Resenha #247 - A Cura Mortal (Maze Runner Vol 3)





Título: A Cura Mortal
Coleção: Maze Runner
Autor: James Dashner
Editora: V&R Editoras
Ano: 2012
Especificações: Brochura |368 páginas
ISBN: 9788576833888
 Sinopse
Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo CRUEL, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no CRUEL? Talvez a verdade seja ainda mais terrível... uma solução mortal, sem retorno.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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A Cura Mortal, terceiro e último volume da aclamada trilogia Maze Runner, encerra com maestria esse aventura cientifica cheia de ação, amizade e ficção, somando elementos e personagens inesquecíveis para qualquer leitor descuidado. Depois de tantas resenhas um tanto quanto negativas sobre o desfecho da trilogia, posso dizer que James Dashner me surpreendeu, com um enredo mais maduro ainda que Prova de Fogo (segundo volume), cenas eletrizantes, e personagens que realmente se mostraram durante o decorrer destas curtas 364 páginas finais.

Thomas e seus amigos escaparam do labirinto... E superaram o deserto. O pesadelo que parece nunca ter fim, finalmente precisa acabar. Depois de longas semanas trancado em uma sala inteiramente solitário, o garoto só quer descobrir uma maneira de destruir de uma vez por todas os planos do CRUEL, organização que elaborou todos os testes pelos quais ele e seus companheiros tem passado. Mas depois de tantas perdas, seria ele capaz de travar mais esta batalha? Há que momento, uma vida humana pode valer mais que as outras? A base para uma possível cura para o temido Fulgor está quase pronta, mas para isto Thomas terá que fazer um último sacrifício, testando não só seus limites, mas também sua existência. Seria ele capaz de suportar as verdades que tanto quis encontrar? Qual o custo por um provável futuro melhor?

O enredo de Dashner é inteligentemente suave. Depois de uma reviravolta na vida de seus personagens, posso assumir pessoalmente que estou satisfeito com o desfecho desta trilogia. Os eventos que se iniciaram em Correr ou Morrer, como uma narrativa seca, parada e cheia de perguntas que não foram respondidas, tem seus pontos principais finalizados em A Cura Mortal, não falhando neste quesito e totalizando ainda mais emoção para a trilogia. A história que aparentemente parecia bem infantilizada, ganhou novos ares conforme o autor deixou sua escrita amadurecer, e isso comprovamos quando experimentamos ler os livros. A escrita de Dashner me viciou de uma forma que foi impossível parar. O terceiro e último livro de Maze Runner está cercado de sacadas críticas bem elaboradas, humor extremamente negro e irônico, e ainda cenas avassaladoras de pura emoção, desde as mais emotivas, para as mais apavorantes. Dizem os fãs que não gostariam de viver na realidade de Jogos Vorazes. Experimentem tentar viver nesta realidade aqui. Além de surreal, a trama mais pareceu-me um verdadeiro apocalipse zumbi, onde a sociedade está cada vez mais sucumbindo ao seu lado animalesco. O grotesco de tudo isso, é que os personagens de Dashner só passam a se destacar e aparentam pensar com mais clareza, após essa nova visão animal da vida humana. Além de trabalhar com racionalidade, o autor ainda explora corrupção e traição dentro de um universo distópico, onde é realmente impossível prever quais os próximos passos seus personagens irão tomar. Em A Cura Mortal somos a todo instante bombardeado com revelações destruidoras sobre o futuro e o papel de nossos heróis, e cruel e verídico, nas mãos de Dashner, nenhum personagem está salvo da morte.



Thomas foi sem dúvidas o personagem que mais amadureceu. O garoto com o qual inicio tive uma espécie de misto de raiva e ódio, destacou e eu finalmente torci para que ele fosse feliz. Após ler os dois primeiro volumes você chega a imaginar que o personagem já sofreu o suficiente... Não se deixe enganar. Este terceiro volume só serviu ainda mais para comprovar minha teoria e mudar totalmente minha forma de enxergar Thomas. Além de ser apenas um garoto desmemoriado, querendo respostas, inevitavelmente ele vê as pessoas a sua volta morrerem, sacrificarem-se, enquanto ele parece congelar no tempo. As perdas que acontecem em A Cura Mortal só reforçam a imensa cicatriz psicológica que o protagonista adquiri no decorrer dos livros, fortalecendo nosso vínculo com ele, e torcendo ainda mais pela sua felicidade ao fim.

