14 setembro 2016

Cinema #17 - Mogli: O Menino Lobo!





Título: Mogli: O Menino Lobo
Gênero: Aventura
Direção: Jon Favreau
Elenco: Allan Trautman, Andy Serkis, Ben Kingsley, Bill Murray, Brandon Henschel, Christopher Walken, Emjay Anthony, Giancarlo Esposito, Idris Elba, Lupita Nyong'o, Neel Sethi, Sara Arrington, Scarlett Johansson
Roteiro: Justin Marks
Produção: Brigham Taylor
Duração: 111 min.
Estúdio: Walt Disney
 Sinopse
Inspirado no livro de Rudyard Kipling, o filme conta a história de Mogli, um menino que foi criado por lobos e vive na selva, rodeado de animais selvagens como um urso e uma pantera negra, seus amigos. Tudo muda quando o tigre Shere Khan quer se vingar de Mogli e passa a ameaçar a todos para conseguir realizar seu desejo.


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Inspirado no livro do autor Rudyard Kipling, 'Mogli: O Menino Lobo' ganha uma nova versão ainda mais tocante e emotiva, trazendo a tona não só um tom mais verdadeiro e cru da antiga animação feita pela Disney, como também revelando um lado ainda mais sentimental de uma história diferente, capaz de levar a lágrimas tanto crianças quanto adultos.

Para os que desconhecem dessa brilhante aventura, o longa irá contar a história de Mogli (Neel Sethi), uma criança que foi criada na selva pelos lobos, rodeada por animais selvagens, desde panteras aos grandes elefantes. O único problema é que essa paz entre humano e bichos está ameaça. O sombrio tigre Shere Khan guarda um rancor gigantesco dos humanos, e por essa razão deseja vingar-se de Mogli, matando-o. Agora, para tentar sobreviver, o menino deixa seu lar em busca de voltar a conviver com os humanos, mas por mais que sua espécie esteja na civilização, seu coração está na floresta. Seria ele capaz de abandonar sua amada alcateia?


Sob a direção de Jon Favreau e o roteiro de Justin Marks, 'Mogli: O Menino Lobo' é de fato um filme incrível, bem desenvolvido e com efeitos inesquecíveis. Todo feito em computação gráfica, que diga-se de passagem, está realmente impecável, desde o mais sutil detalhe, aos animais mais bem centrados da trama, o longa trás uma história emocionante, chocante e até divertida em certas cenas, narrada através da visão de uma criança, que comove o telespectador nas mais inusitadas situações. Nesse diálogo entre primitivo e tecnológico, somos guiados por paisagens fascinantes, que nos fazem querer entrar na tela, desfrutar mais desse mundo tão gigante e bonito que aparece sob os olhos de Mogli. E embora o filme não tenha o clima de leveza a comicidade da animação produzida anos atrás, a nova versão deixa aquele gostinho de quero mais sim, resgatando detalhes que a Disney já havia colocado antes, no desenho animado, como as canções e os personagens marcantes. Eu diria que seria até um tanto quanto injusto comparar uma com a outra. Embora o nome e a temática sejam a mesma, a ideia e o rumo da trama são completamente distintos, e isso não é ponto negativo. Para os apreciadores do desenho, essa adaptação já pode ser tomada como uma expansão, muito mais madura de uma obra que já encanta gerações.



Gosto particularmente dessa nova pegada mais adulta que a Disney tem dado aos seus clássicos e pessoalmente até o momento não me decepcionei com nenhuma das que quis arriscar. Tanto em quesito roteiro, como interpretação. Não podemos esquecer de citar o brilhantismo e o incrível desenvolvimento que o ator, Neel Sethi, nosso Mogli, teve durante todo o decorrer da trama. Sendo o único personagem não criado por computação, imagine só a dificuldade que deve ter sido interagir com tanta verdade e emoção ao lado de diversos computadores ou efeitos. Ele foi simplesmente genial, e já nos tornamos fã de seu trabalho. Seus diálogos são tocantes, verdadeiros, inocentes, com a mesma tonalidade que só uma criança poderia passar. E embora em algumas cenas, ele pareça até mais velho, devido as cenas mais sombrias e violentas, o ator não perde a pose infantil, de fato a sempre lida com as situações utilizando-se de sua inteligência.


Essa nova versão também ressalta a mensagem transmitida na animação de 1967. Aqui, trazendo temas como amizade, preservação a natureza, fidelidade e crenças, ainda temos a questão familiar, e forma como menino encara sua família não como a espécie que lhe originou (os humanos), mas sim os lobos, que cuidaram dele e o protegeram. Eu diria que é uma mensagem forte para um longa infantil, e isso também é genial. Tratar sobre a diversidade familiar com tanta sutileza foi algo realmente impressionante.

Por isso, só tenho a ressaltar que o novo mundo de 'Mogli: O Menino Lobo' é uma fantástica adaptação, cheia de magia e ensinamentos, dignos de uma das fases mais maravilhosas que a Disney já teve.


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