Resenha #237 - Veneno (Saga Encantadas Vol 1)!






Título: Veneno
Coleção: Saga Encantadas
Autor: Sarah Pinborough
Editora: Única
Ano: 2013
Especificações: Brochura |224 páginas
ISBN: 9788567028002
 Sinopse
Sexy, sarcástico e de prender a respiração!
Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos!
Não existe “Felizes para sempre”!
Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativaram por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos!
Veneno é o primeiro livro da trilogia Encantadas, e já é um best-seller inglês. Sarah Pinborough coloca os contos de fadas de ponta-cabeça e narra histórias surpreendentes que a Disney jamais ousaria contar. Com um realismo cínico e cenas fortes, o leitor será levado a questionar, finalmente, quem são os mocinhos e quem são os vilões dos livros de fantasia!


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Intenso, surpreendente e muito ousado. Essas seriam as palavras que eu definiria o primeiro livro da saga Encantadas, Veneno, em que Sarah Pinborough conta de forma mais realista um dos contos de fadas mais conhecidos do mundo, Branca de Neve.

O primeiro livro da saga Encantadas aborda o conto de fadas da Branca de Neve e os Sete Anões de uma forma bastante diferente do conhecido pela maioria das pessoas. A jovem princesa órfã de dezoito anos, Branca de Neve, é uma garota querida por todos de seu reino, principalmente pelo seu amado pai, por causa de sua simpatia, simplicidade e cuidado com o próximo. No entanto, isso não agrada muito a sua jovem madrasta (poucos anos mais velha que Branca), Lilith, que passa a desejar o reino só para ela e deseja casar a jovem princesa para mandá-la para longe do reino do pai. Com a partida do pai da princesa para a guerra, Lilith começa a trabalhar em seu propósito de casar Branca de Neve, porém, a jovem princesa não tem vontade de seguir o caminho almejado pela sua madrasta e acaba frustrando os planos dela. Lilith começa a perder sua paciência com a princesa e passa a tomar medidas impulsivas usufruindo de magia, que faz com que os súditos acreditem que a rainha deseja matar a jovem princesa. Graças a essas crenças, Branca de Neve se ver forçada a fugir do castelo e se refugiar com os seus amigos anões na floresta para escapar da ira de sua madrasta, onde passa a viver grandes e perigosas aventuras. 

No meio de todos esses acontecimentos, conhecemos a releitura de personagens bastante conhecidos, porém, possuidores de traços diferentes na obra de Pinborough. Entre esses personagens, podemos citar: o caçador, que é um jovem bastante valente e sedutor que se ver no meio da batalha de duas belas mulheres; o príncipe, que parece ser um rapaz apaixonado pela princesa e bastante bem intencionado (por mais que só tenha a conhecido dormindo dentro de um caixão de vidro); e os anões, os grandes amigos de Branca de Neve, que possuem o seus nomes relacionado à alguma peculiaridade emocional de cada anão (Eu me identifiquei muito com o Sonhador). 

A narrativa de Veneno ocorre em terceira pessoa, buscando recontar o conto de Branca de Neve com grande fidelidade aos acontecimentos do conto original, porém, Pinborough busca ser mais realista em sua narração abordando eventos que não foram (e não seriam) abordados no conto infantil. Entre esses eventos, podemos falar sobre as narrativas sexuais da autora, onde ela recorre a sutilezas para falar de todo o ato carnal para não ser explicita, ou até mesmo vulgar, em suas cenas apimentadas. Também podemos falar sobre as narrativas mais cruas, como a morte de algum personagem, ou os atos de frieza de Lilith com os que não lhe seguiam, onde a autora é bastante detalhista. 

A obra para mim foi uma leitura completamente surpreendente em sua essência, pois, eu esperava algo mais calmo em questão de narrativa, já que se tratava de uma releitura de contos infantis. No entanto, o livro mostra um realismo devastador nos contos de fadas, quebrando toda e qualquer imagem imaculada que você pudesse ter em relação às “mocinhas”, o que para mim foi bastante impactante de uma forma boa. 

Outro aspecto importante na elaboração de personagem é a essência da vilã, que não é a vilã malvada e perversa, simplesmente, por ser a vilã malvada e perversa. Lilith é uma vilã que ganhou minha simpatia por ter motivos de fazer o que faz e, além disso, não querer ser uma pessoa ruim de verdade, porém, acaba por se ver forçada a assumir o título de madrasta malvada como forma de defesa de seus objetivos. Sinceramente, espero a participação dela nas continuações e que ela consiga ter “um final feliz”, pois foi uma personagem que eu me afeiçoei bastante (Eu permito que me chamem de louco depois dessa). 

Minha avaliação do livro vai ser cinco estrelas, pois, mesmo sendo curto (pelo menos, a minha edição econômica é aparentemente curta) é uma ótima leitura para quem gosta de releituras e quem não se importa de ler aventuras com cenas “apimentadas”. Se for para definir o livro em uma frase, é: “Veneno é surpreendente”.



Sarah Pinborough é uma autora britânica. Seus contos foram publicados em várias antologias e ela também escreveu o décimo volume de Torchwood, Into the Silence, para a BBC Books.
Sarah foi duas vezes pré-seleccionada para o British Fantasy Award for Best Novel e quando ela não está escrevendo, normalmente pode ser encontrada rindo com os amigos e bebendo vinho


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