04 abril 2016

Resenha #46 - A Queda dos Anjos (Fim dos Dias Vol 1)!







Título: A Queda dos Anjos
ColeçãoFim dos Dias
AutorSusan EE
Editora: Editora Verus
Ano2016
Especificações: Brochura | 279 páginas
ISBN9788576863786
 Sinopse
Quando o mundo que conhecemos está prestes a ser arrasado, é preciso apostar tudo na redenção 
Os anjos do apocalipse chegaram — e vieram para aterrorizar a humanidade e acabar com o mundo moderno. Gangues de rua tomam conta do dia, enquanto o medo e a superstição dominam a noite. Quando anjos guerreiros sequestram uma menininha indefesa, sua irmã mais velha, Penryn, fará o que for preciso para salvá-la. Até mesmo um acordo com um anjo inimigo. Raffe é um guerreiro caído, que perdeu as asas. Depois de eras lutando suas próprias batalhas, ele é resgatado de uma situação desesperadora pela jovem Penryn, que concorda em ajudá-lo — desde que ele mostre a ela como encontrar sua irmã. Viajando por um mundo sombrio e perigoso, eles podem contar apenas um com o outro para sobreviver. Juntos, vão em direção à fortaleza dos anjos em San Francisco, onde Penryn arriscará tudo para resgatar sua irmã, e Raffe se colocará à mercê de seus piores inimigos pela chance de voltar a ser inteiro.
Cortesia Grupo Editorial Record / Selo Verus

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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Todas as possibilidades de apocalipse foram abordadas na literatura e no cinema dos dias atuais (apocalipse zumbi, o retorno da era glacial, entre outras coisas), porém, alguém chegou a pensar como seria o real apocalipse? Aquele descrito na bíblia, em que os anjos descem do céu para espalhar a destruição na humanidade, sabe? Susan Ee (considero muito peculiar o sobrenome dela) fez sua leitura desses eventos em A Queda dos Anjos, primeiro livro da saga Fim dos Dias, e sinceramente, ela foi maravilhosa em sua criação.

A história possui o foco em Penryn, uma jovem adolescente com uma mãe esquizofrênica e uma irmã paraplégica, que desde a grande descida dos anjos até a Terra para semear a destruição tão profetizada pelos religiosos, tenta proteger a sua família do caos que se tornou o mundo depois do início do “apocalipse angelical”.

O mundo se tornou um lugar sem leis, onde gangues de vândalos começaram a dominar as ruas durante o dia e seres sobrenaturais espreitavam a humanidade durante a noite. No meio disso tudo, Penryn e sua família, que estavam a precisar de comida e um novo abrigo, decidem tentar uma manobra para escapar das gangues, porém, tal manobra contava muito com a sorte, pois, envolvia se aventurar no meio da noite pela cidade e rezar para que nenhuma criatura sobrenatural encontrasse-nas. Com a sua irmã, Paige, em uma cadeira de rodas e sua mãe carregando um carrinho cheio de trecos o qual ela acreditava que iria protegê-las, Penryn não consegue ter a sorte que tanto esperava e acaba encontrando um grupo de anjos em combate em sua frente. A luta, que não envolvia Penryn e sua família, passa a envolvê-la, quando ela se vê forçada a tomar alguma atitude para tentar proteger a sua irmã da ira dos anjos que acabaram as identificando em seu esconderijo. Ao intervir no assassinato do anjo que teve as suas asas arrancadas pelos demais, Penryn paga um preço muito alto e tem a sua irmã raptada por um deles. A jovem adolescente não possuía nada além de um anjo quase morto, porém, ela vê nisso a possibilidade de descobri como salvar a sua pobre e indefesa irmã das garras dos anjos da destruição. No entanto, como confiar em uma criatura da espécie que veio espalhar a destruição na Terra?

Em meio a todo esse enredo, temos a constituição de um cenário bastante interessante, pois, trata-se de uma Califórnia completamente destruída, onde as pessoas vivem em busca de comida e abrigo para passar as perigosas noites. É um verdadeiro cenário pós-apocalíptico, pois, a humanidade não ver mais saída em ser civilizada e começa a agir com os seus instintos de sobrevivência, o que torna muita das atitudes da protagonista justificável (alguém que chega a comer ração de gato e cachorro para sobreviver pode fazer muita coisa para proteger quem gosta, não acha?).

