17 junho 2016

Cinema #8 - Deuses do Egito!





Título: Deuses do Egito
Gênero: Aventura
Direção: Alex Proyas
Elenco: Abbey Lee, Alexander England, Alia Seror-O'Neill, Brenton Thwaites, Bruce Spence, Bryan Brown, Chadwick Boseman, Courtney Eaton, Elodie Yung, Emily Wheaton, Emma Booth, Geoffrey Rush, Gerard Butler, Goran D. Kleut, Ishak Issa, Jean-Pierre Yerma, Jeff Coopwood, Julian Stone, Kurt Goehner Winter, Lindsay Farris, Marisa Lamonica, Matt Ruscic, Nikolaj Coster-Waldau, Premila Jennar, Rachael Blake, Rachel Joseph, Robyn Nevin, Rufus Sewell, Wassim Hawat, Yaya Deng
Roteiro: Burk Sharpless, Matt Sazama
Produção: Alex Proyas, Basil Iwanyk
Duração: 127 min.
EstúdioMystery Clock Cinema / Pyramania / Summit Entertainment / Thunder Road Pictures
 Sinopse
Bek (Brenton Thwaites) é um mortal pacato que se considera apenas mais um soldado, e que vive em um Egito ancestral dominado por deuses e forças ocultas. Quando o impiedoso Set (Gerard Butler), deus da escuridão, toma o trono da nação e mergulha a sociedade no caos, o jovem se unirá a outros cidadãos e com o poderoso deus Horus (Nikolaj Coster-Waldau), para formar uma expressiva resistência.

**********************************************************************
AVALIAÇÃO PESSOAL
**********************************************************************


Há eras atrás, o mundo foi dominado por uma grande civilização, dotada de muita riqueza e poder. Essa época de prosperidade aconteceu devido a toda justiça e bom governo executados pelo piedoso e justo deus egípcio, Osíris. Agora, anos depois, seu filho, Hórus, está prestes a receber sua coroa e reinar sobre as areias desse reino. Mas em pleno dia da cerimônia, o palácio dos deuses e atacado pelo traiçoeiro Set, o deus do Caos, que além de assassinar o irmão na frente de todos os seus súditos, rouba os olhos de seu sobrinho, vencendo-o em combate e o exilando.


Anos mais tarde, oprimidos por um rei tirano e cruel, Bek e sua esposa, Zaya, continuam tentando levar sua vida. Sempre desacreditado dos deuses, Bek se vê tendo que trabalhar com um deles enquanto busca a única provável maneira de ressuscitar a mulher que tanto ama. Mas para realizar tal feito ele e Hórus precisarão não só enfrentar perigosos inimigos, como também colocar um fim a todo o reinado de Set.

Para um longa que tem tantos assuntos interessantes para abordar, Deuses do Egito é uma mega produção com um GRANDE mega de fracasso, e uma produção nada encantadora. Com efeitos especiais que beiram o amador, e um enredo mal explorado, temos a combinação perfeita para um filme que passa e ainda continuará passando despercebido, sem trazer algum aprofundamento além de suas cenas exageradas de combate. O que parecia tão bom, tornou-se tão amador e clichê.

Dirigido por Alex Proyas, o longa me decepcionou profundamente. Quem acompanha o blog sabe perfeitamente da minha imensa paixão pela mitologia, não importando qual seja. Tal amor nasceu justamente por acompanhar as aventuras escritas pelo autor Rick Riordan em suas séries literárias de sucesso. O tema é tão bem abordado e sempre muito explorado, que no cinema, qualquer coisa menor do que isso, parece bobo e sem sentido. Deuses do Egito é simplesmente isso: bobo e sem sentindo. Embora a ideia do longa tenha sido muito boa, o roteiro não foi bem trabalhado, e devido a tantos personagens misturados, se o telespectador não tiver um conhecimento prévio de quem são os deuses citados, provavelmente vai boiar bonito na trama, tentando entender de onde sai tanta gente e quais são suas relações. Em momento algum do filme esses fatos são explorados e acabam ficando perdidos em tantas cenas de ação e efeitos especiais, que convenhamos, ficaram bem broxantes. Não chamaríamos de cúmulo porque em alguns instantes, são surpreendentes, mas esses momentos são raros, em um filme que tem mais ou menos uma hora e meia de duração. Ou seja, muita embromação, pouco aprofundamento.

 
 

Em particular não me agradei da interpretação ou personagem algum. Embora os atores tenham tentando transmitir uma certa emotividade em algumas cenas, tudo parece superficial demais, desde os romances, aos motivos que levam as batalhas. A história que poderia ter sido tão melhor explorada, levando-se em conta a grandiosidade que a mitologia fornecia ao roteiro, não passou de mais uma produçãozinha hollywoodiana para ganhar mais dinheiro. O que chega mais perto de ser mais aprofundado é justamente o relacionamento de Hórus (Nikolaj Coster-Waldau), e Bek (Brenton Thwaites) que assim como qualquer outro elemento do filme, deixa falhas e não cativa.

 

Desta forma, o longa servi simplesmente para passar o tempo, e se sentir entediado caso venha a ver, não se preocupe, a sensação é mútua. Com diálogos fracos e frases de efeito que beiram o hilário, a ideia foi boa, mas o desenvolvimento não. Deuses do Egito, quase todo produção com computação gráfica (que me recordou em muito o trabalho fraco que temos em séries como Once Upon a Time, incluindo aqueles cenários esquisitos e visivelmente falsos), não passa de um Transformers de época, centralizando em cenas de combate e ação, enquanto outros elementos, de maior importância, como a essência da história, são colocados de lado e esquecidos durante todo o longa.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Expresse-se