12 janeiro 2016

Resenha #27 - Um Mundo Sem Príncipes (A Escola do Bem e do Mal Vol 2)!






Título: Um Mundo Sem Príncipes
ColeçãoA Escola do Bem e do Mal
AutorSoman Chainani
Editora: Gutemberg
Ano2015
Especificações: Brochura |320 páginas
ISBN 9788582352953
 Sinopse
Um Mundo Sem Príncipes - Nesta esperada continuação de A Escola do Bem e do Mal, as melhores amigas Sophie e Agatha estão de volta ao seu lar, em Gavaldon, para viver seu desejado final feliz, certas de que seus problemas terminaram. Mas a vida não é mais o conto de fadas que elas esperavam. Quando Agatha escolhe um fim diferente para sua história, ela acidentalmente reabre os portões da Escola do Bem e do Mal, e as meninas são levadas de volta para um mundo totalmente modificado. Agora, bruxas e princesas moram juntas na Escola para Meninas, na qual são inspiradas a viver uma vida sem príncipes. Tedros e os meninos estão acampados nas antigas Torres do Mal, onde os príncipes se aliaram aos vilões, e uma verdadeira guerra está se armando entre as duas escolas. O único jeito de Agatha e Sophie se salvarem é procurando restaurar a paz. Será que as amigas farão as coisas voltarem ao que eram antes? Sophie conseguirá ficar bem com Tedros nessa caçada? E o coração de Agatha, pertencerá a quem? O felizes para sempre nunca pareceu tão distante.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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"Esse é o problema com contos de fadas. De longe, eles parecem perfeitos. Mas de perto são tão complicados quanto a vida real.

Soman Chainani conseguiu mais uma excelente proeza. Em A Escola do Bem e do Mal 2: Um Mundo Sem Príncipes, a trama antes tão ambígua e intimamente envolvente, continua na mesma vibe, pegando o leitor desde as primeiras páginas, e garantindo um verdadeiro conto de fadas da modernidade, com direito a bruxas, magia e princesas. Um livro recheado de reviravoltas com um toque mais que delicioso de pura emoção.

As melhores amigas Sophie e Agatha foram enviadas de volta para casa, após uma brutal batalha que não só destruiu um dos maiores males do universo dos contos de fadas, como provou que seu amor uma pela outra é insuperável. Mas tanto sentimento e essa intromissão na vida fantástica, tendo o final das duas sendo diferente do esperado, alterou o mundo das fábulas totalmente, tornando-o um caos.

Depois de meses vivendo nas escolas do Bem e do Mal, tentando sobreviver e retornar para casas, as duas meninas voltam com um vazio, sentindo que jamais serão capazes de se acostumar a rotina anterior. Para a cidade de Galvadon, agora elas são heroínas, e a paz volta a reinar em suas vidas. Para Agatha está paz pode estar com os dias contados. Quando, inconsciente do problema, ela faz um pedido do mais profundo de seu coração, clamando pelo amor de seu príncipe que deixou para trás em buscar de partir com Sophie, Agatha vê seu conto de fadas, antes terminado, retornar, agora mais mortal do que nunca. Em uma inesperada emboscada, onde a cabeça de Sophie passa a valer muito, elas acabam retornando as escolas, mas quando chegam lá, deparam-se com tudo totalmente diferente. O que antes era uma briga de ideologias, entre bem e mal, agora tornou uma guerra entre os sexos. E o perigo pode está a espreita. Depois de tudo que aconteceu, seria Agatha capaz de ainda aceitar Sophie do jeito que ela realmente é? E Sophie, é capaz de suprimir o lado sombrio que mora em seu coração? Entre amizade e amor, qual caminho as duas devem trilhar? Um novo pedido deve ser feito, ou todo o mundo fantástico que conhecem ruíra em uma guerra sangrenta a muito evitada.

Um Mundo Sem Príncipes foi uma das leituras que mais ansiei fazer em 2015, e para o começo de 2016, não pude deixar de me aventurar. O primeiro ponto a citar é que o livro não me decepcionou. Sendo uma trilogia, geralmente os segundos livros tendem a ser mais lentos, cansativos e,às vezes, o autor pode até se perder. Com Chainani este não é o caso. O autor não só inovou nos cenários, que alteram-se completamente, como na trama em questão. Como disse acima, o que era uma briga ideológica, difundida sobre o conceito de vilões VS. mocinhos, tornou-se uma guerra dos sexos, tendo meninos contras meninas. E este é sem dúvidas o fato mais inteligente e interessante da trama. A estruturação que Chainani não só se engrandece pelos acréscimos, como interliga com fidelidade e sabedoria todos os fatos que aconteceram no primeiro volume, chocando o leitor com sua sagacidade e fantástica criatividade. Para os fãs de fantasia, este é sem dúvida um livro de fábulas clichês (e não tão clichês) que você deve conhecer.