Além do cenário, podemos falar sobre a constituição da personagem principal que é algo completamente diferente do que pensei quando li a sinopse, pois, acreditei que Penryn fosse uma mocinha ingênua que iria cair na conversa de um anjo que precisava de ajuda. Entretanto, ela é uma personagem forte, que luta as suas próprias batalhas (literalmente) e sempre questiona todos a sua volta, pois, confiar em alguém em um cenário pós-apocalíptico é algo muito perigoso. Mesmo impressionada com a beleza e a suposta humanidade de Raffe (o anjo que teve as asas arrancadas), a protagonista sempre mantém um pé atrás, pois, ele pertence a uma espécie duvidosa de seres com grandes capacidades especiais.

Com exceção de Penryn, tenho que falar da constituição da personagem da mãe, que é algo para mim muito peculiar, pois, deve ser muito difícil tornar uma mulher com fortes crises de esquizofrenia uma personagem ativa e útil em uma história pós-apocalíptica, porque suas crises podem colocá-la em perigo constantemente. Entretanto, a configuração dela faz com que a personagem possua mistérios que façam sentido para o leitor dentro do cenário, em que muitas vezes o leitor pode chegar a se questionar se todas as alucinações da mãe de Penryn é realmente uma alucinação.

Além dessas duas personagens, que considerei muito bem elaboradas em suas peculiaridades, visualizo a mitologia angelical desenvolvida por Ee um ponto muito positivo. Não é só o Raffe que me chamou a atenção, e sim, todo mistério envolvendo as capacidades especiais ligadas a figura dos anjos. Quando fui descobrindo no decorrer da leitura cada capacidade especial, era algo novo, porém, que para mim possuía certa lógica, como a peculiaridade envolvendo a espada dele e o fato dela ter consciência das coisas (achei isso muito diferente e legal, pois, que melhor forma existiria de impedir que outras pessoas usassem a sua arma, se ela não fosse consciente de alguns atos?).

Teci muitos elogios sobre a obra (o que indica que gostei bastante do que li), porém, tenho críticas um tanto ridículas, mas que considero importantes para as observações de minha leitura. Considerei os nomes escolhidos por Ee para os personagens um tanto inovador (peculiar, diferente, não gostei...), pois, Raffe é um anjo tão legal, porém, como levar a sério um anjo que os demais anjos conhecem como “a ira de Deus”, quando você descobre que o nome dele é Raffe? (Tentei guardar esse comentário, porém, não consegui). No entanto, como havia comentado no começo do parágrafo, eu acho minha crítica um pouco bestas, porém, foi marcante em minha leitura (brochei um pouco com a personagem quando li o nome dele, por mais que ele fosse legal).

Do mais, considero o livro uma ótima aventura para quem gosta do gênero pós-apocalíptico, ou até mesmo história que envolve anjos, pois, trata-se de uma releitura dessa figura “mitológica” (as aspas é porque eu acredito que anjos existem) muito peculiar. Os anjos não são seres indestrutíveis e sem fraquezas, na verdade, são seres muito poderosos e completamente letais, porém, eles, como qualquer outra espécie, possuem determinadas fraquezas (o que torna a batalha do apocalipse entre humanos e anjos muito mais interessante). A personagem narradora é uma personagem legal, que não torna a leitura enfadonha com excesso de sentimentalismo, mas, que mantém o leitor ciente de todos os detalhes da batalha que está ocorrendo em sua frente. Então, minha avaliação da obra de Ee são cinco estrelas, pois considerei um ótimo livro para quem gosta de leituras do gênero (como eu adoro anjos, amei o livro).


Susan E.E tem comido mezze na cidade velha de Jerusalém, surfou as águas quentes da Costa Rica, e jogou seu curta-metragem em um grande festival. Ela costumava ser uma advogada, mas adora ser uma escritora porque permite que sua imaginação pule para fora e seja selvagem. Angelfall é seu romance de estréia, um best-seller thriller de fantasia que foi traduzido para 19 línguas e teve seus direitos de adaptação comprados pela Sam Raimi, Rob Tapert, and Good Universe.




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