Cinema #117 - Maze Runner: Prova de Fogo!





Título: Maze Runner Vol 2: Prova de Fogo
Gênero: Aventura
Direção: Wes Ball
RoteiroT.S. Nowlin
ElencoAidan Gillen, Alan Tudyk, Alexander Flores, Barry Pepper, David House, Dexter Darden, Dylan O'Brien, Giancarlo Esposito, J. Nathan Simmons, Jacob Lofland, Jenny Gabrielle, Katherine McNamara, Kathryn Smith-McGlynn, Kaya Scodelario, Keith Jardine, Ki Hong Lee, Lili Taylor, Lora Martinez-Cunningham, Luke Gallegos, Matthew T. Metzler, Patricia Clarkson, Rosa Salazar, Shawn Prince, Tatanka Means, Terry Dale Parks, Thomas Brodie-Sangster
Duração: 131 min.
EstúdioGotham Group / Temple Hill Entertainment
 Sinopse
Na trama do próximo capitulo da saga, Thomas (Dylan O'Brien) e seus companheiros vão encarar seus maiores desafios: procurar por pistas sobre a misteriosa e poderosa organização conhecida como C.R.U.E.L. Sua jornada os leva até O Deserto, um cenário desolado repleto de obstáculos inimagináveis. Unindo-se com lutadores da resistência, desafiam forças superiores e descobrem seus terríveis planos para todos eles.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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O verdadeiro teste estava apenas começando!

Na segunda parte da franquia Maze Runner, adaptada da obra do autor James Dashner com o mesmo nome, vemos um mundo ainda mais apavorante do que o que foi apresentado dentro dos muros do labirinto. Thomas e seus amigos Clareanos estão confusos com os rumos que sua fuga do labirinto tomou, sendo levados até uma área protegida no deserto. O que eles não sabem é que o CRUEL planeja um novo teste, ainda mais feroz que o anterior. Em um cenário hostil, tomado por verdadeiros zumbis, Thomas, Minho, Newt, Caçarola e Teresa terão que enfrentar perigosos obstáculos, enquanto forjam alianças instáveis, sem a certeza de qual destino tomará seu futuro.

O filme começa exatamente onde o primeiro acabou, então não se preocupem quanto a longo saltos temporais. Prova de Fogo foi se não um amadurecimento espetacular do que pareceu ser bem mais um filme teen em Correr ou Morrer. A escala de suspensa, susto e perigo vão as alturas com este novo longa, e a exploração que a direção fez de toda a trama ficou excelente. Ao iniciar das primeiras cenas, já teremos mais revelações sobre o passado de nosso protagonista, Thomas, que visivelmente, cresceu tanto de um filme para o outro.O elemento central na trama é assustar os telespectadores com cenas semelhantes a um verdadeiro terror, então, esteja sempre atento a tela e prepare seu coração.

 
 
 

O visual do filme também se destaca. Wes Ball não mentiu quando afirmou que o telespectador seriam jogados em um mundo novo e gigantesco. A dimensão artística e ao mesmo tempo apavorante que o deserto ganhou são coisas estrondosas e magnificas. Se não ver pelo gosto da sinopse, vale a pena assisti-lo só pelo visual, sem dúvidas. Com efeitos bem melhores, não tem uma só cena durante a busca de nossos heróis que não perdemos o fôlego avaliando toda a enormidade que o ambiente ao redor deles ganhou. A direção soube não só trabalhar bem com maquiagem e tudo mais, como também ganhou nossa empatia pela exploração maior de todos os personagens em questão, desde os que já nos acompanham no primeiro longa, quanto os que chegaram agora, roubando cenas. E por falar em roubar cenas, sem dúvidas Kaya Scodelario é quem mais roubou. A atriz realmente, desta vez, encorporou bem a personagem Teresa, não só nos gestos e ações, mas também na forma como lidava a cada situação, no atrevimento e acima de tudo, na diferença total de pontos de vistas que ela tem de divergência com Thomas. Largamos totalmente o clima romântico do outro filme (porque Maze Runner não é um filme para adolescentes apaixonados) e entramos em um relacionamento complexo e muito mais atrativo.