A obra vem narrado em terceira pessoa, separado em duas partes, que geralmente centralizam os pontos de vista de Agatha e Sophie, nossas duas protagonistas, sendo que alguns capítulos também se intercalam com outros personagens. Ilustrado, o livro ganha todo um toque especial, tendo seus capítulos sempre marcados com ilustrações lindas que refletem alguma cena deste mesmo capítulo. Além disso, a escrita do autor é fluída, singela e extremamente cativante, de maneira que é impossível não se vê apaixonado por todos os seus personagens, excelentemente construídos e muito bem entrosados.

 
 
 

Vemos também com clareza o crescimento das duas personagens, não só em suas condição física, quanto em seu psicológico. Chainani trabalha muito com a variedade de conceitos. Se pudesse aplicar um citação de outro livro para seus personagens, com certeza seria a da obra Fragmentados (Editora Novo Conceito), onde o autor coloca: “As pessoas não são completamente boas nem completamente ruins. A gente passa a vida toda entrando e saindo das sombras”. Seus personagens não se fixam a um conceito só. Não existe realmente alguém puramente mal ou puramente bom. O autor faz uma brincadeira interessante a todo instante, onde estes papéis se invertem constantemente. Além disso, sobre a perceptiva de explorar, neste segundo volume um pouco mais dos passado de três personagens em particular (Tedros, Agatha e Sophie), fica ainda mais evidente essa ambiguidade latente em todos. 

Chainani também teve espaço para trabalhar uma abordagem de amores diferentes, desde os mais clichês, entre a princesa com príncipe, quanto mais inovadores e críticos, fugindo do tradicional e formando casais meio homo afetivos, tanto masculino, quanto femininos. E este foi sem sombra de dúvidas mais um ponto extremo para garantir nota máxima ao seu romance. O autor não só originou personagens que transitam fora deste universo “rotulador” como também inteligentemente deu origem a uma vilão digna, sábia e extremamente emocionante. Senti na pele não só as dúvidas e tristezas de Sophie, com angustiei visualizando os momentos mais tensos sobre os olhos de Agatha. Acabei por me apegar pela personagem “vilão” e me encantar e identificar com sua trajetória.

Um Mundo Sem Príncipes é a fábula moderna que todo mundo deveria ler. Com um cenário extraordinário, personagens inteligentemente surpreendentes e uma trama sedutora, é a pedida certa de trilogia, reservando, para seu último livro, um final bombástico e tão perfeito quanto os dois volumes anteriores. O para sempre desta vez, não é tão fácil e previsível como parece ser.



Graduado em Harvard e escreveu uma tese sobre o motivo pelo qual os vilões são tão irresistíveis. Roteirista premiado, é mestre pela Columbia University na área de cinema e já trabalhou em mais de 150 festivais de cinema pelo mundo, ganhando diversos prêmios tanto pela direção quanto por roteiros, prêmios entre os mais cobiçados da área. Quando não está viajando, contando histórias ou em Nova York trabalhando como professor ele pode ser encontrado jogando tênis. Fazia mais de dez anos que não perdia um primeiro round, até começar a escrever...





5 comentários:

  1. Oi, tudo bem?
    Que livro lindooo *-*
    Já faz um tempo que quero ler, agora quero mais hahah
    bj

    @saymybook
    saymybook.blogspot.com

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  2. Oi, David!
    Gente, já foi lançado o segundo e ainda nem li o primeiro.
    Geralmente, o segundo livro cai na Maldição do Segundo Livro, mas esse parece que conseguiu se safar lindamente!
    Adorei esses desenhos separando as partes.
    Beijos
    Balaio de Babados

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  3. Olá :)
    Eu to amando essa série, e esse segundo na minha opinião é bem melhor que o primeiro e sinceramente não sei o que esperar do terceiro, as ilustrações estão lindas!

    Beijos,
    http://livrosentretenimento.blogspot.com.br/

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  4. Oiii David, tudo bem?
    Ultimamente venho lendo muitas trilogias. É bom saber que esta está seguindo o caminho certo. Adorei as imagens do livro, torna a leitura mais dinâmica.

    Abraço, www.likelivros.blogspot.com

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  5. Oi, David!

    Nossa, eu comecei a ler a resenha achando que era só mais um infanto-juvenil, mas o livro e sua resenha me surpreenderam!
    Você citar Fragmentados me interessou muito, porque essa frase em específico é uma que marquei no meu livro que li há pouco hahaha
    Sério, tô impressionada porque não conhecia a série, e com certeza já tô colocando na lista de leitura. Me anima saber que o autor não se perdeu no segundo livro, como muitos fazem.

    Parabéns pela resenha, tá excelente!

    Beijos,
    Letícia - http://caverna-literaria.blogspot.com/

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