Resenha #242 - Dezesseis Luas (Beautiful Creatures)!



Título: Dezesseis Luas 
Coleção: Beautiful Creatures
Autor: Margaret Stohl e Kami Garcia
Editora: Galera Record
Ano: 2010
Especificações: Brochura | 488 páginas
ISBN: 9788501086914
 Sinopse
Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece... Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona.
Eleito pelo Amazon um dos melhores livros de ficção de 2009. Direitos de tradução vendidos para 24 países. Um filme da série está sendo produzido.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Algumas paixões estão predestinadas... Outras são amaldiçoadas!

Dezesseis Luas é o aclamado primeiro volume da série Beautiful Creatures das autoras Magaret Stohl e Kami Garcia, cercado de romance, mistério e uma pitada gótica por todo o seu cenário sobrenaturalmente envolvente.

Gatlin pode ser tratada como a cidade mais sem surpresas do mundo. Não a novidades e as pessoas que moram ali, são isso, pessoas que sempre moraram ali e que jamais deixarão de morar. Por toda a comunidade a monotonia domina e os moradores não dão mais importância. Menos Ethan. Ele se importa. Tendo perdido a mãe a poucos dias em um acidente, o garoto não vê a hora de sair desta cidade e construir sua vida fora, em um lugar menos parado e “certinho”. Mas sua ida pode estar com os dias contados. Quando Lena aparece a rotina da escola é modificado, e a vida de Ethan alterada para sempre. Ele finalmente encontra a garota que sonhou por tantas e tantas noites, e agora seu único desejo é amá-la. Mas este amor pode estar condenada. A muito mais por trás da velha família Ravenwood do que Ethan poderia esperar, e a pacata cidade de Gatlin é apenas uma fachada simpática para a o verdadeiro mundo místico e sombrio ao qual Lena pertence.

Com certeza Dezesseis Luas pode ser considerado um romance envolvente. E ai você vai me perguntar, “porque então uma nota tão baixa?”. E a resposta é: excesso de informações. A trama arquitetada pelas autoras é extremamente genial e com certeza trouxe um novo ponto de vista de como visualizar tanto o universo místico de bruxos, como também todo um plano sobrenatural novo. Infelizmente seu pecado é o excesso de páginas que o primeiro livro apresenta ter. Sem abordar temas muito centrados, a narrativa vai se tornando um tanto maçante e repetitiva, enquanto os eventos que devem levar ao desfecho da trama não prendem totalmente a atenção do leitor. E embora a leitura apresente levemente seus picos de adrenalina, suspense e sedução clichê romântica, a fórmula meio "crepusculesca" pode soar meio batida ou enfadonha.

Narrado em primeira pessoa, o livro é visto pelo ponto de vista do jovem Ethan, um personagem muito bem trabalho, de fato. Ele é um típico garoto que parece estar quebrando todos as regras impostas anos e anos a ele. Ethan é realmente um cara para se identificar, e embora seu lado romântico não seja o mais positivo, sua visão da trama é boa e não prejudica o leitor em momento algum. Seu ponto esta sempre morno e até os momentos de tensão, em sua forma de narrar, pode ganhar novas possibilidades.

Os personagens protagonistas criados por Stohl e Garcia não deixam a desejar. Muito bem estruturados, cada um apresenta uma peculiaridade espetacularmente sua, e embora o romance sobrenatural tome diversas vezes uma linha mais colegial, seus personagens ainda se mostram distintos. Impossível, mesmo com Ethan narrado, não se identificar principalmente com a protagonista Lena, a típica personagem nem boa e nem má que muita gente ama. São suas características mais humanas que tornam tudo ainda melhor e sedutor. E mesmo sua prima, Ridley, tendo definitivamente roubada a cena, não só como melhor antagonista, como aparentemente a personagem mais complexa, Lena ainda tem seu destaque exclusivo.

O certo e o fácil nunca são a mesma coisa.”