O mesmo já não posso dizer dos outros personagens. Um ponto que me decepcionou um pouco foi o fato do autor não explorar muito seus personagens secundários. O passado dos protagonistas fica um pouco mais claro (não tanto quanto o leitor espera, porque também ainda ficam algumas perguntas no ar), mas os secundários não possuem vez. Finalizamos os livros sem saber mais sobre Minho, Newt, Brenda, Teresa, Aris e muitos outros que compõe o elenco principal. Ao me ver, levando-se em consideração o número de páginas de cada livro, o autor poderia ter explorado estes personagens um pouco mais, dentro da própria trilogia, e ter fornecido também mais informações sobre o passado dos próprios protagonistas, que ainda deixam uma oscilação meio aberta. Assim como o enredo. As questões são resolvidas, no entanto, poderia ter havido, também, uma maior explanação geral sobre tudo, com mais detalhes sobre os dados que os antagonistas tanto buscavam, referencia maior as famosas “variáveis” e em diversos momentos da trama, tratando apenas do envolvimento de determinado personagem naquilo tudo. Porque ele? Qual característica foi usada para escolhê-lo? Nesse quesito Dashner peca um pouco, e o final que poderia ter ficado ainda mais surpreendente, sobra e fica um tanto quanto aberto, tendo espaço para mais.

Por fim, nada que deixe peças soltas ou atrapalhe a leitura. Como mencionei, o essencial é respondido. As perguntas que sobram são questões secundárias, que tenho certeza que os leitores adorariam decifrar. Sendo a trilogia o nome que é na atualidade, A Cura Mortal é a pedida perfeita para quem quer se aventurar em uma boa leitura com muita ação a cada capítulo, dotado de uma edição tão bonita quanto seus volumes anteriores e uma revisão que jamais deixa a deseja.



James Dashner nasceu na Georgia nos Estados Unidos e mora atualmente em Utah também é autor da serie The 13th Reality. Ainda não acredita que ganha por fazer o que mais gosta: escrever.









9 comentários

  1. Eu ainda quero ler essa trilogia, mas tem tantas outras pela frente! Fico confuso com isso hahaha
    Até mais.
    estantedoluiz.blogspot.com

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  2. Olá!
    Tua resenha ficou muito boa, mas eu não tenho interesse nessa série. :(

    abraços
    mundoemcartas.blogspot.com.br

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    1. Oi Markus
      Obrigado :)
      Nem sempre agrada, mas é uma trilogia boa, mediana eu diria

      Abraços
      David Andrade
      http://www.olimpicoliterario.com/

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  3. Oii, tudo bem?
    Assim que vi sua resenha, lembrei do Newt, eu adorei o livro que tanto me prendeu, tinha razão que Thomas amadureceu, como reagiu na parte do Newt? Eu tive que chorar porque ele era meu favorito <3 Está de parabéns pela resenha e pelas fotos *-*
    Beijos
    www.doceliterario.com

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    1. Oi Amanda
      Ahh amor, nem fala, Newt <3

      Abraços
      David Andrade
      http://www.olimpicoliterario.com/

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  4. adorei as fotos! Só queria comentar isso mesmo, pq ainda nem li o primeiro... bjs

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    1. Ahhh
      Obrigada Cissa. Você é uma fofa :3
      Se tiver oportunidade, leia muito o primeiro.

      Abraços
      David Andrade
      http://www.olimpicoliterario.com/

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  5. Oi David!
    Tenho curiosidade de ler a saga, mas não é o prioridade, sabe? Se tiver oportunidade, lerei. Parece ser empolgante.
    Ps.: Adorei essa de "inteligentemente suave".
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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    1. Oi Mariana!
      Ahh obrigado :)

      Abraços
      David Andrade

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