Resenha #259 - A Torre Partida (Saga da Terra Conquistada Vol 2)!






Título: A Torre Partida
Coleção: Saga da Terra Conquistada 
Autor: J. Barton Mitchell
Editora: Jangada
Ano: 2015
Especificações: Brochura |472 páginas
ISBN: 9788564850941
 Sinopse
Neste segundo volume da Saga da Terra Conquistada, Mira, Holt, Zoey e Max embarcam numa jornada épica em busca da Torre Partida - um marco famoso e sombrio no meio do cenário mais perigoso do mundo: as Terras Estranhas. Os poderes de Zoey despertam, mas quem ela é continua sendo um mistério. Tudo o que ela sabe é que precisa chegar à Torre Partida. Os alienígenas, chamados pelos sobreviventes de Confederados, perseguem Zoey, e entre eles um novo grupo cujas intenções parecem diferir das dos demais. Para tornar tudo pior, o Bando - grupo que persegue Holt - também está nas Terras Estranhas, liderado por uma bela e ameaçadora pirata chamada Ravan. Assim como o primeiro amor de Mira, Benjamin Aubertine, cuja ambição desmedida para chegar à misteriosa Torre pode levar todos à morte. E há também as próprias Terras Estranhas, que inexplicavelmente começam a se expandir, tornando-se ainda mais poderosas e mortais. De alguma forma, tudo parece ligado à Zoey, e quanto mais perto da Torre mais enfraquecida ela parece ficar.
Cortesia Editora Jangada (Grupo Editorial Pensamento)

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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O mundo é um reflexo de nós mesmos.

A tirados em um território hostil e desértico, Holt, Mira e Zoey enfrentam novos e mortais perigos nas temíveis Terras Estranhas. Cercados pelo mistério implacável que se oculta no passado de Zoey, o trio segue rumo à famosa Torre Partida, centro das Terras Estranhas e local onde a menina acredita que encontrará as respostas que busca. Mas os Confederados estão na cola dos três e mais uma vez, Holt e Mira precisaram enfrentar seus próprios passados. O retorno de dois antigo amores abala as estruturas do dois, e o destino da Terra, e talvez sua única salvação está em jogo, em uma perseguição mortal pela libertação humana.

Tomado de adrenalina do começo ao fim (identicamente ao volume anteriorA Torre Partida, segundo volume da série Terra Conquista é um prato cheio e delicioso para os amantes de uma boa ficção. Dotado de conceitos críticos e intrínsecos, a narrativa mostra suas cores conforme os personagens que amamos desde os últimos eventos no livro passado, vão enfrentando seus traumas e amadurecendo. Inteligentemente, J. Barton Mitchell guia seu leitor por cenários magníficos e apavorantes, ao mesmo tempo em que nos asfixia com momentos eletrizantes de pura adrenalina. Em A Torre Partida, ficou evidente o quanto a saga do autor é poderosa no sentido máximo da palavra. Se você se divertiu lendo Cidade da Meia Noite, você vai morrer de amores por este segundo volume. Tão intenso quanto o outro, Mitchell conseguiu criar personagens ainda mais complexos e atrativos que seus próprios protagonistas, em uma trama mais consistente. Mas são seus cenários devastados, ricos nas descrições e extremamente perigosos, que proporcionam toda uma experiência diferenciada. Mitchell conseguiu inovar no quesito inteligência, e fundindo a ciência com a ficção, originou lugares que com certeza, mesma com uma imensa carga de perigo, você gostará de visitar.

Os limites são uma bobagem. Eles não existem, a não ser na sua cabeça.

Como mencionei acima, eu sem duvidas adorei cada instante sufocante com este livro. Ficou evidente o amadurecimento que os protagonistas do autor ganharam no desenvolver de toda esta trama fantástica. Mira é sem dúvidas a que mais cresceu. Sua desenvoltura por toda a aventura é algo impreciso, oscilante, e só nos momentos finais é que vemos o quanto ela cresceu e se tornou sábia. Aquela personagem bobinha, engraçada, fofa e um tanto quanto ingênua, muda completamente, conforme vai enfrentando revelações bombásticas. Mas Holt também mudou. Já no primeiro livro temos uma brecha de seu passado nada heroico, e neste segundo, ganhamos mais amplitude sobre isto. O autor estuda o passado de todos os dois, confrontando-os com os eventos que irão se proceder no futuro. Ou seja, vemos um Holt mais sombrio, individualista, contrastar com um Holt amoroso e altruísta. 



