Cinema #116 - O Pequeno Príncipe!




Título: O Pequeno Príncipe
Gênero: Animação
Direção: Mark Osborne
RoteiroIrena Brignull 
ElencoAlbert Brooks, Benicio Del Toro, Bud Cort, Jacquie Barnbrook, James FrancoJeff Bridges, Jeffy Branion, Mackenzie Foy, Marcel Bridges, Marion Cotillard, Paul Giamatti, Paul Rudd, Rachel McAdams, Ricky Gervais, Riley Osborne
Duração: 108 min.
EstúdioOn Entertainment / Onyx Films / Orange Studio
 Sinopse
Tributo à obra popular de Antoine de Saint-Exupéry, que foi traduzida em mais de 250 línguas e que já vendeu mais de 145 milhões de cópias em todo o mundo, o filme é centrado na amizade entre um excêntrico velho, O Aviador (Marcos Caruso) e uma garotinha bem crescida que se muda para a casa ao lado com sua Mãe (Priscila Amorim). Através das páginas do livro do Aviador e seus desenhos, a menina (Larissa Manoela) descobre a história de como ele há muito tempo caiu em um deserto e encontrou o Pequeno Príncipe (Mattheus Caliano), um menino enigmático de um planeta distante. As experiências do Aviador e o conto das viagens do Pequeno Príncipe para outros mundos fazem a menina e o Aviador ficarem muito próximos, embarcando juntos em uma aventura memorável.


**********************************************************************
AVALIAÇÃO PESSOAL
**********************************************************************


O livro que encantou gerações e mais gerações atravessa novamente as telonas, em mais uma grande adaptação produzida pela On Entertainment, Onyx Films e Orange Studio, tendo direção por Mark Osborne. Desta vez, com uma visão mais modernizada do conto, e uma visualização estendida dos rumos da história, o telespectador se vê novamente apaixonado, não só visualmente (porque a grafia do filme está perfeita em todos os aspectos), mas também pelo enredo, tocante, crítico e muito bonito. O Pequeno Príncipe não poderia ter pedido melhor adaptação, tendo garantido um filme sem exageros ou falhas, onde o importante é transmitir uma linda e tocante lição, tanto aos adultos, quanto para as crianças.

 

Na nova trama, acompanhamos a vida de uma jovem garotinha que tem sua rotina toda planejada pela mãe controladora, tendo basicamente sua vida totalmente esquematizada até a ingresso da jovem em uma das escolas de maior calibre da região. Em vista disso, o dia da menina é todo esquematizado em uma tabela, desde as horas para estudar, as horas de comer, não podendo falhar em nada. A jovem menina, conhecendo a dor da mãe por ter sido abandonada pelo pai, segue a risca todos os desejos dela, sem se importar com seus próprios sonhos. Isso altera-se drasticamente quando uma mudança inesperada na vida das duas, acaba por colocá-las vizinhas de um idoso bem diferente dos moradores de um condomínio chique. Lá, a menina começa a aprender o significado e prazer de também brincar e se divertido, sendo levada no embalo da clássica história do pequeno príncipe, o jovenzinho de cabelos loiros que veio do asteróide B612 para a Terra em busca de um amigo.

Ao mesmo tempo em que o filme trabalha com problemáticas já vistas no livro (exemplo disto, a questão da fase adulta, quando nos vemos impedidos de nos divertirmos ou até mesmo sublimando nossos verdadeiros desejos infantis), como também trás novos assuntos, entre eles, a relação familiar, amizade, solidariedade, preconceito a idade e muitos outros. O que aparentemente parece clichê, foge totalmente a isto. Osborne trabalhou todas as temáticas de uma maneira unicamente encantadora, de forma que duas horas de filmes passam assim, sem que você perceba, ao embalo de um enredo cativante, engraçado e muito fofo. A animação, que tem como público chave as crianças, deve com certeza, conquistar todas as idades. A visão social que o filme retrata remete muito ao nosso dia a dia, sendo tudo automatizado, preparado, sem pensar em falhas. A principal mensagem que O Pequeno Príncipe trás esta justamente neste ponto, sobre crescer, mas não se deixar esquecer do que realmente importa, dos momentos que são realmente necessários.

A mãe da garotinha é vista até certo ponto com uma provável vilã, o que não chega a ser bem assim. A personagem é uma ambiguidade no roteiro, e os rumos e suas atitudes ficam mais claras conforme mais sobre o passado das duas vai sendo relevado, o que torna tudo encantador e mágico. Osborne também trabalha um provável futuro para a obra de Saint-Exupery. Apesar do roteiro não alterar o seu núcleo central, e diversas passagens do livro estarem também no filme (Gente, e são as melhores, porque quem leu sabe o quanto o livro é repleto de citações inesquecíveis), o diretor vai um pouco mais longe, introduzindo um futuro mais arrebatador e emocionante do que o esperado, não deixando o filme nada mais feio, mas pelo contrário, abrilhantando seu pensamento de aproveitar os mínimos momentos. Somos levados por uma trilha sonora instrumental linda, impecável, a cada nova cena, um efeito ou um cenário mais encantador que o outro, dando vida, literalmente, aos nossos sonhos.

 
 

O Pequeno Príncipe é, se não, um filme imperdível para todas as idades. Sem restrições e com temas emotivos e plausíveis, com certeza, já leva o nome de melhor animação deste ano que tive a oportunidade de conferir. Não deixe de ver também. Lindo, emocionante e totalmente mágico.


2 comentários

  1. Estou louca para ir ao cinema ver esse filme! *_*

    Beijos!
    http://postandotrechos.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Eu amei o filme, impossível não se emocionar.

    ResponderExcluir

Expresse-se