Cinema #143 - Max Steel!





Título: Max Steel 
Gênero: Aventura
Direção: Stewart Hendler
Elenco: Ana Villafañe, Andy Garcia, Ben Winchell, Billy Slaughter, Brandon Larracuente, Jahnee Wallace, Lawrence Kao, Maria Bello, Mary Christina Brown, Megan Hayes, Michael Mercaldi, Mike Doyle, Phillip DeVona, Rochelle Aycoth
Roteiro: Christopher Yost
Produção: Bill O'Dowd, Julia Pistor
Duração: 128 min.
Estúdio: Dolphin Entertainment / Mattel Entertainment / Open Road Films / Playground Productions
 Sinopse
Max é um adolescente de 16 anos que descobre possuir incríveis poderes. Muitas coisas vão mudar em sua vida após ter contato com uma força extraterrestre.


**********************************************************************
AVALIAÇÃO PESSOAL
**********************************************************************


'Max Steel' é um filme diferente do que eu poderia esperar. Trazendo as telonas um personagem icônico na infancia de muitos adultos e crianças, a remasterização do longa é boa, o drama é aceitável e as interpretações notáveis, mas o filme acaba ficando cansativo quando promete-se um grande espetáculo com muitos efeitos especias e durante sua hora e meia, mal foca nesse ponto, perdendo o tempo com problemas banais e até meio repetitivos.

Max (Ben Winchell) vem tendo uma vida complicada desde a misteriosa morte de seu pai. Anos e anos, sua mãe vem mudando-se constantemente com ele de cidade, de forma que tornou-se fácil ser solitário. Mas quando o retorno a cidade onde o acidente que matou seu pai acontece, Max acaba fazendo descobertas inimagináveis. Ele possui um dom que não consegue explicar e sua vida pode estar correndo perigo.


Eu não condenaria o roteiro de Christopher Yost, na verdade, ele foi ousado, em adaptar um personagem tão infantilizado para um público mais adulto. A pegada do filme 'Max Steel' é boa, e logo nos primeiros instantes parecemos ter um clima meio ficção cientifica/sci-fi, misturado com conspiração e corrupção governamental. Mas tudo isso vai meio que por água abaixo quando esses temas interessantes são tão jogados em plano de fundo para dar espaço aos dramas familiares e adolescentes. Em boa parte do longa, vemos o adolescente Max tentando entender o que aconteceu com seu pai e o que ele é, e isso é muito bem explicado, mas falha, porque, como mais uma produção hollywoodiana, foca em trazer temáticas banais, como isolamento escolar ou romance clichê com a menina bonita da escola; assuntos que já são apresentados nas mais diferentes franquias das mais variadas formas. O que é uma pena, já que a história tinha potencial. Ben Winchell interpretou bem seu papel como protagonista e convence o telespectador, mas o foco da história deixa muito a desejar quando os momentos de ação tão aguardados são pequenos demais para dar conta de tanta explanação e sub temáticas.


O romance vivido pelo personagem de Winchell também é tosco, fraco e até meio sem lógica. Há momentos em que você realmente não consegue compreender de onde surge tanta empatia pelos dois personagens quando que durante todo o filme, mal deram quatro palavras, e já parecem estar apaixonados um pelo outro. Foge da realidade esperada, sem dúvidas, e comigo, pessoalmente, o instalove não funcionou.


O que salva são os cenários bonitos e a fotografia. O efeito computadorizado é bom em alguns casos, mas nem todos geram uma empatia. Alguns efeitos parecem bem sem graça, a exemplo, as armaduras ou os vilões elementares. E como se isso não bastasse, as luta do filme, que passa muito tempo para acontecer, acaba sendo fraca, de forma que termina com muita velocidade e o personagem principal passa boa parte dela em desvantagem, vencendo-a com um golpe "fatal". 

Em questão de estrutura e organização, com certeza 'Max Steel' pecou. Como disse acima, a ideia é boa e o objeto de uso também, mas não foi bem mostrado, trabalhando muito algumas cenas que não precisavam, e outras quase nem mostrando. Talvez seja uma diversão para as crianças, mas a mim, pessoalmente, não agradou, salvando-se apenas pela fotografia, único ponto pelo qual realmente me encantei.


Nenhum comentário

Postar um comentário

Expresse-se