A obra narrada em terceira pessoa dá uma verdadeira varredura por todo o cenário, e essa riqueza fica clara nas cenas de combates eletrizantes. A narrativa sempre parte da visão de algum personagem especifico, avaliando tudo e todos a sua volta, por isto, desta vez, teremos um arcabouço de pontos de vistas, desde os três que já conhecemos, porque sim, Zoey tem uma grande importância e influencia em todos os eventos deste livro, e sim, descobriremos quais segredos ocultando-se em seu passado, e quem ela realmente é. No entanto, no foi este o ponto principal dos pontos de vista que mais me chamou atenção. Mitchell rendeu uma narrativa particular também aos antagonistas, Confederados, descrevendo seus sentimentos frente a sua busca implacável pela menina, ou até mesmo, seus anseios destrutivos. Assim como rolou com Ravan (mulher do passado de Holt) e Ben (amigo de Mira) que ganham também no quesito complexidade. O interessante neste autor são as firmezas com que ele estrutura os novos personagens em seu enredo, como se eles sempre tivessem feito parte. E também a exploração emocional e psicológica que cada personagem tem. Ninguém, nem mesmo o mais figurante, fica raso no desenvolvimento de J. Barton. Todos possuem uma história, um passado, e como tal, deve ser contado e aprofundado na medida certa.

Sem dúvidas, dos novos integrantes, Gideon é o mais atrativo. Líder nos diálogos mais reflexivos e controversos da obra, o personagem, pelo pouco que participa, mostra a que veio, e rouba a cena, até mesmo, dos mocinhos. Sábio, forte, destemido, são qualidades que você encontra no improvável homem moribundo e cego, crente na salvação. Seus ideais são transmitidos de uma maneira tão fervorosa pelo autor, que fica quase impossível não se identificar, embora, as verdadeiras ambições dele sejam imprevistas em um primeiro contato. Só torna-se impossível não gosta da sua ideologia.

Assim como todos os outros elementos da trama, desde o romance (que neste aqui vira um verdadeiro quadrado amoroso e mesmo assim consegue se instigante) ao enredo, inteligentemente estupendo, reflexivo e complexo, Mitchell conseguiu alternar tudo com esmero, não tornando, o livro com quase 500 páginas, cansativo em momento algum. Trabalhando com o tempo-espaço, o leitor faz uma verdadeira viagem pelas dimensões do impossível e ao fim, a impressão que fica é que A Torre Partida pode ser sem dúvida considerada uma Odisseia cientifica.

“Nada que tenha valor é conquistado sem dor.

A capa, como sempre, extremamente atrativa, falando muito sobre os cenários que tanto exaltei. Editora Jangada me ganhou visualmente. E o final do livro, garante, já de quebra, ao leitor, uma continuação e um desfecho magnífico, ou pelo menos é isto que eu espero de mais uma série estonteante que tenho a oportunidade de conhecer. Se você for amante da pura ficção cientifica, a série Terra Conquistada é uma pedida mais que necessária para você ler.




É escritor e criador de ficção-científica especulativa, bem como fotógrafo, viajante, leitor, e as noites combatente do crime ocasional.








5 comentários

  1. Oi, David!
    Essa capa com essa sequência de DNA.. Será que tem alguma coisa a ver com a história do livro?
    Não conhecia a história e nem o autor mas, por sua resenha, parece que é bem bacana.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    Respostas
    1. Oi Lu!
      Tem sim. A Torre que eles estão buscando tem essa forma ^^

      Abraços
      David Andrade
      http://www.olimpicoliterario.com/

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  2. Adoreei! De acordo com sua resenha, até me interessei pelo livro! Aqui está o meu blogger, já estou seguindo o seu! http://literariooutono.blogspot.com.br/

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  3. Que maravilha de resenha David, meu caro! Sem dúvidas lerei esta série e mal posso esperar para descobrir mais sobre este território hostil e desértico! hehehe Não conhecia o autor, nem a obra em questão. Vou procurar para ler, adorei. XD

    Parabéns por post tão fenomenal, grande abraço.

    Ewerton Lenildo - Viajante das Letras.
    viajantedasletras.blogspot.com

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