Resenha #347 - Sociedade da Rosa (Jovens de Elite Vol 2)!





Título: Sociedade da Rosa
Coleção: Jovens de Elite Vol 2
Autor: Marie Lu
Editora: Rocco
Ano: 2016
Especificações: Brochura |336 páginas
ISBN: 9788579803079
 Sinopse
Nome em ascensão na literatura young adult, Marie Lu conquistou seu lugar nas listas dos mais vendidos dos EUA com as séries Legend e Jovens de Elite, ambas com direitos de adaptação para o cinema adquiridos por grandes estúdios. Sociedade da Rosa é o segundo volume da saga de fantasia medieval Jovens de Elite e mostra a jovem Adelina Amouteru com sede de vingança. Depois de ser renegada pela família, ela é traída por aqueles em quem confiou, e parte em busca de outros malfettos — sobreviventes da febre do sangue que, como ela, possuem dons fantásticos —, para formar um exército próprio e combater a Inquisição do Eixo. Mas o ódio e o medo que a alimentam podem levá-la por caminhos perigosos, e uma oferta tentadora vai testar a verdadeira natureza dos seus poderes e de sua personalidade. Uma sequência de tirar o fôlego para uma saga épica.
Cortesia Editora Rocco


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AVALIAÇÃO PESSOAL
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Adelina foi traída novamente. Quando ela finalmente achou encontrar seu lar, seus amigos lhe deram as costas outra vez. Agora, caçada pelos Punhais e pela Inquisição, tendo o coração partido devido a uma perda insuperável, a garota parte em busca de construir sua própria sociedade de Jovens de Elite; uma sociedade que buscará apenas a vingança e a coroa. Sua sede pelas trevas e pelo egoísmo a guiará rumo a uma nova batalha, onde mais sangue pode ser derramado. Que escolhas Adelina deve fazer? Em quem deve confiar? Ainda existe salvação para ela? Será que tudo é tão preto no branco?



Em uma continuação tão sufocante quanto 'Jovens de Elite', 'Sociedade da Rosa' é uma pedida deliciosamente sombria, cheia de reviravoltas, tiradas incríveis, e uma personagem que desmonta a todo instante, a visão que o leitor tem sobre ela.

Narrado em grande parte pela visão de Adelina, nossa protagonista, o livro vem dividindo espaço para outros personagens também, como Teren, Rafaelle e uma nova integrante da trama, Maeve. Em particular, adorei esse novo jogo de narradores. A autora não só possibilitou explorar personagens que ficaram um pouco apagado no livro anterior, falando mais deles (embora ainda sinta uma carência de saber do passado e suas determinações de determinados protagonistas, como Gemma) como ampliou o campo de visão desse leitor, com novas informações, antes não reveladas.

A troca de narradores alterou um pouco esse aspecto de deixar os personagens secundários tão superficiais, algo que havia me incomodado muito no primeiro livro. Na realidade, dessa vez, embora ainda não tenha sido o que eu queria, a autora conseguiu tirar o foco um foco de Adelina, e embora 'Sociedade da Rosa' traga uma grande ruptura para a protagonista, os coadjuvantes também ganham espaço para se mostrar mais. Em especial, Rafaelle, que é um personagem extremamente legal e tinha ficado muito solto no primeiro volume devido a não mergulharmos mais profundamente em seus pensamentos. Aqui não, iremos conhecê-lo melhor. Além disso, a história além de trocar de narradores, altera também a pessoa da narração. Enquanto que os capítulos de Adelina são narrados em primeira pessoa, uma forma que a autora busca de fazer o leitor compreender as atitudes da personagem e quem sabe sentir empatia, os outros são narrados em terceira pessoa, fornecendo uma amplitude maior do campo a volta deles.

Ele queria viver em uma casa construída sobre uma ilusão, preferia acreditar em um milhão de mentiras a enfrentar uma verdade."

Às vezes, o amor pode crescer como uma flor minúscula escondida nas sombras da árvore, encontrado apenas por aqueles que sabem onde procurar."
'Sociedade da Rosa' foi uma continuação angustiante. A autora manipula o leitor por diversas páginas enquanto os caminhos que separam bem e mal vão ficando indistinguíveis sob as ações que os personagens vão tomando conforme a obra vai se desenvolvendo.

Um fator que me chateia um pouco, talvez seja a ideia de os personagens serem tão jovens. É complicado, pelo menos para mim, imaginá-los como adolescentes. Quando leio sempre visualizo-os como adultos, devido as atitudes e maneira de se portar na trama. Nada, claro, que vá afetar o andamento da leitura. É um texto viciante, com uma escrita, em certos momentos, até meio poética, cheia de nuances que  mudam de um romance abrasador a mortes chocantes e violentas. Marie Lu não suaviza uma só cena. Tudo é dito de forma muito crua e direta, o que trás para 'Jovens de Elite', todo um diferencial, sem precisar de alívio cômico, e deixando a historia um tom ainda mais sombrio e complexa, trabalhando o psicológico do ser humano com uma maestria infinita. Se sua praia é fantasia e distopia, então essa trilogia é com certeza um prato imperdível para você. Com certeza uma obra que quebra todas as suas expectativas em quesito de heroísmo e fidelidade. Os personagens de 'Jovens de Elite' lutam pela sua sobrevivência, sem se importar com os custos. Lu parece não se importar quais rumos essas ações irão levar seus protagonistas. É como se da primeira página em diante, eles agissem só.

O livro não só me surpreendeu e impactou, como me ganhou devido a oscilação de sentimentos e confusa imagem que Adelina deixa no leitor. Trazendo uma complexidade muito peculiar, ela é uma das personagens mais autênticas e verdadeiras que já presenciei na literatura. Dentro de uma trama que remonta uma espécie de caça as bruxas futurística, a ansiedade para o desfecho dessa história e enlouquecedora.





Escreve romances jovens-adultos, e tem um amor especial por livros distópicos. Antes de se tornar uma escritora em tempo integral, era diretora de arte em uma empresa de jogos. É formada na Universidade do Sul da Califórnia, e atualmente vive em Los Angeles.

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