14 fevereiro 2016

Cinema #3 - Deadpool!



Título: Deadpool
Gênero: Ação
Direção: Tim Millers
Elenco: Anthony J Sacco, Ayzee, Ben Wilkinson, Brad Archie, Brianna Hildebrand, Dan Zachary, Ed Skrein, Fabiola Colmenero, Gina Carano, Hugh Scott, Jason William Day, Jed Rees, John Dryden, Karan Soni, Kyle Cassie, Kyle Rideout, Leslie Uggams, Morena Baccarin, Naika Toussaint, Olesia Shewchuk, Paul Lazenby, Rachel Sheen, Ryan Reynolds, Sean Quan, Stan Lee, Stefan Kapicic, Style Dayne, T.J. Miller, Taylor Hickson, Tommy Proctor, Tony Chris Kazoleas
Roteiro: Paul Wernick, Rhett Reese
Produção: Kevin Feige, Lauren Shuler Donner, Simon Kinberg
Duração: 106 min.
EstúdioMarvel Enterprises / Marvel Studios / Twentieth Century Fox Film Corporation
 Sinopse
Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Demorou mais valeu cada segundo de esperar. Deadpool é a primeira grande aposta cinematográfica do ano em mundo de "super-heróis" ou "hq" e como tal, não decepcionou. Depois das imensas críticas que a produtora Fox recebeu pela mal construção do personagem, vemos ele ressurgir das cinzas e nos entreter em um longa cheio de ação, violência, comédia e sexo. Deadpool é o que dizem: uma pedida irresistível para rir. E neste momento você deve estar se perguntando, um filme de super herói para rir? Pois é, ele não é convencional, nem na trama, nem na personalidade.

Sua história é basicamente uma comédia romântica bem diferenciada. Nela conhecemos Wade Wilson (Ryan Reynolds), um ex militar que ganha a vida tornando-se uma espécie de mercenário do "bem". Quando Wade conhece a prostituta Vanessa (Morena Baccarin), sua vida ganha novas cores e eles juntam-se para vivê-la e descobri-la da forma mais variada possível. Entretanto, neste ninho de felicidade, brota-se a dúvida do amanhã. Wade descobre que está perto de morrer de câncer e não quer que Vanessa passe de maneira alguma pela dor do luto. Para escapar da morte, o mercenário aceita a proposta de um misterioso grupo que lhe procurou, prometendo salvá-lo, submetendo-o em um experimento. Mas isto não acontece como Wade esperava. Onde deveria ser curado, o rapaz acaba sofrendo diversos mal tratos e torna-se uma espécie de rato de laboratório. O tratamento que curaria seu câncer exige um preço indescritível e todo seu corpo acaba por ficar inteiramente deformado. Agora, sendo considerado morto, Wade só quer conseguir sua vingança contra quem acabou com sua vida, e para isto precisará assumir uma nova identidade.


Em questões de fidelidade não posso me pronunciar, mas confesso que Deadpool me agradou muito. Pelo pouco que conhecia do personagem, sua essência, embora extremamente ácida, foi mantida e não descartada. A trama sob a direção de Tim Millers não só se sobressaiu, como provavelmente este foi o melhor filme do universo X Men já produzido pela Fox. Cômico, mesmo trazendo muita violência, nada parece ser realmente o que é, já que o telespectador está sempre se perdendo nas piadas infames do protagonista, penetrando no clima e deixando-se levar pela onda de maluquices e ironias.


O papel empregado por Ryan Reynolds também foi impecável, convenhamos. O ator não só realmente deu vida a uma nova fase do mercenário tagarela, como garantiu que todos que se aventurassem em seu filme, fossem sabendo que iriam sair de lá, rindo e suspirando. Diferente e fora do comum, ele foi o herói que ninguém esperava que fosse, de uma maneira toda errada, sem dúvidas. Até as cenas mais dramáticas, sob suas piadas, tornam-se engraçadas. O personagem está fazendo piada a todo instante, então, não se preocupe, você vai rir. Embora, porém, sua pose tenha se perdido um pouco a partir do momento que conhecemos Al Cega (Leslie Uggams), uma personagem inusitada e que com certeza, roubou os holofotes.

Seco, divertido e diferente, Deadpool é pedida certa para distração. Satirizando grandes estrelas cinematográficas, concorrência no mercado dos quadrinhos e até mesmo a própria produtora, o filme vai te ganhar só pelas gargalhadas imparáveis que você dará. E não se iluda um só instante, todos os elementos do longa são justamente feitos para ironizar alguma coisa, seja na seleção da trilha sonora, seja na estrutura do elenco. Por isso, não se deixe intimidar. Desembolse o ingresso e vá conferir. Seu dinheiro estará sendo bem pago.



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