O ponto negativo de personagens vai para os antagonistas. Difusos e confusos, com quase 500 páginas as autoras parecem não ter conseguido fixar uma boa visualização para eles. E mesmo nas cenas de adrenalina e ação (as raras que livro tem, já que boa parte fica só no extremamente meloso e romântico lado da trama), eles não tem qualquer diferenciação. Suas descrições e atos ficaram vagos e superficiais e com certeza não é uma coletânea de adjetivos muito boa para um primeiro volume, de fato. As autoras passaram tanto tempo planejando o romance envolvendo Lena e Ethan que esqueceram de explorar os vilões. E a maneira como aparecem diversos, de uma só vez, ao me ver, ficou extremamente forçado. O combate final que deveria ter sido o ápice do livro, acaba se transformando num bate papo boa pinta entre os personagens, sem qualquer emoção ou sentindo, levando-se em consideração a tonalidade sombria que a antagonista Sarafine ganha durante o decorrer de toda a obra. E isso se vê perfeitamente bem na maneira vaga como o livro finaliza, fechando no fato talvez mais bobo ou propriamente não instigante que se possa imaginar.

Eu estava mesmo sozinho, e a única coisa pior do que estar sozinho era todo mundo ver o quanto você estava sozinho.”

A edição de Dezesseis Luas é bonita, de fato, mas sua capa não é das mais chamativa. Para mim, a cor salvou muita coisa, mas a ilustração em si, não representou a essência do livro ou se tornou algo chamativo. A revisão fica na fase do regular. Embora a Editora Galera Record capriche muito nas diagramações, este livro em questão tem uma bem simples e a revisão não foi das melhores. A edição que li tinha alguns erros de digitação bem chatinhos, que vira e mexe apareciam; nada muito crucial, mas que geralmente incomoda, de toda forma.


Dezesseis Luas tem uma trama promissora e dois protagonistas bem cativantes e apaixonados, mas o total de informações e seu desfecho no momento mais vago não me pareceu uma boa alternativa para uma narrativa longa e cansativa. Ainda pretendo me aventurar nos volumes seguintes. Sendo uma série, algumas pontas ficaram soltas, mas no momento, com certeza não vai ser minha primeira opção.



Aos 15 anos escrever fez ela entrar e sair de problemas assim como Lena. Escreveu e projetou muitos videogames populares, e é por isso que seus dois Beagles malvados se chamam Zelda e Kirby. Margaret se apaixonou por literatura americana em Amherst e Yale, fez mestrado em inglês em Standford e estudou escrita criativa.
Margaret adora viajar com suas filhas e atualmente mora em Santa Monica com seu marido também escritor.




Kami cresceu fora de Washington DC, usava muito preto, e passava horas escrevendo poesia em cadernos espirais. Como uma menina de raízes do sul, ela sempre foi fascinada pela paranormalidade e acredita em muitas coisas "anormais" que as pessoas não fazem. Ela é muito supersticiosa e nunca dormi em um quarto com o número "13" na porta. Quando ela não está escrevendo, Kami geralmente pode ser encontrada assistindo filmes de desastres, ouvindo Soundgarden, ou bebendo Diet Coke. Kami tem mestrado em educação, e ensinou na área de Washington DC, até que ela se mudou para Los Angeles, onde ela era professora e especialista em leitura por 14 anos. Além de ensinar, Kami era um artista profissional e grupos liderados de livros de fantasias para crianças e adolescentes. Ela mora em Los Angeles com o marido, filho, filha, e seus cães Spike e Oz (em homenagem a personagens de Buffy the Vampire Slayer).



4 comentários

  1. Este livro chama muita atenção pela capa, talvez pela cor. Gostei muito da história, mas sinceramente não é uma obra que tenho muita vontade de ler. Gostei da resenha,.
    Abraço, www.likelivros.blogspot.com.br

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  2. Não consegui me interessar por essa série, mas talvez eu assista ao filme só pra ter uma ideia da trama e quem sabe assim me dê vontade de ler os livros. Um fato que me chamou a atenção foi dele ser narrado pelo personagem masculino, já que a maioria das sagas são narradas pelas garotas.
    Adorei a resenha :)
    http://reticenciasliterarias.blogspot.com.br/

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  3. A história dessa série até tem potencial, mas também não conseguiu me conquistar não. Te confesso que nem sei porque exatamente eu não gostei, porque li já faz muito tempo kkkk mas não existia necessidade de tantas páginas, acaba só enrolando em certos momentos

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
    Tem resenha nova no blog de "Uma curva no tempo", vem conferir!

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    1. Oi Carol!
      Verdade, o número de páginas e sem dúvidas o ponto mais negativa. É muita pagina pra pouco acontecimento relevante. A maior parte do tempo só fica enrolando em responder algo que o leitor, obviamente, já tinha previsto ou já decifrou '-_- Talvez eu leia os outros, mas não vai pra minha meta por hora.

      Abraços
      David Andrade
      http://www.olimpicoliterario.com/

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