Dylan O' Brien também atuou excelentemente bem, assim como todo o cast masculino. Suas caras e bocas deram as cenas emotivas toda a grandiosidade que elas mereciam, e também ilustraram bem a reação que provavelmente o telespectador gostaria que fosse ilustrado. Em momento algum pareceu forçado ou desconectado. Assim como todo os outros homens da franquia. Sabemos que desde Correr ou Morrer, o cast demonstrou ter uma química muito boa, e isso só se intensificou no segundo filme, que convenhamos, deu de lavada no primeiro. 

Mas como falei, o trunfo final ficou na mão das garotas. Kaya Scodelario roubou muito as cenas, já que sua participação se mostrou maior, mas quem realmente "mitou" pelo set foi Rosa Salazar, que chegou ao elenco agora, e já mostrou a que veio. Sua personagem, Brenda, não só muito inteligente, enfrenta as dificuldades de já conhecer o mundo devastado pelo Fulgor, tendo perdido diversas pessoas que amava durante esta verdadeira guerra biológica; razão esta que fez dela um mártir tão semelhante a outra heroína distópica bem conhecida. Ball deu vida um triangulo amoroso, que não é tão amoroso assim, não romantizando cena alguma, mas sendo sutil na temática, tratando-a indiretamente, e mesmo assim, conseguindo arrancar do telespectador  diversos suspiros, e no minuto seguinte, fazendo-o perder o fôlego, porque algumas cena de ação está se procedendo ao redor dos nossos heróis.

Por fim, para os fãs do livro, o que pode abalar são as diversas mudanças. Em termo adaptação, eu descreveria ele como um Percy Jackson e o Mar de Monstro 2.0. Para quem ainda não leu a trilogia completa, o que aconselho é lê-la, pois, como o próprio Wes Ball e o autor, James Dashner, postaram em suas contas do twitter, Prova de Fogo tem muito mais do terceiro livro do que do segundo. São pouquíssimos aspectos que a direção guardou do segundo livro, sem dúvidas. E existem diversas revelações que só ocorrem ao fim da trilogia que pode acarretar na perca do mistério que envolve todo o livro. O fato é, mesmo com um trabalho extremamente diferente que a Fox fez (porque ela gosta de mudar a história original), o filme não perder pontos se não avaliado pela fidelidade. Ao mesmo tempo que se perdeu algo, se ganhou muito mais. Gostei principalmente da maneira com que os produtores exploraram o passado dos outros personagens, incluindo Brenda, Teresa e Ava. São sem dúvidas estes pontos que transformam o filme, em alguns momentos, em uma versão melhorada dos livros, com mais detalhes.

Sem duvidas Ball tem uma trilogia grande nas mãos, e se o trabalho no terceiro for tão bom quanto no segundo, podemos esperar muita emoção para seu desfecho. Maze Runner apresentou, mesmo com as diferenças, um enredo muito mais melhorado e emocionante do que Divergente, sendo, pra mim, a segunda melhor distopia do momento (porque ninguém rouba o primeiro lugar de Jogos Vorazes, desculpem).


4 comentários

  1. Oi, David! Tudo bem?
    Ainda não conheço a história de Maze Runner! Por isso, acho que não vou ver esse filme por enquanto!!
    Adorei o post!
    Abraço
    mundoemcartas.blogspot.com.br

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  2. Legal David, mesmo que não seja uma adaptação 100% (O que não existe mesmo) acho que o filme realmente promete um bom entretenimento, basta aqueles que leram desapegar um pouco dos detalhes e curtir o filme.
    Provavelmente eu irei assisti-lo amanhã hehehehe \0/

    Abraço,
    Diego de França
    www.leitorsagaz.com.br

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  3. Olá,
    Eu já li Correr ou Morrer e Prova de Fogo, estou com A Cura Mortal aqui esperando minha leitura, mas apesar disso ainda não cheguei a ver o filme, mas é provável que eu faça isso em breve. Gostei da resenha.
    Beijos.
    Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

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  4. Oi, David!!
    Tenho tanta coisa pra falar sobre esse filme, que vou ter que fazer um post. rs
    Gostei bastante da sua resenha, e concordo com você, em partes.
    Eu estava muito ansioso, e de uma forma surpreendente o Scorch superou minhas expectativas.

    Até mais,
    http://entreserieselivros.blogspot.com.br/

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