Resenha #305 - As Luas de Vindor!




Título: As Luas de Vindor
AutorCaio Riter
Editora: Biruta
Ano2010
Especificações: Brochura |112 páginas
ISBN9788578480394
 Sinopse
Há alguns anos, no reino de Vindor, eram três as princesas. Cada uma delas representando uma das luas. Eram princesas em virtude de suas famílias serem da vertente dos primeiros fundadores do Reino. E, daquele trio de mulheres, dependia a segurança e a eternidade do Reino. Vindor era governada pelo Imperador. Homem jovem, descendente direto do Imperador Amarelo, cuja missão era governar o Reino. As três princesas eram participantes do governo, mas o poder estava nas mãos do Imperador. Sempre. 
Cortesia Editora Biruta

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Apostando em uma narrativa bastante fantasiosa e infantil, Caio Riter em As Luas de Vindor conta a história da princesa Olívia e as suas aventuras para salvar o seu reino de um misterioso inimigo. Com o cenário cheio de diversos seres mágicos, reinos perigosos e inimigos com poderes inimagináveis, Riter cria uma nova realidade onde os leitores podem viajar e viver aventuras emocionantes. 

Todo o enredo de AsLuas de Vindor gira em torno de Olívia, herdeira do trono de Vindor, que após o assassinato do seu pai por um inimigo misterioso, passa a ser encarregada da missão de salvar o seu reino das criaturas presas do outro lado do espelho. Para isso, a princesa precisa se aventurar por outros reinos para recuperar a chave que selou tais criaturas perigosas do outro lado do espelho, para que assim consiga renovar o selo de aprisionamento. Entretanto, em meio a essa missão, Olívia precisa desvendar qual “aliado” está por trás do assassinato do seu pai e tramando para que Vindor seja destruída. Com todas essas missões dadas a uma garota que sempre foi protegida de todos os males pelos muros de seu castelo, Olívia consegue alguns aliados importantes para concluir suas missões, como: o centauro Cefas e o fank Vislo, que se unem a ela no Reino de Baixo para ajudá-la a encontrar a chave que renovará o selo. 

A narrativa de Riter em As Luas de Vindor é muito dinâmica. Tal dinamismo poderia ter ajudado a obra, porém, em minha leitura, acabou deixando um pouco a desejar quando se observa o conjunto da obra. A rapidez dos acontecimentos chegou a deixar lacunas em minha leitura, porque tudo acontecia muito depressa e com pouca explicação (talvez deva atribuir isso ao fato da obra ter 112 páginas). No entanto, mesmo considerando tal dinamismo da narrativa, algo que prejudicou minha leitura, posso afirmar que a linguagem rebuscada usada por Riter em sua trama foi bastante interessante durante a minha leitura. 

Sobre a edição do livro, tenho bastantes elogios a tecer, pois, é o segundo livro do catálogo da Biruta que eu leio e posso dizer que o cuidado com a edição e os recursos estéticos que eles usam para tornar cada livro único torna as obras visualmente muito mais atraentes. 

No conjunto da obra, minha nota para o livro Riter vai ser três estrelas, pois, o dinamismo do enredo realmente tornou o livro um pouco confuso em alguns momentos em minha leitura, fora isso, acredito que As Luas de Vindor é um ótimo livro para se ler com os primos e irmãos mais novos que estão começando a possuir o gosto pela leitura.



Caio Riter nasceu em Porto Alegre, onde mora até hoje. É professor mestre e doutor em Literatura Brasileira. Autor de vários livros, com os quais recebeu algumas distinções literárias, como os prêmios Açorianos, Barco a Vapor, Orígenes Lessa e Selo Altamente Recomendável entre outros. Formado em Jornalismo e em Letras ministra aulas no ensino fundamental e médio, desde 1987, atuando também como professor universitário em cursos de graduação e de pós-graduação. Participa como palestrante em cursos de capacitação de professores em várias cidades do Rio Grande do Sul, momento bastante rico de troca e aprendizagem. Todavia, com certeza, ser professor, estar em contato diário com adolescentes, sempre foi e será a melhor escola. Publicou pela Editora Biruta os titulos, Meu Pai não Mora Mais Aqui, As Luas de Vindor e Pedro Noite.



6 comentários

  1. Olá!

    Não sabia deste livro, mas ao ler sua resenha, pareceu ser interessante.
    Embora tenha estas lacunas, acredito que mesmo assim, a leitura deva ser agradável.

    Abraços!
    Participe do sorteio Carnaval com livro no Irmãos Livreiros

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    1. Olá, Daniel!

      O livro possa vim a ser uma leitura agradável para outros leitores, não vou negar. No entanto, não sei se é o meu costume de ler livros com mais de 200 páginas, porém, eu fiquei com muitas perguntas sobre como iam se consumar alguns fatos da obra (como a consumação do romance da personagem principal, como ia ficar o vilão da história e o reino de Vindor após o fim, entre outras coisas).
      Se tiver realmente interessado, leia e depois trocamos impressões sobre o livro.
      Vou está sempre por aqui, caso não seja expulso pelo David! rs

      Obrigado pela sua opinião!
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  2. Oi, Glauber!
    Lendo sua resenha, realmente eu acho que o livro merecia mais umas 100 páginas pra não ficar aquela coisa corrida.
    Beijos
    Balaio de Babados

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    1. Olá, Luiza!

      Eu concordo plenamente com você! Talvez com mais umas 100 páginas, talvez, o livro tivesse mais algumas estrelas, pois, tinha algumas coisas no enredo que deixaram as perguntas sem resposta.
      Não sei se haverá uma continuação, porém, se houver, prometo dá uma olhada para ver se essa avaliação da obra do Caio Riter melhora.

      Obrigado pela sua opinião!
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  3. Tudo que li da Biruta foi bem editado e bonito e atrativo a crianças e adolescente. Disso não tenho o que dizer, mas talvez esse seja o tipo de livro no qual a autora devesse se alongar mais nas situações em vez de correr, acho por sua resenha, que escrever tudo em menos de 150 páginas atrapalhou. Mas ainda assim fiquei com vontade de ler porque as vezes uma aventura rápida cai até bem em um mundo no qual a prolixidade e sagas sem fim estão cada vez mais ganhando espaço!

    Pandora
    O que tem na nossa estante

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    1. Olá, Pandora!

      Eu estou ficando suspeito para falar da Biruta, pois, eu realmente gosto do tratamento que eles dão aos livros.
      Eu acho as edições belíssimas!
      Entretanto, pode ter sido isso que você falou... Talvez, se houvesse um pouco mais de cuidado ao abordar algumas situações, eu tivesse uma leitura melhor do livro. De toda forma, o final deixa a ideia de que vai haver uma continuação... Caso haja, talvez eu mude minha opinião dessa obra.

      Obrigado pela sua opinião!
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