Cinema #122 - Cidades de Papel!





Título: Cidades de Papel
Gênero: Aventura
Direção: Jake Schreier
Roteiro: Michael H. Weber, Scott Neustadter
Elenco: Austin Abrams, Caitlin Carver, Cara Buono, Cara Delevingne, Griffin Freeman, Halston Sage, Hannah Alligood, Jaz Sinclair, Jim R. Coleman, Josiah Cerio, Justice Smith, Madeleine Murden, Meg Crosbie, Mehmet Korhan, Nat Wolff
Produção: John Green, Marty Bowen, Wyck Godfrey
Duração: 108 min.
EstúdioFox 2000 Pictures / Temple Hill Entertainment
 Sinopse
Com toques de mistério e romance, Cidades de Papel acompanha a história de Quentin, um garoto que é apaixonado por sua vizinha, Margo, com quem divide um segredo de infância: os dois encontraram o corpo de um homem que havia cometido suicídio.


**********************************************************************
AVALIAÇÃO PESSOAL
**********************************************************************
 

Às vezes é preciso se perder para se encontrar”

Quetin (Nat Wolff) acredita que toda pessoa tem seu próprio milagre. O dele é ser vizinho da linda e alegre Margo (Cara Delevigne).


Desde crianças, os dois compartilham um segredo: encontraram um homem morto na praça. Desde então, Margo mudou completamente e o que antes parecia uma linda amizade inabalável acabou por se tornar uma distancia insuportável. Q cresceu e agora, com o fim do ensino médio, Margo parece um sonho cada vez mais distante. Ou pelo menos era o que ele esperava. Quando numa noite a garota aparece em sua janela, convidando-o a realizar uma vingança pessoal contra as pessoas que lhe traíram, Q e Margo embarcam em uma noite inesquecível, pelo menos para ele. No dia seguinte, porém, Margo parte sem dizer para onde foi. E Q, indignado com a partida da garota, começa a busca por pistas para encontrá-la; pistas essas que irão levá-lo em uma viagem de autoconhecimento.

Cidades de Papel não prometeu o melhor desenvolvimento para mim, e desde a divulgação do filme, não consegui me cativar, não só pelas artes bem fracas, como pelo trailer clichê demais, e sem muita essência. O filme acabou por me surpreender, e depois de tantas críticas que li, misturado entre positivas e negativas, eis aqui minha definição: razoável. Para um filme que deveria ser um drama, a história ficou muito mais uma comédia romântica bobinha, com personagens que estão sempre rindo uns dos outros. Tem uma trama rápida, cenas mais rápidas ainda e personagens pouco desenvolvidos, e por este motivo, não chegou a me emocionar. Dirigido por Jake Schreier, o filme não me trouxe a mesma emoção que vivenciei com A Culpa é das EstrelasCidades de Papel foi uma adaptação de picos, que decaiam e se elevavam constantemente, e mesmo assim, me tocou em alguns momentos. Apesar de bem clichê, envolvendo crises adolescentes e hormônios, o filme trás uma reflexão muito mais aprofundada do que poderia imaginar. Comecemos pela própria desenvoltura da personagem Margo, que desde o começo da trama, se mostra alguém perfeito, idealizado, para que do meio ao fim, se prove totalmente o contrário. Esta foi sem dúvidas uma das melhores e piores características que o filme desenvolveu. Como disse, ao inicio, vemos realmente uma participação ativa da personagem. Margo é a típica garota espírito livre, que não se prende, que está cansada de rotinas e traições, e para isto, tenta fugir da fragmentação que seu eu interior apresenta ter. O mesmo não se pode dizer da impressão final que a personagem deixou, tendo o final sido o ponto mais batido e sem aprofundamento. Margo se torna nada menos nada mais que uma pessoa egoísta, que nem liga para os outros, mesmo aqueles que se importam com ela.

A interpretação de Cara Delevigne me surpreendeu. Desde o começo, também fui contra a sua atuação como a personagem, sendo que ela não batia com a visão que tinha de Margo. Felizmente ela mostrou a que veio, e mesmo ao fim, não perdeu o foco, embora, como tenha dito, a protagonista tenha esquecido sua essência totalmente. Especificamente falando, nenhum ator em particular me passou tanta emoção ou profundida, e o filme acabou ganhando mais pontos comigo pelas cenas de comédia, que me renderam algumas gargalhadas, ou então as reflexões. Cidades de Papel acertou em cheio quando trabalhou fragmentos de pensamentos de Quetin, de forma que as frases de efeito, mesmo batidas, tornam-se extremamente atrativas, fazendo você se identificar.


É um filme leve, sem dúvidas. As horas passam que você não percebe, e apesar de tudo, apresenta uma premissa legal. Em termo adaptação, da metade para o fim, também deixa muito a desejar. O começo do longa se mostra extremamente fiel a sua obra original, mas com o decorrer das cenas, as coisas vão mudando e as alterações vão ficando maiores. Ao meu ver, porém, isso não afetou minha nota do filme. Confesso que, para mim, o lado reflexivo foi melhor trabalhado no cinema do que na literatura. Só é importante lembrar para não esperar grandes movimentos ou radicais formulações de pensamento. Cidades de Papel  é mediano, e nada mais que isto. O desenvolvimento do enredo teria sido muito melhor se ao final, a personagem Margo não tivesse sido tão mal explorada e ainda, mal apresentada. Diversos outros personagens tomam sua frente no filme, tendo muitos pontos da história diferenciado. Ao meu ver isso não combinou com centralidade da trama, porém, não altera a leveza do filme. É gostoso de assistir, e mesmo sendo muito clichê, para quem gosta da fórmula “nerd se apaixona pela garota popular e impossível”, o filme pode realmente agradar.





2 comentários

  1. Oi, David!
    Confesso que gostei do filme. Só não da Margo porque ela mesmo eu já não gostava desde o livro.
    Radar, melhor pessoa <3 <3 <3
    Também curti que eles deram um final diferente para a história.
    Beijos
    Balaio de Babados|Participe da promoção Natal do Babado

    ResponderExcluir
  2. Olá David!
    Concordo contigo! É um filme ok. Gostei mais de A Culpa é das Estrelas. E também curti a interpretação da Cara.
    Bjs

    EntreLinhas Fantásticas | SORTEIO 250 SEGUIDORES! NOS SIGA E PARTICIPE :)

    ResponderExcluir

Expresse-se