Cinema #124 - Kingsman: Serviços Secretos!





Título: Kingsman - Serviços Secretos
Gênero: Ação
Direção: Matthew Vaughn
Roteiro: Jane Goldman, Matthew Vaughn
Elenco: Cali, Colin Firth, Corey Johnson, Daniel Westwood, Edward Holcroft, Erica Emm, Geoff Bell, Hanna Alström, Jack Davenport, Jaymes Butler, Jorge Leon Martinez, Lee Nicholas Harris, Lily Travers, Mark Hamill, Mark Strong, Matt Hookings, Michael Caine, Morgan Watkins, Neve Gachev, Paulina Boneva, Richard Brake, Samantha Womack, Samuel L. Jackson, Sofia Boutella
Produção: Adam Bohling, David Reid, Matthew Vaughn
Duração: 128 min.
EstúdioCentury Fox / Marv Films
 Sinopse
Adaptação da série de quadrinhos criada por Mark Millar e Dave Gibbons, o longa segue um Eggsy (Taron Egerton), um jovem rebelde de Londres, que é recrutado para entrar em uma organização secreta de espionagem. A partir daí, ele é convocado para uma seleção e terá como tutor o agente veterano, Galahad (Colin Firth), que quer solucionar o mistério do assassinato de um antigo colega.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Engraçado e apelativo, chegando a ser ridículo em algumas cenas, Kingsman - Serviços Secretos conquista o telespectador pela trama cômica e ao mesmo tempo séria, enquanto seus personagens, vão se perdendo em momentos de ação de tirar o fôlego e piadas bem contadas. O filme classificado como ação não passa de uma sátira em alguns momentos, bem feita, dos velhos e clássicos longas de espionagem, estilo 007.

O filme começa com cinco agentes em uma missão. Nesta missão, um dos agentes acaba se sacrificando para salvar outro. O agente que é salvo, em dívida com a família do outro vai a casa deles e entrega uma medalha com um número, deixando um código para que quando precisarem de sua ajuda, seja para o que for, entrem em contato com ele. Daí em diante, teremos um avanço no tempo e conheceremos Eggsy (Taron Egerton), um garoto com problemas de comportamento que perdeu o pai ainda muito jovem e é criado pela mãe e pelo padrasto desde então. O padrasto por sua vez, agredi a mãe do garoto e torna sua vida um inferno, de forma que Eggsy só encontra liberdade em seus atos de rebeldia. Tudo isto muda quando certo dia, após entrar em uma enrascada o menino utiliza o código dado pelo agente. Deste dia em diante, sua vida irá mudar e o passado até agora, em branco de seu pai, será revelado. Eggsy é recrutado para participar de uma perigosa seleção da agência e organização secreta para a qual seu pai trabalhava, mas para conseguir se tornar um espião da Kingsman, ele precisará não só superar seus medos, como estar pronto para os desafios que estão por vir. Elementos da morte de seu pai o levarão a combater o inimigo que um dia despedaçou sua família e a tentar salvar o mundo de uma ameaça inestimável.

 
 

Com muito charme e diversão, o filme vai te conquistar de alguma forma, por mais toscas que as piadas, em certo momentos, pareçam ser. Adaptado da série de quadrinhos criada por Mark Millar e Dave Gibbons, o longa dirigido por Matthew Vaughn não é ruim, mas não chega a ser completamente bom. Como expliquei acima, boa parte da trama, apesar de séria e bem desenvolvida acaba perdendo seu foco devido as cenas apelativas de humor, ou ao quase não aparecimento dos personagens secundário. O enredo no geral também não é um dos mais firmes, e muita coisa fica no ar, devido a tantos mistérios que vão se acumulando em seu decorrer. Poderia ter sido muito melhor se não fosse comicamente bizarro em diversos momentos, desde cenas com explosões loucas e violência gratuita (sim, tem gente perdendo braço, cortando cabeça; é um verdadeiro banho de sangue) a musicas de fundo que também satirizam os momentos de aflição no longa. Para mim, a mistura e a intenção foram boas e o filme cumpre seu papel de entreter, mas deixa a desejar justamente pelo exagero no lado humorístico quando se espera mais aprofundamento do próprio enredo, e até uma seriedade maior dos personagens, de forma que no geral, ficou mais parecido com comédia do que com ação.

Entre as interpretações, Taron Egerton é quem mais se sobressai, apesar de não ser nada espantoso. Em especifico, como disse também acima, nenhum dos personagens secundários ganha muito espaço na trama e devido a isto, os atores em si ficam ofuscado pela centralização do protagonista. Eggsy é um personagem para se cativar, e mesmo com as burradas que comete, seu jogo de inteligência e habilidade de lutas são muito eletrizantes. Egerton realmente incorporou o personagem e tornou o cenário do filme ainda mais alucinante do que poderia se esperar. E apesar de contar com nomes grandes como Samuel L. Jackson, este por sua vez, falha, tentando aparecer como vilão e chegando a ser ridícula sua interpretação.

O fato é que Kingsman - Serviços Secretos é um filme que se encaixaria em diversos gêneros, e ao mesmo tempo, especificamente em nenhum. Com um humor um tanto quanto tirânico, críticas legais e cenas de ação com muita porrada e violência, é uma boa pedida para os amantes de ação ou para se distrair no fim de semana. Contudo, mesmo tendo um viés que possibilita abordar as temáticas de maneira mais séria e deixar tudo mais interessante, não apela para este caminho e prefere seduzir  o telespectador com piadas e mais piadas.




2 comentários

  1. Um amigo meu foi ao cinema ver "Kingsman" e ficou no meu pé para que eu visse... Mas meu senso de humor beira a inexistência kkkkkkkkkk e eu acabei não indo ai vc me vem com essa resenha... Oxe, nem o Colin Firth, meu amor, minha vida, meu Darcy do coração #Orgulho&PreconceitoParaSempre, me forçaria a isso... Embora, sendo geminiana, nunca se sabe se vou mudar de opinião.

    Adorei o comentário do filme, muito franco com o leitor.

    Pandora
    O que tem na nossa estante

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