Resenha #258 - O Mapa de Vidro (Mapmakers Vol 1)!




Título: O Mapa de Vidro
Coleção: Mapmakers
Autor: S.E Grove
Editora: Verus
Ano: 2015
Especificações: Brochura |396 páginas
ISBN: 9788576863540
 Sinopse
Ela conhecia o mundo somente por meio de mapas. E não tinha ideia de que eles poderiam ser tão perigosos. Boston, 1891. Sophia Tims vem de uma família de grandes cartógrafos. Desde a Grande Ruptura em 1779, quando todos os continentes foram lançados a uma era diferente – da pré-história a um futuro distante – esses exploradores viajam e mapeiam o que é conhecido como Novo Mundo. Há oito anos, desde que seus pais não retornaram de uma missão urgente, ela vive com seu tio Shadrack, o melhor cartógrafo em Boston. A vida com seu brilhante, adorado e distraído tio, ensinou Sophia a cuidar de si mesma. Quando Shadrack é sequestrado por pessoas que estão atrás de um poderoso artefato, ela é a única que pode salvá-lo. Ao lado de Theo, um refugiado do oeste, ela embarca em uma aventura por cidades secretas e mares desconhecidos baseando-se apenas nos mapas deixados por seu tio e sua intuição. O que Sophia e Theo não sabem é que suas próprias vidas estão em perigo quando se descobrem segredos há muito enterrados. O mapa de vidro vai fazer você mergulhar em um mundo de fantasia autêntico e intrigante, com uma heroína que vai ganhar o seu coração.
Cortesia Verus Editora (Grupo Editorial Record)


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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O livro “O Mapa de Vidro” é uma obra que mistura distopia, ficção, aventura, mistérios e magia… E talvez por isso o livro tenha saído um pouco confuso. Calma, vocês vão entender. 

A história é narrada por Sophia Tims, que é sobrinha de um famoso cartógrafo na Boston de 1891, Boston essa que vive um período delicado após um grande acontecimento geográfico: a Grande Ruptura, onde o espaço tempo foi alterado e agora o dia tem 20 horas e o mundo não é mais o mesmo, geograficamente falando. Quando muito nova, os pais de Sophia saíram numa expedição com a finalidade de estudarem os efeitos dessa Grande Ruptura, mas eles desapareceram misteriosamente, o que fez com que Sophia ficasse aos cuidados do tio, Shadrack Elli.

ACONTECEU HÁ MUITO TEMPO, quando eu era apenas uma criança. Naquela época, os arredores de Boston ainda eram terra de cultivo, e eu passava os longos duas de verão brincando ao ar livre com meus amigos, voltando para casa quando o sol se punha. Fugíamos do calor no riacho de Boon, que tinha uma correnteza rápida e uma piscina natural profunda.

Após a notícia de que as fronteiras de Nova Boston serão fechadas, e que ninguém poderá mais sair ou entrar no país, Sophie e seu tio armam um plano para saírem do país e buscarem os pais de Sophie, mas infelizmente o tio dela é sequestrado, e ela deve decidir se continua sua missão sem o tio ou vai ao resgate dele… É uma escolha difícil para uma criança de 13 anos sozinha no mundo.

Tornou-se evidente que, em um momento terrível, as várias partes do mundo se separaram. Elas se desprenderam do tempo. Girando livremente em diferentes direções, cada pedaço do mundo fora lançado em uma era diferente. Quando aquele momento passou, os pedaços ficaram espalhados, tão perto espacialmente uns dos outros como sempre estiveram, mas irremediavelmente separados pelo tempo. Ninguém sabia a idade real do mundo, ou qual das eras causara a catástrofe. O mundo como conhecíamos havia se partido, e um novo mundo tomara seu lugar. Nós chamamos esse momento de Grande Ruptura. - Elizabeth Elli para seu neto Shadrack, 1860

A história é por vezes confusa, como se a autora jogasse muitas informações ao mesmo tempo, mas não soubesse como explicá-las, porém, o livro possui muitas surpresas e descobertas. A magia é frequente, novos horizontes, amizades. Onde existem desafios inimagináveis a serem explorados e conquistados. O Mapa de Vidro é uma trilogia onde a aventura está apenas se iniciando! Com o decorrer da trama possa ser que seu desenvolvimento melhore, mas no momento, o excesso nas descrições e informações, a fusão de tantos assuntos, geraram uma impressão bem indistinta na minha cabeça, não colaborando para interligar os fatos. A personagem de S.E Grover também não foi algo estupendamente atrativa. Sua postura no enredo se mostrou tão entendiante em alguns momentos quanto a história em si. E devido a isto, a leitura não fluiu como esperava. Talvez menas informações tivessem colaborado para uma melhor leitura. Quero acreditar que os volumes seguintes sejam mais maduros, explicativos.

Sem dúvidas O Mapa de Vidro é bem mais um livro visual. A edição feita pela Verus Editora ficou extremamente linda e encantadora. A capa não é tão atrativa, mas o interior do livro é, recheado de mapas e marcadores de capítulos mega diferentes.

  
  



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