar o mal que habita cidade: o Clã do Pé, comandado por Destruidor.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Tão semelhantemente a Transformers, As Tartarugas Ninjas seguem especificamente ao mesmo ritmo. Produzido por Michael Bay, é um longa divertido, mas acaba deixando a desejar devido a tanta diversão e pouco foco na trama, que deveria ter um toque um tanto menos engraçado e mais adulto. Para uma nova versão dos ninjas mais famosos do mundo, a produção falha no quesito e não conquista seus telespectadores, apelando a todo instante para humor e cenas de batalha sem lógica.

A cidade de Nova York está sendo assolada por um perigoso grupo de crime organizado intitulado Clã do . Seus conhecimentos em combate corpo a corpo e as armas são o mais perigoso possível, e cabe apenas aos vigilantes da cidade, salvarem-na desta ameaça. Mas o que as Tartarugas mutantes não sabem é que por trás deste clã, um velho inimigo espreita, e agora, Leonardo, Raphael, Michelangelo e Donatelo terão que enfrentar sua pior ameaça: o Destruidor. Mas seu segredo está em jogo. A jornalista April O’ Neil visualizou um combate dos vigilantes e agora novas revelações sobre seu próprio passado estão para serem descobertas. E uma arma aniquiladora, pronta para ser usada.


Como sempre, os filmes de Bay arrasam no visual, nos efeitos e na fotografia. Sem dúvidas este é um dos melhores pontos da trama. O enredo, baseado em outros filmes e nos quadrinhos dos heróis, deixa a desejar. Embora a trama seja muito bem elaborada, o foco no lado humorístico do longa acaba deixando as explicações e o momentos de tensão mais sem lógica do que o normal. O filme categorizado como ação, perde totalmente este lado e vira mais uma comédia sobrenatural. Nada muito diferente do que já se esperava. Os filmes de Bay (pós Transformers 1 e 2) acabaram perdendo um pouco a graça. Quando não temos um longa longo demais, com informações desnecessárias (como Transformers 4), temos um com falta de cenas, como acontece em Tartarugas Ninjas. São tantas piadas que o trama se desenrola muito rápido, sem que o telespectador perceba ou penetre com mais profundidade no próprio sentimento dos personagens. Mal conhecemos os heróis e eles já estão totalmente fixos em mais cenas de batalha e efeitos especiais. Sem contar que o trabalho com o vilão foi péssimo. Além da atuação amadora do ator, que convenhamos, não convenceu ninguém, seu protótipo de “arquiinimigo” não colou. O Destruidor é conhecido por ser um vilão imponente, poderoso, e o único que se equipará a seu nível de treinamento é Leonardo. Aqui ele mais pareceu um fantoche tosco, recheado de facas de cozinha. Em momento algum as cenas de combate contra o vilão transmitem algo chocante ou impressionante.

Mas não foi só o vilão que não convenceu na interpretação. Megan Fox passou longe disto. Após abandonar completamente a franquia Transformers, a mocinha sem dúvidas não colou como jornalista. Além de sem expressividade nas cenas, seu charme desta vez não foi suficiente. Adoro os filmes que ela atua, mas Tartarugas Ninjas não foi seu melhor. Ao final ela mais pareceu indiferente do que feliz pelas descobertas. Sua atuação é uma coisa seca, sem sal, e completamente decepcionante. Assim como a personalidade dos nossos heróis. Para fãs que acompanharam as séries televisivas, conhecemos bem os aspectos que diferenciam as tartarugas. Aqui há uma verdadeira "mistureba" de emoções e o único que a produção conseguiu deixar um pouco mais autêntico foi o personagem Michelangelo. Isso tornou As Tartarugas Ninjas um filme previsível, mediano, que com certeza garantiu uma boa bilheteria devido aos fortes efeitos especiais. Para um fã já dos heróis, o filme com certeza é uma falha, e esperamos com absoluta esperança que caso aja continuações, que tenham seus roteiros melhor explorados e não apenas fixo em piadas de duplo sentindo nada infantilizadas.




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