Cinema 118 - Divertidamente!





Título: Divertidamente
Gênero: Animação
DireçãoPete Docter, Ronaldo Del Carmen
RoteiroJosh Cooley, Meg LeFauve, Pete Docter
ElencoAmy Poehler, Bill Hader, Bob Bergen, Carlos Alazraqui, Diane Lane, Jess Harnell, Kyle MacLachlan, Laraine Newman, Lewis Black, Lori Alan, Mindy Kaling, Paula Poundstone, Phyllis Smith, Richard Kind, Teresa Ganzel
Duração: 102 min.
Estúdio: Pixar Animation Studios / Walt Disney Pictures
 Sinopse
Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no centro dos Estados Unidos, para viver em São Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. Embora esses grupos sejam normalmente organizados, a chegada de Riley a uma nova escola faz com que todas as emoções se misturem.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Divertida Mente é uma curta alegre, bonito e espetacularmente bem bolado. Pode-se dizer que a Pixar acertou novamente. Sem muitas expectativas para este filme, me vi surpreendido por tudo que ele vem nos mostrar, e embora não tenha sido um dos melhores da produtora (acho que os clássicos ainda são os melhores), o longa é diversão garantida.

Em sua trama conhecemos o nascer de Riley, uma menininha que está sendo bem recebida pela nova família. Ao mesmo tempo, presenciamos o surgimento de Alegria, a emoção que rege a garota em seus primeiros instantes de vida. Com o decorrer do filme, novos personagens vão sendo apresentados, como Tristeza, Nojo, Raiva e Medo. E ao mesmo tempo em que estas novas emoções vão surgindo, Riley vai crescendo. A menina possui uma vida feliz, sempre tomada pelas mais constantes lembranças alegres. Tudo começa a desmoronar quando Rilye acaba se mudando de sua cidade, perdendo tudo que já havia conhecido. Em sua nova casa, estando entrando na adolescência, a menina enfrentará os obstáculos de se adaptar, se encaixar e localizar seu lugar neste novo mundo ao seu redor. E é nesta constante de sentimentos que um acidente acaba jogando Alegria e Tristeza para fora da sala central no cérebro da garota, fazendo-as  entrarem em uma verdadeira viagem pelo subconsciente de Riley em busca de reaver o controle e felicidade da garota.

Descrever a idéia central de Divertida Mente é algo complicado. A centralidade do filme está focada na busca de Alegria e Tristeza de se reunirem as outras três emoções e restabelecerem o controle emocional de Riley mais uma vez, mas o filme explora muito mais que isto. Durante todo o decorrer do longa somos guiados por ensinamentos que focam temáticas como amizade, amadurecimento, escolhas e família (principalmente). A animação, mesmo parecendo despretensiosa para os pequenos, trás um arcabouço variado de analogias e símbolos que remetem as teorias psicológicas. Na realidade, algumas são até empregadas e explicadas de uma forma mais simplificada, claro, sofrendo alterações, não só para se adaptar ao humor do filme, como também para não mecanizar os personagens ou o enredo. A Pixar sempre tem muitas surpresas para seus telespectadores; profundidade, e em Divertida Mente isto não é exceção. O jogo que o roteiro escrito por Pete Docter, Meg LeFauve Josh Cooley trás é algo incrível e ao mesmo tempo emocionante, colocando a protagonização do longa nas mãos de duas emoções tão antagonistas uma a outra. Tristeza e Alegria são as estrelas da vez, e durante sua viagem pela mente de Riley, somos arrebatados por divertidos conceitos teóricos como a memória de curto e longo prazo, subconsciente humano e as suas capacidades, e até mesmo a formulação dos sonhos. Em cada etapa, uma piada e um aprofundamento mais elaborado.

  
 
  

Outro ponto extremamente positivo é que o filme não romantiza qualquer momento da trama. E também não "vilaniza" a Tristeza, muito pelo contrário, ela é uma das emoções com a qual você mais pode se identificar ou suspirar. A Tristeza cuida dos momentos mais fofos e emotivos da trama, e até mesmo quando parece que ela é culpada, imediatamente somos levados a enxergar por outro lado, pelo lado de que ela está ali não por mera coincidência, entretanto por um maior plano de fundo que envolva sua participação. Em Divertida Mente não temos um vilão; temos emoções, que podem em momentos serem boas, ou serem más, tudo depende de como as pessoas e o ambiente a nossa volta interagem conosco.

Muito colorido, a Pixar conseguiu mais uma vez encantar seu telespectador. O único ponto negativo ao meu ver foi a pouca exploração do sentimento Nojo, que é o mais apagado, e geralmente só participa das piadas mais óbvias e menos sugestivas. Acredito que a participação da personagem tenha sido apenas para estimular o humor na trama ainda mais, o que de toda maneira, não é ruim. Divertida Mente é uma animação bonita, inteligente e imperdível, tanto para as crianças (que irão rir do começo ao fim) quanto os adultos, que terão uma absorção ainda maior de toda a grandiosidade da trama.




2 comentários

  1. Oi David!
    Eu gostei muito de divertida mente, os personagens são ótimos (principalmente a tristeza) e tem vários ingredientes diferentes do que a gnt costuma ver. Acho que só não gostei muito dessa centralidade na viagem q vc falou, n sei, acho q eles poderiam ter inventado uma história melhor em cima deles =/
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  2. Quero muito assistir esse filme. Eu me matava de rir só no trailer.
    Eu acho que a Pixar acertou nesse filme. Emoções que tem emoções. Dá até nó no cerebro hahhha
    Beijos
    Balaio de Babados

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